Esse Blog objetiva apenas juntar retalhos de reflexões pessoais do autor sobre assuntos os mais diversos. Não tendo caráter científico, pode vir a conter incoerências. As informações deverão ser corrigidas logo que sejam percebidos erros; Quanto às ideias, podem ser sempre repensadas.
quarta-feira, maio 04, 2016
quinta-feira, abril 28, 2016
Tolerância Civil
Tolerar é despir-se, por momentos, de nossas convicções, de certas verdades que consideramos imutáveis.
Posto que, não há, para mim, verdade imutável "palpável" pela mente humana, se não meias verdades, quando possíveis de mensurar e devendo estar sujeitas sempre a revisão por nossa razão.
John Locke, filósofo inglês, década de 80 do século XVII , "ensina" aos franceses sobre a tolerância social.
Para Locke tolerar é parar de lutar pelo que não se pode mudar.
Locke viveu uma boa parte da vida nos países baixos. Está, assim, explicado o por quê de a Holanda ter sido o berço da tolerância e exportar isso pra boa parte da Europa naquela época.
A pluralidade somente existe na presença da tolerância, já que cada um de nós somos diferentes, seja por nossas crenças, costumes, moral e entendimentos sobre a existência de tudo e todos e nossa própria condição de ser humano.
Como é bom aplaudir a tolerância dos outros conosco.
Mas, um tanto difícil praticar a nossa tolerância com outrem.
Segundo Locke, é a falta de um juiz, respeitado por todos, capaz de promulgar leis de conhecimento e respeito público, aliada à possibilidade individual de julgar e executar em causa própria, que concorre de forma decisiva para a corrupção do estado e faz da guerra um acontecimento cada vez mais frequentemente observado.
É o aprofundamento dessas intrigas que torna o estado de paz e tranquilidade em estado de guerra e de destruição.
Posto que, não há, para mim, verdade imutável "palpável" pela mente humana, se não meias verdades, quando possíveis de mensurar e devendo estar sujeitas sempre a revisão por nossa razão.
John Locke, filósofo inglês, década de 80 do século XVII , "ensina" aos franceses sobre a tolerância social.
Para Locke tolerar é parar de lutar pelo que não se pode mudar.
Locke viveu uma boa parte da vida nos países baixos. Está, assim, explicado o por quê de a Holanda ter sido o berço da tolerância e exportar isso pra boa parte da Europa naquela época.
A pluralidade somente existe na presença da tolerância, já que cada um de nós somos diferentes, seja por nossas crenças, costumes, moral e entendimentos sobre a existência de tudo e todos e nossa própria condição de ser humano.
Como é bom aplaudir a tolerância dos outros conosco.
Mas, um tanto difícil praticar a nossa tolerância com outrem.
Segundo Locke, é a falta de um juiz, respeitado por todos, capaz de promulgar leis de conhecimento e respeito público, aliada à possibilidade individual de julgar e executar em causa própria, que concorre de forma decisiva para a corrupção do estado e faz da guerra um acontecimento cada vez mais frequentemente observado.
É o aprofundamento dessas intrigas que torna o estado de paz e tranquilidade em estado de guerra e de destruição.
sábado, abril 16, 2016
Crise
Olha o grego novamente aqui: krisis, que em português significa decisão, sentença, juízo ou separação.
Várias áreas do conhecimento conceituam crise, cada qual de sua maneira.
O conceito que mais gosto é o da psicologia que diz que crise é um estado de mudança que requer atitude para manter o equilíbrio da emoção. Com o passar do tempo a crise pode evoluir para uma maior estabilidade ou para a derrocada.
O certo é que todo mundo já viveu uma crise. Aliás não apenas uma; Incontáveis.
Crise no casamento, crise financeira, crise política, crise de amígdalas, crise de rins, crise de identidade, crise da adolescência, crise dos 7 anos, dos 30 , dos 40, da terceira idade e por ai vai...
A crise se mistura com a vida. Faz parte dela.
A resiliência é primogênita da crise. Crise é um momento de conhecer melhor a si mesmo e aprender a sobreviver a adversidades e, geralmente, ficar mais forte.
Várias áreas do conhecimento conceituam crise, cada qual de sua maneira.
O conceito que mais gosto é o da psicologia que diz que crise é um estado de mudança que requer atitude para manter o equilíbrio da emoção. Com o passar do tempo a crise pode evoluir para uma maior estabilidade ou para a derrocada.
O certo é que todo mundo já viveu uma crise. Aliás não apenas uma; Incontáveis.
Crise no casamento, crise financeira, crise política, crise de amígdalas, crise de rins, crise de identidade, crise da adolescência, crise dos 7 anos, dos 30 , dos 40, da terceira idade e por ai vai...
A crise se mistura com a vida. Faz parte dela.
A resiliência é primogênita da crise. Crise é um momento de conhecer melhor a si mesmo e aprender a sobreviver a adversidades e, geralmente, ficar mais forte.
sexta-feira, abril 15, 2016
País do faz de conta. Alice, Emília e outros personagens da história.
Charles L. Dodgson(Lewis Carroll)-1832-1898- imaginou um lugar fantástico, nonsense, digno dos melhores sonhos que podemos ter.
A terra do absurdo. (veja: Alice no país das maravilhas)
Alice, ainda bem que caístes no buraco de coelho!
Tivesse caído no buraco de ozônio, que hoje paira sobre a América do Sul, descobririas também que cá em baixo, como lá, há reinos de acontecimentos mais do que nonsense. Absurdos dignos do maior dos pesadelos.
Durmo ultimamente com o desejo de que a mim acordem e que eu veja que era apenas um mau sonhar; o julgamento da pobre Alice.
Difícil será sabermos onde está a verdade, se lá no horizonte se avistam somente nuvens de mentiras.
A verdade é: aquele que não vive a realidade dos fatos, condenado está a morrer engasgado com toda sorte de mentiras.
Me preocupa o que restará, se até o juiz está para ser julgado.
Mas, quem vai mesmo julgar o juiz?
A Emília de Monteiro Lobato(1882-1948) era mestra do faz de conta.
Então, faz de conta que todos estão com boas intenções. Faz de conta que não tem ponta de prego. Faz de conta que não é feio. Por que só mesmo fazendo de conta pode-se admitir uma feiura dessas.
A terra do absurdo. (veja: Alice no país das maravilhas)
Alice, ainda bem que caístes no buraco de coelho!
Tivesse caído no buraco de ozônio, que hoje paira sobre a América do Sul, descobririas também que cá em baixo, como lá, há reinos de acontecimentos mais do que nonsense. Absurdos dignos do maior dos pesadelos.
Durmo ultimamente com o desejo de que a mim acordem e que eu veja que era apenas um mau sonhar; o julgamento da pobre Alice.
Difícil será sabermos onde está a verdade, se lá no horizonte se avistam somente nuvens de mentiras.
A verdade é: aquele que não vive a realidade dos fatos, condenado está a morrer engasgado com toda sorte de mentiras.
Me preocupa o que restará, se até o juiz está para ser julgado.
Mas, quem vai mesmo julgar o juiz?
A Emília de Monteiro Lobato(1882-1948) era mestra do faz de conta.
