quinta-feira, dezembro 22, 2016

Quando devemos "temer" o som do "trumpete"

   Há muita gente torcendo para que logo acabe o ano. É temor que algo mais de ruim possa somar-se a tudo aquilo que já tornou-se fato lamentável nos trezentos e tantos dias que já se contam desde o dia da confraternização universal de 2016.
   Nada garante que 2017 seja um ano melhor. Muito pelo contrário. Sabe-se sim, de antemão, que o primeiro semestre vai ser de muita dificuldade,  seja ela política, econômica e/ou social.
   Há coisas que não podemos negar:
   Alice agora já sabe que não está no país das maravilhas, terra onde os recursos são infinitos, onde não vale mais o Faz de Conta da  política. Não vale mais o Faz de Conta que somos todos honestos, principalmente os que fazem as leis. Nem vale o Faz de Conta que temos justiça imparcial e que essa está a um degrau da divindade.
   Em verdade, percebemos que em 2016 a justiça ao invés de cega, ficou de olhos arregalados e torce por um time de futebol.
  Muitos anos atrás escrevi o que pensava sobre o que o Obama iria fazer na América do Norte. Se bem me lembro, opinei dizendo que não haveria nenhuma mudança nos destinos do mundo a depender de que um governante do Norte fosse esse branco ou negro, republicano ou democrata, pois o que esses carregam em si é a cultura de seu país. Então esperar mudanças de peixe se a pescaria acontece sempre no mesmo lago é um pouco infrutífero e inútil.
   O que devemos temer é a falsidade, a inveja e a loucura. Não que os dois primeiros itens não estejam  contidos no último.
   Em princípio devemos evitar as paixões. Torcer por algo ou alguém somente por paixão não nos faz enxergar seus defeitos mais evidentes.
   A política não deve-se permitir à paixão.
   O amor avalia os erros. A paixão nem os vê.
   Que toquem os "trumpetes" e suas más vontades, não temeis os dias que virão, pois no fim deles o que prevalecerá será apenas a verdade.