A frase "procurar uma agulha num palheiro" ilustra bem o exemplo de que não devamos fazer um experimento esperando e defendendo o resultado final sem que se passe pelas premissas, pelo rigor do método analítico. De outro modo, esse processo ao meu ver estará contaminado.
Lutar de todo modo para que o resultado seja o que queiramos, custe o que custar implicará em fazer-nos lançar mão de artifícios que deem um ar de confiabilidade, um certo respaldo, ao que dirá-se daquele elemento comprobatório.
É assim que o "pseudorigorismo" veste a mentira com o "manto" da verdade. E a mentira passa a ter cara de verdade, cheiro de verdade, gosto de verdade, mas mentira continuará sendo, a despeito de quem acredita nela.
Há quem use um tecnicismo exagerado para disfarçar a incoerência do pensamento ao defender uma lógica que nasce sem base que a sustente.
Digamos que ao procurar a agulha, estamos convictos que a tal agulha realmente existe e está lá perdida entre as palhas. Quem defende a existência da agulha e, por consequência, a sua busca no palheiro, para comprovar sua hipotética existência, poderá usar de subterfúgios para alcançar o objetivo do convencimento. Se a agulha não é encontrada logo se faz levar a crer que agulha não exatamente aquilo que se diz dela. Pode ser uma palha mais rígida, um talo grosso. Redefini-se o ser agulha. Tudo para continuar certo que sua verdade prevalecerá. Então todo cuidado é pouco para não confundir alhos com bugalhos.