Então, faz de conta que todos estão com boas intenções. Faz de conta que não tem ponta de prego. Faz de conta que não é feio. Por que só mesmo fazendo de conta pode-se admitir uma feiura dessas.
quinta-feira, abril 07, 2016
A Nudez e a Vergonha
Até bem pouco tempo eu não sabia que os soldados espartanos combatiam nus(Esparta: aquela cidade da grécia antiga).
Cerimônias sagradas eram efetuadas com todos os homens nus. Uma maneira de garantir que não haviam mulheres presentes durante as celebrações dos jogos olímpicos.
Ora, ora: a palavra ginásio significa local de nudez, veja só isso!
Até o oitavo século depois de cristo, batizam com o sujeito nu imerso em água, simbolizando um novo nascimento. E não é mesmo assim que nascemos? Nus dos pés à cabeça!
O corpo nu nem é bom nem ruim. Depende da cabeça de quem pratica e de quem o observa.
Em algumas partes da bíblia cristã registra-se que apóstolos pregaram nus.
A vergonha, como sentimento, é complexa de definir-se. É como sentido de culpa. Mas culpa de quê? Do ser finito, do acabar-se em si, ser limitado e imperfeito.
A pior vergonha é a vergonha de si mesmo. Pois esta não tem razão de ser.
Quando falhamos em uma tarefa que achávamos que nunca falharíamos, sentimos culpa.Isso acontece porque descobrimos nossos limites de ser humano.
Quando criança, cada um é cobrado a ser perfeito. Portanto quase deuses. Envergonha-nos descobrir que não. Enquanto mortais, imperfeitos seremos durante toda nossa existência.
Quem sabe reconhecendo esse fato poderemos lidar melhor com nossas fraquezas e assim podendo contornar mais rapidamente as incapacidades que nós mesmos nos imputamos.
Nunca seremos o que gostaríamos de verdadeiramente ser. Isso causa-nos sofrimento.
Quando todos são nus, ninguém está nu.
Portanto, não nos devemos envergonhar de nós mesmos, pois cada qual tem suas vergonhas.
Cerimônias sagradas eram efetuadas com todos os homens nus. Uma maneira de garantir que não haviam mulheres presentes durante as celebrações dos jogos olímpicos.
Ora, ora: a palavra ginásio significa local de nudez, veja só isso!
Até o oitavo século depois de cristo, batizam com o sujeito nu imerso em água, simbolizando um novo nascimento. E não é mesmo assim que nascemos? Nus dos pés à cabeça!
O corpo nu nem é bom nem ruim. Depende da cabeça de quem pratica e de quem o observa.
Em algumas partes da bíblia cristã registra-se que apóstolos pregaram nus.
A vergonha, como sentimento, é complexa de definir-se. É como sentido de culpa. Mas culpa de quê? Do ser finito, do acabar-se em si, ser limitado e imperfeito.
A pior vergonha é a vergonha de si mesmo. Pois esta não tem razão de ser.
Quando falhamos em uma tarefa que achávamos que nunca falharíamos, sentimos culpa.Isso acontece porque descobrimos nossos limites de ser humano.
Quando criança, cada um é cobrado a ser perfeito. Portanto quase deuses. Envergonha-nos descobrir que não. Enquanto mortais, imperfeitos seremos durante toda nossa existência.
Quem sabe reconhecendo esse fato poderemos lidar melhor com nossas fraquezas e assim podendo contornar mais rapidamente as incapacidades que nós mesmos nos imputamos.
Nunca seremos o que gostaríamos de verdadeiramente ser. Isso causa-nos sofrimento.
Quando todos são nus, ninguém está nu.
Portanto, não nos devemos envergonhar de nós mesmos, pois cada qual tem suas vergonhas.
terça-feira, março 22, 2016
O contraditório
audiatur et altera pars - ouçamos a outra parte
Princípio fundamental de sociedades democráticas atuais, o contraditório é nada mais que o direito de alguém que é acusado expressar sua versão para fatos que decorreram para sua acusação.
Não existisse o contraditório, estaríamos como na inquisição onde as pessoas eram condenadas sem o direito de defender-se, expor suas provas e nem mesmo de saber do que estavam sendo acusadas. Seria a ditadura do judiciário, onde lobos estariam disfarçados de ovelha com suas togas e não peles de cordeiro.
Princípio fundamental de sociedades democráticas atuais, o contraditório é nada mais que o direito de alguém que é acusado expressar sua versão para fatos que decorreram para sua acusação.
Não existisse o contraditório, estaríamos como na inquisição onde as pessoas eram condenadas sem o direito de defender-se, expor suas provas e nem mesmo de saber do que estavam sendo acusadas. Seria a ditadura do judiciário, onde lobos estariam disfarçados de ovelha com suas togas e não peles de cordeiro.
quinta-feira, dezembro 24, 2015
A verdade, a mentira e a ignorância
Quando nos olhamos no espelho nem sempre nos reconhecemos.
Assim como, quando ouvimos nossa voz gravada, ela nos soa estranha, como se não fosse a nossa própria voz. Já pensou se pudéssemos ver a nossa alma? Ver aquilo que somos de verdade?
Verificar, tal qual os que nos cercam veem e sentem tudo que sai de nós? Se há alguém que verdadeiramente conhece a si mesmo, deve ter ficado perplexo. Julgamos que nos conhecemos, mas sempre fazemos avaliações de tudo que vemos e vivemos. Avaliações são sempre incompletas. Dessa forma, é sempre inválido representar o que somos. Quando a vida nos dá um tapa, nos confronta com realidade e nos diz um pouco mais daquilo que somos.
Assim como, quando ouvimos nossa voz gravada, ela nos soa estranha, como se não fosse a nossa própria voz. Já pensou se pudéssemos ver a nossa alma? Ver aquilo que somos de verdade?
Verificar, tal qual os que nos cercam veem e sentem tudo que sai de nós? Se há alguém que verdadeiramente conhece a si mesmo, deve ter ficado perplexo. Julgamos que nos conhecemos, mas sempre fazemos avaliações de tudo que vemos e vivemos. Avaliações são sempre incompletas. Dessa forma, é sempre inválido representar o que somos. Quando a vida nos dá um tapa, nos confronta com realidade e nos diz um pouco mais daquilo que somos.
terça-feira, novembro 10, 2015
O Simples e o Complexo
O complexo é nada mais que a arrumação intrincada de muitas simplicidades.
Cita-se que Aristóteles tenha dito: "O bom é simples; o mau é complexo".
Ser feliz é simples, Estar triste é complexo.
Em verdade, o simples é o que entende-se, compreende-se.
O complexo está para coisas mais distantes do nosso entendimento, parecendo incompreensíveis.
Compreender o complexo é estudar a infinidade de simplicidades presentes naquele todo.
Focar em apenas um área do conhecimento a nós isola o pensamento.
E todo o resto parece-nos complexo. É como olhar a ponta do nariz e desejar enxergar todo o horizonte.
Nada acontece isoladamente do resto do mundo. Contextualizar o simples, as coisas do cotidiano, é enxergar a nós mesmos imersos na complexidade da vida. Nascer é simples. Morrer é simples.
O que gostamos de complicar mesmo é a vida.
Cita-se que Aristóteles tenha dito: "O bom é simples; o mau é complexo".
Ser feliz é simples, Estar triste é complexo.
Em verdade, o simples é o que entende-se, compreende-se.
O complexo está para coisas mais distantes do nosso entendimento, parecendo incompreensíveis.
Compreender o complexo é estudar a infinidade de simplicidades presentes naquele todo.
Focar em apenas um área do conhecimento a nós isola o pensamento.
E todo o resto parece-nos complexo. É como olhar a ponta do nariz e desejar enxergar todo o horizonte.
Nada acontece isoladamente do resto do mundo. Contextualizar o simples, as coisas do cotidiano, é enxergar a nós mesmos imersos na complexidade da vida. Nascer é simples. Morrer é simples.
O que gostamos de complicar mesmo é a vida.
domingo, setembro 13, 2015
A Caminho da Liberdade
Como água em uma cachoeira, torrentes de pensamentos das filosofias sempre caem sobre a liberdade.
Pensar é exercer a liberdade.
Ora taxa-se a liberdade positiva, ora negativamente.
Famosos pensadores discorreram sobre a liberdade:
"O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo." J-P Sartre(século XX)
Para Sartre a liberdade era absoluta ou não existia.
Já para Schopenhauer(século XVIII), o homem, objeto entre objetos, coisa entre coisas, não possui liberdade de ação porque não é livre para deliberar sobre sua vontade. Para ele o homem não escolhe o que deseja, o que quer. Logo, não é livre.
"Se as pessoas são privadas de suas próprias condições materiais de existência, ou seja, se suas condições práticas de existir são propriedade privada (de outra pessoa, portanto), não haverá verdadeira liberdade." Karl Marx(século XIX)
René Descartes (século XVI), achava que age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem a escolha. Então quem estava mais bem informado sobre o significado das alternativas tinha mais liberdade de escolha.
Antigamente (hoje em dia ainda?) ser livre era o resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças.
Immanuel Kant achava que é difícil sozinho o homem deixar a menoridade, pois ela é a sua segunda natureza, já que é enganado pelas crenças, tradições e opiniões alheias, deixando de seguir a sua própria razão. Assim, não podendo experimentar a liberdade. Sair da menoridade é tomar suas próprias decisões. Deixar a menoridade é não permitir que reinem a preguiça, covardia e o comodismo.
Pensar é exercer a liberdade.
Ora taxa-se a liberdade positiva, ora negativamente.
Famosos pensadores discorreram sobre a liberdade:
"O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo." J-P Sartre(século XX)
Para Sartre a liberdade era absoluta ou não existia.
Já para Schopenhauer(século XVIII), o homem, objeto entre objetos, coisa entre coisas, não possui liberdade de ação porque não é livre para deliberar sobre sua vontade. Para ele o homem não escolhe o que deseja, o que quer. Logo, não é livre.
"Se as pessoas são privadas de suas próprias condições materiais de existência, ou seja, se suas condições práticas de existir são propriedade privada (de outra pessoa, portanto), não haverá verdadeira liberdade." Karl Marx(século XIX)
René Descartes (século XVI), achava que age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem a escolha. Então quem estava mais bem informado sobre o significado das alternativas tinha mais liberdade de escolha.
Antigamente (hoje em dia ainda?) ser livre era o resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças.
Immanuel Kant achava que é difícil sozinho o homem deixar a menoridade, pois ela é a sua segunda natureza, já que é enganado pelas crenças, tradições e opiniões alheias, deixando de seguir a sua própria razão. Assim, não podendo experimentar a liberdade. Sair da menoridade é tomar suas próprias decisões. Deixar a menoridade é não permitir que reinem a preguiça, covardia e o comodismo.
terça-feira, agosto 25, 2015
Medíocre
“Os sábios buscam a verdade, os medíocres gostam de fatos, os cretinos falam de si”.(Aristóteles III a.C.)
domingo, agosto 23, 2015
O Bom Ladrão
Trecho do Sermão escrito em 1655, por Padre Antônio Vieira, proferido perante D. João XIV e sua corte, aleḿ de ministros, juízes e conselheiros(Lisboa):
"Levarem os reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."
Em outro trecho do mesmo sermão cita passagem histórica ocorrida com Alexandre Magno, O Grande(356 a.C.) :
"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."
Para pensar.
"Levarem os reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."
Em outro trecho do mesmo sermão cita passagem histórica ocorrida com Alexandre Magno, O Grande(356 a.C.) :
"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."
Para pensar.
terça-feira, agosto 11, 2015
Cuspir no prato que comeu - ingratidão
A cada momento na vida ganhamos e perdemos coisas, amigos, amores, etc.
A vida é uma troca; pedaços nossos vão ficando pelo caminho.
Vamos ganhando outros pedaços.
Nesse meio-tempo é bem comum, talvez normal, que na inevitabilidade da perda de algo que gostamos, apreciamos ou necessitamos, tenhamos que, inconscientemente, talvez, depreciar para diminuir o "sofrimento" a que tenhamos que passar.
Perder nunca é bom.
Entendamos que a perda nunca acontece por nossa vontade.
A ação contrária à perda é o descarte, o qual traz satisfação.
Quando somos privados de alguma coisa que possuímos, como que por defesa própria, exaltamos os defeitos daquilo ou daquele, em contraposicao de suas qualidades.
Assim, o que admirávamos, que olhávamos com carinho, agora já não nos agrada mais. Cometemos essa desfaçatez.
Fizemos assim com o amor que nos traiu, com o tv que quebrou, com o emprego que não temos mais, etc.
Desdenhar daquilo que era imprecindível que amávamos de coração, também é cuspir no prato que comeu. É justo jogar tudo pro ar? Apagar boa parte da história? Maldizer ao invés de lembrar com saudade, com bendizeres, do tempo bom que se foi?
Paris, uma noite de agosto de 1977, escreveu Maria Callas:
" Há perdas que não nos deixam nunca, antes nos perseguem pela vida fora, acabando por atropelar-nos em repetida cadência, deixando-nos estatelados no passeio público, ou adentro das nossas portas. Há perdas, feridas, brechas, coisas que nos faltam e que não tivemos nunca, coisas que deveríamos ter tido porque são essenciais, e a sua falta nos deixa de cócoras, e lentamente mata. "
A vida é uma troca; pedaços nossos vão ficando pelo caminho.
Vamos ganhando outros pedaços.
Nesse meio-tempo é bem comum, talvez normal, que na inevitabilidade da perda de algo que gostamos, apreciamos ou necessitamos, tenhamos que, inconscientemente, talvez, depreciar para diminuir o "sofrimento" a que tenhamos que passar.
Perder nunca é bom.
Entendamos que a perda nunca acontece por nossa vontade.
A ação contrária à perda é o descarte, o qual traz satisfação.
Quando somos privados de alguma coisa que possuímos, como que por defesa própria, exaltamos os defeitos daquilo ou daquele, em contraposicao de suas qualidades.
Assim, o que admirávamos, que olhávamos com carinho, agora já não nos agrada mais. Cometemos essa desfaçatez.
Fizemos assim com o amor que nos traiu, com o tv que quebrou, com o emprego que não temos mais, etc.
Desdenhar daquilo que era imprecindível que amávamos de coração, também é cuspir no prato que comeu. É justo jogar tudo pro ar? Apagar boa parte da história? Maldizer ao invés de lembrar com saudade, com bendizeres, do tempo bom que se foi?
Paris, uma noite de agosto de 1977, escreveu Maria Callas:
" Há perdas que não nos deixam nunca, antes nos perseguem pela vida fora, acabando por atropelar-nos em repetida cadência, deixando-nos estatelados no passeio público, ou adentro das nossas portas. Há perdas, feridas, brechas, coisas que nos faltam e que não tivemos nunca, coisas que deveríamos ter tido porque são essenciais, e a sua falta nos deixa de cócoras, e lentamente mata. "
quinta-feira, agosto 06, 2015
Amizade
"Amigos bons são como os sapatos velhos. Nos são bem confortáveis, mais que os novos"
Epicuro que foi considerado por alguns como o filósofo da amizade disse uma certa vez: "De todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a amizade".
De fato, a amizade não nos livra dos infortúnios, das dores e da atribulações da vida. Mas ajuda demais a sairmos inteiros dessas condições desagradáveis da vida. Mas não apenas isso, como quem mais podemos comemorar aquela vitória do time preferido ou de passar no vestibular ou outras tantas situações de alegria e conquistas.
A filosofia exige que pensemos por nós mesmos, mas sem o amigo com quem dialogar como testar nossas descobertas e nossos enganos?
O amigo é que acende a luz de alerta. Nos faz pensar e por vezes nos faz escapar de divagações vazias. Nos provoca. Cuidado com aquele que em tudo concorda com você; Esse pode não ser um bom amigo.
Frase de Confucio: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
Epicuro que foi considerado por alguns como o filósofo da amizade disse uma certa vez: "De todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a amizade".
De fato, a amizade não nos livra dos infortúnios, das dores e da atribulações da vida. Mas ajuda demais a sairmos inteiros dessas condições desagradáveis da vida. Mas não apenas isso, como quem mais podemos comemorar aquela vitória do time preferido ou de passar no vestibular ou outras tantas situações de alegria e conquistas.
A filosofia exige que pensemos por nós mesmos, mas sem o amigo com quem dialogar como testar nossas descobertas e nossos enganos?
O amigo é que acende a luz de alerta. Nos faz pensar e por vezes nos faz escapar de divagações vazias. Nos provoca. Cuidado com aquele que em tudo concorda com você; Esse pode não ser um bom amigo.
Frase de Confucio: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
sábado, julho 04, 2015
A palavra da moda: resiliência
Como toda palavra, seu conceito pode variar de acordo com a área em que ela é utilizada.
Advinda do grego resiliens, é na psicologia que está em mais uso atualmente.
A Resiliência é encarada por muitos como uma capacidade de enfrentar problemas os mais diversos e sair de mente ilesa, como uma panela de pressão prestes a explodir, sem que necessariamente isso aconteça.
Em psicologia é uma teoria recente que demonstra um conjunto de fatores presentes nas pessoas e que tenta explicar como as pessoas tem diferentes limiares de resiliência.
Administrar emoções, controlar impulsos, ser otimista, considerar o ambiente, sentir o que o outro sente, propor ações e executar com eficácia, sair do isolacionismo e em conjunto solucionar problemas da vida, sem medo de ser feliz, constituem, em outras palavras, os pilares da aplicação da resiliência(BARBOSA-PUC -SP).
Talvez essa teoria consiga explicar por que parcelas da população estão mais sensíveis ao estresse, outras parcelas sucumbem aos menores obstáculos, e outras mantem-se firmes nas maiores adversidades.
De qualquer forma, ao meu ver, todos possuem resiliência e essa varia em todas as fases da vida, devido a todo o contexto que nos cerca, sejam fatores emocionais, ambientais, educacionais, familiares, etc;
Diferentemente da física que conceitualmente nos diz que a resiliência é a propriedade de um dado material voltar ou não ao estado normal depois de sofrer estresse por tensão, a resiliência não nos garante que seremos os mesmos após essas tensões. Certo é que a cada momento, se resistimos, somos mudados, adaptamo-nos melhor às situações semelhantes do futuro.
Advinda do grego resiliens, é na psicologia que está em mais uso atualmente.
A Resiliência é encarada por muitos como uma capacidade de enfrentar problemas os mais diversos e sair de mente ilesa, como uma panela de pressão prestes a explodir, sem que necessariamente isso aconteça.
Em psicologia é uma teoria recente que demonstra um conjunto de fatores presentes nas pessoas e que tenta explicar como as pessoas tem diferentes limiares de resiliência.
Administrar emoções, controlar impulsos, ser otimista, considerar o ambiente, sentir o que o outro sente, propor ações e executar com eficácia, sair do isolacionismo e em conjunto solucionar problemas da vida, sem medo de ser feliz, constituem, em outras palavras, os pilares da aplicação da resiliência(BARBOSA-PUC -SP).
Talvez essa teoria consiga explicar por que parcelas da população estão mais sensíveis ao estresse, outras parcelas sucumbem aos menores obstáculos, e outras mantem-se firmes nas maiores adversidades.
De qualquer forma, ao meu ver, todos possuem resiliência e essa varia em todas as fases da vida, devido a todo o contexto que nos cerca, sejam fatores emocionais, ambientais, educacionais, familiares, etc;
Diferentemente da física que conceitualmente nos diz que a resiliência é a propriedade de um dado material voltar ou não ao estado normal depois de sofrer estresse por tensão, a resiliência não nos garante que seremos os mesmos após essas tensões. Certo é que a cada momento, se resistimos, somos mudados, adaptamo-nos melhor às situações semelhantes do futuro.
quarta-feira, abril 29, 2015
O buraco
Estranho falar sobre algo que na verdade aparenta ser a ausência de alguma coisa que deveria preencher outra. Coisa séria na ciência. Estudada na física(mecânica quântica), quando do estudo de estruturas cristalinas para produção de semicondutores(veja: ligações e valência dos elétrons, junções NP, etc), componentes onipresentes em todos os circuitos eletrônicos e informáticos atuais(de celulares ao mais poderosos supercomputadores).
Ainda: na mecânica clássica, Einstein também estudou e teorizou sobre os buracos. Só que estes bem maiores que os dos arranjos de partículas e cristais: Os buracos negros. Esses engolem tudo o que passa nas suas proximidades.
Que coisa interessante é o buraco!
A partir de agora não refiro-me mais ao buraco da ciência. Cito o buraco comum presente sempre em nossas vidas.
Então o buraco nada mais é aquilo que falta ser preenchido por alguma coisa, ou que outrora, se completo, dele retirou-se, vindo assim a ser incompleto, ser buraco.
Então apenas pense:
Viemos de um buraco. Respiramos por buracos. Comemos por buracos. Ouvimos por buracos. Excretamos por buracos. Moramos em buracos. Poeticamente falando, tudo começa e termina em buracos. Sempre caminhamos pra saciar esse buracos.
Eles nos atormentam a cada momento.
A fome é um buraco no estômago.
A sede de conhecimento é nada mais que um buraco na alma.
Procuramos preenchê-los, mas nunca conseguiremos.
Respondemos uma questão nos surge outra.
Tapamos um buraco, mas criamos um outro.
E, no fim, todos caminham para um buraco.
Em tempo:
A incompletude nada mais é que um outro nome para o buraco.
Ainda: na mecânica clássica, Einstein também estudou e teorizou sobre os buracos. Só que estes bem maiores que os dos arranjos de partículas e cristais: Os buracos negros. Esses engolem tudo o que passa nas suas proximidades.
Que coisa interessante é o buraco!
A partir de agora não refiro-me mais ao buraco da ciência. Cito o buraco comum presente sempre em nossas vidas.
Então o buraco nada mais é aquilo que falta ser preenchido por alguma coisa, ou que outrora, se completo, dele retirou-se, vindo assim a ser incompleto, ser buraco.
Então apenas pense:
Viemos de um buraco. Respiramos por buracos. Comemos por buracos. Ouvimos por buracos. Excretamos por buracos. Moramos em buracos. Poeticamente falando, tudo começa e termina em buracos. Sempre caminhamos pra saciar esse buracos.
Eles nos atormentam a cada momento.
A fome é um buraco no estômago.
A sede de conhecimento é nada mais que um buraco na alma.
Procuramos preenchê-los, mas nunca conseguiremos.
Respondemos uma questão nos surge outra.
Tapamos um buraco, mas criamos um outro.
E, no fim, todos caminham para um buraco.
Em tempo:
A incompletude nada mais é que um outro nome para o buraco.
segunda-feira, abril 20, 2015
Honestidade
Honestidade vem de Honos(ou honor), palavra grega que está relacionada à dignidade e a honra.
Na mitologia romana era o deus da justiça, honra e cavalaria.
Honestidade é o bem mais precioso(qualidade?) que o ser humano pode possuir ou adquirir.
Honestidade é uma coisa interessante. Todos buscam por ela nos outros;
Seja em familiares, amigos, colegas, mestres, etc. Esquecem de cultiva-la. Ou se a cultivam, a ignoram na primeira oportunidade de ganhar dividendos.
Você perderia o tempo conversando com alguém que você saiba que é desonesto?
Normalmente dizemos nossas verdades e queremos escutar como resposta as outras verdades.
Pontos de vistas podem ser verdadeiros, sendo conflitantes, contraditórios.
Dizem que existe 3 verdades: a nossa, a do outro e a verdade.
Um honesto não usa de malandragem e dissimulações.
Posso dizer até que a honestidade é viver a verdade.
Viver a honestidade de maneira ampla é muito difícil.
O contrário da honestidade é a mentira.
Ninguém gosta de ser enganado. A mágica é a arte da enganação. Mas o mágico, no seu momento de ilusionista, é honesto, pois todos sabem que o que ele faz é ilusão. O aplaudimos. Ele é o mestre da desonestidade. Piscamos os olhos e nos engamos.
Acho que posso, sem medo de errar, dizer que quase ninguém é honesto o tempo todo. Do que falamos, em muita coisa nós acreditamos ser verdade e não são. Outras, gostaríamos que fosse e as dizemos mesmo assim.
Mas, outras tantas sabemos não ser verdade e dizemos para maquiar,embelezar, deixar mais agradável, o que falamos o tempo todo.
Devemos confiar no desonesto, pois sabemos que ele é desonesto.
Mas os que pensamos ser honestos, esses sim nos devem meter medo.
Deles provem surpresas.
Podemos dizer que o humano é como a pedra bruta de onde se extrai a joia rara. Por ser bruta, precisa ser lapidada ou polida. Ou seja, ninguém nasce honesto ou desonesto. Todos são submetidos a processos no que resultarão nisso ou naquilo.
Aqui a frase do poeta romano Juvenal(sec I d.c.):"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio."
Na mitologia romana era o deus da justiça, honra e cavalaria.
Honestidade é o bem mais precioso(qualidade?) que o ser humano pode possuir ou adquirir.
Honestidade é uma coisa interessante. Todos buscam por ela nos outros;
Seja em familiares, amigos, colegas, mestres, etc. Esquecem de cultiva-la. Ou se a cultivam, a ignoram na primeira oportunidade de ganhar dividendos.
Você perderia o tempo conversando com alguém que você saiba que é desonesto?
Normalmente dizemos nossas verdades e queremos escutar como resposta as outras verdades.
Pontos de vistas podem ser verdadeiros, sendo conflitantes, contraditórios.
Dizem que existe 3 verdades: a nossa, a do outro e a verdade.
Um honesto não usa de malandragem e dissimulações.
Posso dizer até que a honestidade é viver a verdade.
Viver a honestidade de maneira ampla é muito difícil.
O contrário da honestidade é a mentira.
Ninguém gosta de ser enganado. A mágica é a arte da enganação. Mas o mágico, no seu momento de ilusionista, é honesto, pois todos sabem que o que ele faz é ilusão. O aplaudimos. Ele é o mestre da desonestidade. Piscamos os olhos e nos engamos.
Acho que posso, sem medo de errar, dizer que quase ninguém é honesto o tempo todo. Do que falamos, em muita coisa nós acreditamos ser verdade e não são. Outras, gostaríamos que fosse e as dizemos mesmo assim.
Mas, outras tantas sabemos não ser verdade e dizemos para maquiar,embelezar, deixar mais agradável, o que falamos o tempo todo.
Devemos confiar no desonesto, pois sabemos que ele é desonesto.
Mas os que pensamos ser honestos, esses sim nos devem meter medo.
Deles provem surpresas.
Podemos dizer que o humano é como a pedra bruta de onde se extrai a joia rara. Por ser bruta, precisa ser lapidada ou polida. Ou seja, ninguém nasce honesto ou desonesto. Todos são submetidos a processos no que resultarão nisso ou naquilo.
Aqui a frase do poeta romano Juvenal(sec I d.c.):"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio."
domingo, fevereiro 08, 2015
O absurdo
A existência do absurdo torna possível a existência das artes.
Por que arte nos chama atenção?
Alberto Camus nos intriga sobre o sentido da vida moderna. Na repetição de tarefas, que nos prende ao absurdo, como no "mito de Sísifo".
Esse mito conta que Sísifo foi alguém que vivia a vida ao máximo, odiava a morte, porém desafiou os deuses e por isso foi condenado a executar uma tarefa repetitiva sem fim. Seu trabalho: empurrar uma pedra enorme até o alto de uma montanha, porém antes de concluir a tarefa, a pedra rolava novamente para a base da montanha. Sísifo então deveria voltar a empurrar a pedra para o topo da montanha.
O destino de um homem preso à tarefa de Sísifo não é menos absurda que a de outro qualquer, porém revela-se trágica quando esse indivíduo ganha esporadicamente lampejos de consciência sobre sua realidade.
Cada um de nós constrói a vida baseada na esperança do amanhã. Mas o amanhã nos aproxima da morte.
Nos esquecemos de viver o agora, enquanto empurrando a pedra.
Sem as artes, o mundo fica órfão da humanidade e torna-se estranho.
A arte representa a paixão, produzida pela liberdade de constatar que a vida é absurda e sem sentido.
Não há outro modo de vida feliz se não o de viver pela paixão pelo agora.
Por que arte nos chama atenção?
Alberto Camus nos intriga sobre o sentido da vida moderna. Na repetição de tarefas, que nos prende ao absurdo, como no "mito de Sísifo".
Esse mito conta que Sísifo foi alguém que vivia a vida ao máximo, odiava a morte, porém desafiou os deuses e por isso foi condenado a executar uma tarefa repetitiva sem fim. Seu trabalho: empurrar uma pedra enorme até o alto de uma montanha, porém antes de concluir a tarefa, a pedra rolava novamente para a base da montanha. Sísifo então deveria voltar a empurrar a pedra para o topo da montanha.
O destino de um homem preso à tarefa de Sísifo não é menos absurda que a de outro qualquer, porém revela-se trágica quando esse indivíduo ganha esporadicamente lampejos de consciência sobre sua realidade.
Cada um de nós constrói a vida baseada na esperança do amanhã. Mas o amanhã nos aproxima da morte.
Nos esquecemos de viver o agora, enquanto empurrando a pedra.
Sem as artes, o mundo fica órfão da humanidade e torna-se estranho.
A arte representa a paixão, produzida pela liberdade de constatar que a vida é absurda e sem sentido.
Não há outro modo de vida feliz se não o de viver pela paixão pelo agora.
domingo, outubro 26, 2014
Conhecimento e Direito Autoral
Cognoscente, Cognoscível, Cognoscere:
Aquele que aprende, o que "está" ao alcance e possível aprender e o ato daquele que aprende, respectivamente.
Essas três palavras latinas resumem o que faz-se a base necessária para produção de conhecimento.
Eu disse resumem, mas estou sendo exagerado, pois a produção de conhecimento carece muito mais do que apenas isso. Na verdade, o conhecimento na prática é o desenrolar da história do homem como ser possuidor de razão. Não quero ver o conhecimento como algo estático que poderemos alcançar se nos esforçarmos.
Nós somos o próprio trem. O conhecimento está mais para os trilhos que nós percorremos, hipoteticamente, que a máquina em movimento. Esses trilhos foram construídos ao logo dos tempos.
Quero deixar claro com isso que acredito não existir conhecimento isolado de todo o resto. Ninguém vive só a vida inteira. Portanto, aprendemos muito com aqueles que nos deram sustento enquanto dependíamos das mais básicas necessidades. Das atividades mais simples às mais complicadas, o conhecimento "renasce" de conhecimento anterior. Ninguém abandona por completo o que sabe ou o que acredita para aprender ou passar a acreditar completamente em algo novo.
Isso leva-me a concluir que não podemos ser donos do conhecimento e esse não deve ser considerado propriedade de alguém ou de alguma instituição. Podemos acumular informações sobre modos, meios, tecnologias, mas não podemos comportar em algum lugar todo conhecimento do mundo. Cada um de nós produz conhecimento, cada qual a sua maneira. Nossas próprias experiências de vida são tão importantes quanto todos os livros do mundo. Elas também nos inspiram, fazem acender aquela luz, dão aquele estálo, fazem nascer novas ideias que parecem vir do nada.
Produzir conhecimento não é fazer nascer conhecimento. É transformar o conhecimento que já existe.
Então como não sou dono do conhecimento que recebi, posso ser dono do conhecimento que produzi?
Não há nada mais universal que o conhecimento.
A vida é uma casa feita com tijolos da verdade, paredes feitas de conhecimento e cujas as ideias a mantém firme.
Aquele que aprende, o que "está" ao alcance e possível aprender e o ato daquele que aprende, respectivamente.
Essas três palavras latinas resumem o que faz-se a base necessária para produção de conhecimento.
Eu disse resumem, mas estou sendo exagerado, pois a produção de conhecimento carece muito mais do que apenas isso. Na verdade, o conhecimento na prática é o desenrolar da história do homem como ser possuidor de razão. Não quero ver o conhecimento como algo estático que poderemos alcançar se nos esforçarmos.
Nós somos o próprio trem. O conhecimento está mais para os trilhos que nós percorremos, hipoteticamente, que a máquina em movimento. Esses trilhos foram construídos ao logo dos tempos.
Quero deixar claro com isso que acredito não existir conhecimento isolado de todo o resto. Ninguém vive só a vida inteira. Portanto, aprendemos muito com aqueles que nos deram sustento enquanto dependíamos das mais básicas necessidades. Das atividades mais simples às mais complicadas, o conhecimento "renasce" de conhecimento anterior. Ninguém abandona por completo o que sabe ou o que acredita para aprender ou passar a acreditar completamente em algo novo.
Isso leva-me a concluir que não podemos ser donos do conhecimento e esse não deve ser considerado propriedade de alguém ou de alguma instituição. Podemos acumular informações sobre modos, meios, tecnologias, mas não podemos comportar em algum lugar todo conhecimento do mundo. Cada um de nós produz conhecimento, cada qual a sua maneira. Nossas próprias experiências de vida são tão importantes quanto todos os livros do mundo. Elas também nos inspiram, fazem acender aquela luz, dão aquele estálo, fazem nascer novas ideias que parecem vir do nada.
Produzir conhecimento não é fazer nascer conhecimento. É transformar o conhecimento que já existe.
Então como não sou dono do conhecimento que recebi, posso ser dono do conhecimento que produzi?
Não há nada mais universal que o conhecimento.
A vida é uma casa feita com tijolos da verdade, paredes feitas de conhecimento e cujas as ideias a mantém firme.
terça-feira, outubro 21, 2014
Ética ou a falta dela
A ética como os gregos conceituavam é promovida pela razão, diferenciando-se dos costumes que são recebidos involuntariamente, assim como são também os hábitos e as tradições.
Parecida com as leis, posto que muitas dessas foram originadas nas discussões sobre a ética que os grupos sociais que as estabeleceram travaram, a ética dessas diferencia-se pelo fato de não poder ser obrigatório o seu cumprimento. Às leis podem escapar assuntos contemplados pela ética ou não.
De onde podemos concluir que costumes, tradições, hábitos, etc. podem ser lícitos, porém ser antiéticos para sociedade que os estabeleceu. Assim como procedimentos éticos podem não estar respaldados pelas leis dessa mesma sociedade.
Pode-se estudar de inúmeras formas a ética do ponto de vista filosófico. O que não é plauzível dizer é que alguém não possui ética.
Ou seja, cada qual possui a sua ética, mesmo que seja um ética boa ou que seja uma ruim; Mas todos possuem ética.
Quem tem juízo tem ética.
Parecida com as leis, posto que muitas dessas foram originadas nas discussões sobre a ética que os grupos sociais que as estabeleceram travaram, a ética dessas diferencia-se pelo fato de não poder ser obrigatório o seu cumprimento. Às leis podem escapar assuntos contemplados pela ética ou não.
De onde podemos concluir que costumes, tradições, hábitos, etc. podem ser lícitos, porém ser antiéticos para sociedade que os estabeleceu. Assim como procedimentos éticos podem não estar respaldados pelas leis dessa mesma sociedade.
Pode-se estudar de inúmeras formas a ética do ponto de vista filosófico. O que não é plauzível dizer é que alguém não possui ética.
Ou seja, cada qual possui a sua ética, mesmo que seja um ética boa ou que seja uma ruim; Mas todos possuem ética.
Quem tem juízo tem ética.
sexta-feira, outubro 10, 2014
A vida caminha contra a causalidade. Nada mais.
A realidade é esquisita. A ela pertencem dois reinos: o do acaso e o da causalidade.
O acaso: Algo acontece sem que exista evento anterior que o cause.
Como pode alguma coisa acontecer com ausência de causa?
Esse é o acaso.
Atualmente diz-se isso do decaimento radioativo, emissão de um fóton por elétron energizado e outros fenômenos estudados pela mecânica quântica.
Em nenhum momento podemos prever quando e de que maneira poderão ocorrer.
Qualquer evento o qual, se repetidas as condições iniciais, produz sempre efeitos diferentes e imprevisíveis é considerado um acaso perfeito.
A Causalidade: "Se não A então não B".
Um evento somente ocorre se um evento anterior tenha sido causador.
A cadeira de madeira tem como causa o carpinteiro. A luz do sol tem como causa o Sol.
Deterministas buscam na lógica o entendimento de tudo que acontece. A compreensão do relacionamento entre eventos do passado, no presente e do futuro, determina o que se chama de inteligência.
Então o Acaso e Causalidade andam de mãos dadas atualmente. Mãos emaranhadas por assim dizer.
O acaso: Algo acontece sem que exista evento anterior que o cause.
Como pode alguma coisa acontecer com ausência de causa?
Esse é o acaso.
Atualmente diz-se isso do decaimento radioativo, emissão de um fóton por elétron energizado e outros fenômenos estudados pela mecânica quântica.
Em nenhum momento podemos prever quando e de que maneira poderão ocorrer.
Qualquer evento o qual, se repetidas as condições iniciais, produz sempre efeitos diferentes e imprevisíveis é considerado um acaso perfeito.
A Causalidade: "Se não A então não B".
Um evento somente ocorre se um evento anterior tenha sido causador.
A cadeira de madeira tem como causa o carpinteiro. A luz do sol tem como causa o Sol.
Deterministas buscam na lógica o entendimento de tudo que acontece. A compreensão do relacionamento entre eventos do passado, no presente e do futuro, determina o que se chama de inteligência.
Então o Acaso e Causalidade andam de mãos dadas atualmente. Mãos emaranhadas por assim dizer.
terça-feira, outubro 07, 2014
Partidas Dobradas
Luca Pacioli, monge e matemático italiano(século XV), pai da contabilidade moderna, quem sabe, inspirou (três séculos mais tarde) Antoine Lavoisier ao qual se credita a frase poética: "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
Aqueles que estudaram um pouco a contabilidade conhecem bem o método das duplas entradas, mais conhecida como Partidas Dobradas. Esse método diz que em toda transação que uma empresa faz ela apenas está modificando seu patrimônio. Ou seja, se algo vai, um outro algo vem em compensação.
Exemplifico: Uma empresa ao adquirir um bem à vista(ferramenta, por exemplo) usa dinheiro do seu caixa escrevendo essa saída de espécie em uma conta(caixa) e a entrada do valor daquele bem(ferramenta) numa outra conta (bem imobilizado). Então fica assim: conta caixa sai $10,00(lança-se um débito) e em contrapartida entra na conta do imobilizado $10,00 (lança-se um crédito). Os débitos e créditos em suma se anulam.
Ora, na natureza também é assim. Não podemos criar água, se não modificar a organização das coisas, como nesse caso moléculas de oxigênio e hidrogênio, unindo-as formando moléculas de água. Dessa forma também intuiu Einstein com sua E=mc² (Energia é igual ao produto da velocidade da luz ao quadrado pela massa). Essa equação resumindo nos diz que a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Não há perda. A mecânica quântica não nos diz algo diferente. Ou seja, tudo o que existe se conserva.
Isso mesmo "contabilmente" falando o universo é, em suma, o que sempre foi. Apenas moveu-se, modificou-se.
Agora me diga, não parece partidas dobradas a seguinte frase:
"A soma das massas dos reagentes é igual a soma das massas dos produtos"?
É aquela mesma frase anterior não tão poética assim.
Aqueles que estudaram um pouco a contabilidade conhecem bem o método das duplas entradas, mais conhecida como Partidas Dobradas. Esse método diz que em toda transação que uma empresa faz ela apenas está modificando seu patrimônio. Ou seja, se algo vai, um outro algo vem em compensação.
Exemplifico: Uma empresa ao adquirir um bem à vista(ferramenta, por exemplo) usa dinheiro do seu caixa escrevendo essa saída de espécie em uma conta(caixa) e a entrada do valor daquele bem(ferramenta) numa outra conta (bem imobilizado). Então fica assim: conta caixa sai $10,00(lança-se um débito) e em contrapartida entra na conta do imobilizado $10,00 (lança-se um crédito). Os débitos e créditos em suma se anulam.
Ora, na natureza também é assim. Não podemos criar água, se não modificar a organização das coisas, como nesse caso moléculas de oxigênio e hidrogênio, unindo-as formando moléculas de água. Dessa forma também intuiu Einstein com sua E=mc² (Energia é igual ao produto da velocidade da luz ao quadrado pela massa). Essa equação resumindo nos diz que a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Não há perda. A mecânica quântica não nos diz algo diferente. Ou seja, tudo o que existe se conserva.
Isso mesmo "contabilmente" falando o universo é, em suma, o que sempre foi. Apenas moveu-se, modificou-se.
Agora me diga, não parece partidas dobradas a seguinte frase:
"A soma das massas dos reagentes é igual a soma das massas dos produtos"?
É aquela mesma frase anterior não tão poética assim.
segunda-feira, setembro 22, 2014
sábado, setembro 20, 2014
Possuir ou tomar conta
Meu ou seu? de quem?
“É meu aquilo a que estou ligado e que seu uso por parte de outrem sem meu consentimento me prejudicaria.” (KANT, 2003, p.91)
Como a filosofia de Immanuel Kant nos diz, a posse não está resumida para as coisas físicas, mas também a coisas que não estão em nosso poder. Assim é explicada a ofensa que sentimos ao vermos outrem usar algo nosso sem nosso consentimento.
Ora, para evitar ofensa fez-se necessária a construção de uma sociedade que em sua organização esteja a base de regulação do uso das coisas, em que cada um reconheça a titularidade de cada coisa de forma recíproca. Logo, deve-se encontrar uma regra geral e universal traduzindo essa relação em condição civil.
O conflito nasce do desejo de posse da coisa que a nós não pertence e resulta na contrariedade do direito de posse daquele que a possui por direito.
Imagine agora um indivíduo ao qual é dada a tarefa de possuir um objeto com a condição de que essa posse exista até o momento em que o verdadeiro proprietário venha a tomar posse em definitivo. Ou seja, estará incumbida essa pessoa de tomar conta, seja guardando ou utilizando, porém mantendo a integridade daquele objeto, até que possa haver a passagem em definitiva do poder de usufruir daquele objeto. A melhor política nesse caso é cuidar para que seja preservada a integridade já que aquilo a que nos referimos é individualmente nosso apenas pelo tempo que passará sob nossa guarda. Terei, então, sob minha responsabilidade, todo o cuidado para manter a sua íntegra de existência.
“É meu aquilo a que estou ligado e que seu uso por parte de outrem sem meu consentimento me prejudicaria.” (KANT, 2003, p.91)
Como a filosofia de Immanuel Kant nos diz, a posse não está resumida para as coisas físicas, mas também a coisas que não estão em nosso poder. Assim é explicada a ofensa que sentimos ao vermos outrem usar algo nosso sem nosso consentimento.
Ora, para evitar ofensa fez-se necessária a construção de uma sociedade que em sua organização esteja a base de regulação do uso das coisas, em que cada um reconheça a titularidade de cada coisa de forma recíproca. Logo, deve-se encontrar uma regra geral e universal traduzindo essa relação em condição civil.
O conflito nasce do desejo de posse da coisa que a nós não pertence e resulta na contrariedade do direito de posse daquele que a possui por direito.
Imagine agora um indivíduo ao qual é dada a tarefa de possuir um objeto com a condição de que essa posse exista até o momento em que o verdadeiro proprietário venha a tomar posse em definitivo. Ou seja, estará incumbida essa pessoa de tomar conta, seja guardando ou utilizando, porém mantendo a integridade daquele objeto, até que possa haver a passagem em definitiva do poder de usufruir daquele objeto. A melhor política nesse caso é cuidar para que seja preservada a integridade já que aquilo a que nos referimos é individualmente nosso apenas pelo tempo que passará sob nossa guarda. Terei, então, sob minha responsabilidade, todo o cuidado para manter a sua íntegra de existência.
segunda-feira, setembro 15, 2014
Liberdade
O dicionário nos diz que liberdade significa o direito de agir por seu livre arbítrio, de acordo com sua própria vontade, desde que não prejudique outras pessoas. A filosofia nos diz que liberdade é ter independência, ser espontâneo.
A liberdade parece ser utópica, ou seja, uma ideia que somente existe em nossa imaginação.
Se ser livre é mover a si com sua própria vontade, e se nada além provoca o movimento do ser livre pra que lado ele mover-se-ia? Como na prática o ser é movido pelo que o cerca: seja pelo que ele vê, sente, ouve ou deseja e todo e qualquer estímulo externo colabora pra o desejo, então a liberdade depende desses estímulos sensitivos. A priori o ser vai sendo formado imerso com o que o influencia no seu tempo de vida. Nasce indefeso e incapaz de escolher, defender-se, suprir-se, mover-se; Pergunto: o ser não nasce livre? Seria a liberdade adquirida com a maturidade? com o conhecimento? com a experiência? Então a liberdade é influenciável?
Se é influenciável, não é liberdade...
A liberdade parece ser utópica, ou seja, uma ideia que somente existe em nossa imaginação.
Se ser livre é mover a si com sua própria vontade, e se nada além provoca o movimento do ser livre pra que lado ele mover-se-ia? Como na prática o ser é movido pelo que o cerca: seja pelo que ele vê, sente, ouve ou deseja e todo e qualquer estímulo externo colabora pra o desejo, então a liberdade depende desses estímulos sensitivos. A priori o ser vai sendo formado imerso com o que o influencia no seu tempo de vida. Nasce indefeso e incapaz de escolher, defender-se, suprir-se, mover-se; Pergunto: o ser não nasce livre? Seria a liberdade adquirida com a maturidade? com o conhecimento? com a experiência? Então a liberdade é influenciável?
Se é influenciável, não é liberdade...
segunda-feira, julho 28, 2014
Há uns que vivem. Outros batem palmas.
É inegável, desde Platão até os pensadores de hoje que a pergunta que nunca falta a melhor das filosofias é Como devem viver nós e nossos filhos?
Como no teatro podemos ser espectadores ou participes do ato; podemos agir como atores coadjuvantes ou principais. é nossa escolha individual.
Lembrando que mesmo colado ao assento, assistindo no conforto de nossa posição, somos, de alguma forma, tocados pelo que vemos, ouvimos e sentimos. Não tem como estar distantes do que acontece a nossa frente. Diigo que, querendo ou não, terminamos por participar também. Ora, não é o ato feito pra que alguém o aprecie?
O cenário está ai armado. Se é que participamos involuntariamente, por que não nos tornarmos ativos e tomar partido no que define o que fomos, somos e seremos daqui em diante?
Como no teatro podemos ser espectadores ou participes do ato; podemos agir como atores coadjuvantes ou principais. é nossa escolha individual.
Lembrando que mesmo colado ao assento, assistindo no conforto de nossa posição, somos, de alguma forma, tocados pelo que vemos, ouvimos e sentimos. Não tem como estar distantes do que acontece a nossa frente. Diigo que, querendo ou não, terminamos por participar também. Ora, não é o ato feito pra que alguém o aprecie?
O cenário está ai armado. Se é que participamos involuntariamente, por que não nos tornarmos ativos e tomar partido no que define o que fomos, somos e seremos daqui em diante?
sábado, junho 21, 2014
O império da lei
Democrata é o povo que governa a si mesmo. Nesse caso, os políticos são indivíduos do povo que exercem em nome desse o poder de estado, pois o estado é uma figura apenas jurídica. Esses criam leis que fixam limites para serem obedecidos por eles mesmos e o estado. Ou seja, sendo impostos limites e regras, o poder não é ilimitado, isto é, não é absoluto, bem o contrário do caso das monarquias absolutistas, por exemplo.
Simplificando o que não dá pra simplificar: o estado democrata, o de direito, significa o império da lei. Atualmente estados democráticos existem com a presença de 3 instâncias fundamentais: Lesgislativo, que cria as leis(constituição), Judiciário que fiscaliza a aplicação das leis e o executivo que exerce o poder do estado de direito. Então seria assim: o povo indica representantes que vão ser sua voz no poder legislativo. O poder legislativo traça as "regras do jogo" e todos acordão respeitarem os limites do direito de cada um indivíduo ou do estado. O judiciário deve ser o fiel da balança, possuindo poder para fiscalizar a correta observância dessas regras, para que estado, e também o cidadão como indivíduo, não ultrapasse o limite dos direitos e poderes constituídos e cada qual cumpra os seus deveres.
Simplificando o que não dá pra simplificar: o estado democrata, o de direito, significa o império da lei. Atualmente estados democráticos existem com a presença de 3 instâncias fundamentais: Lesgislativo, que cria as leis(constituição), Judiciário que fiscaliza a aplicação das leis e o executivo que exerce o poder do estado de direito. Então seria assim: o povo indica representantes que vão ser sua voz no poder legislativo. O poder legislativo traça as "regras do jogo" e todos acordão respeitarem os limites do direito de cada um indivíduo ou do estado. O judiciário deve ser o fiel da balança, possuindo poder para fiscalizar a correta observância dessas regras, para que estado, e também o cidadão como indivíduo, não ultrapasse o limite dos direitos e poderes constituídos e cada qual cumpra os seus deveres.
domingo, junho 15, 2014
Política
Aristóteles já falava sobre política. Das polis, que eram cidades-estado organizadas pelos gregos, derivam os nomes política(politiké) e cidadãos(politikos). Ele intitulara o seu livro como Politeia.
Do ponto de vista prático, política é a busca do poder pela relação dos "entrementes"(meios) e não pelos fins(finalidades). A política é realmente percebida no sentido da existência da dualidade amigo-inimigo; Ajudar os amigos, afastar a si dos inimigos.
Há quem diga que política é a convivência entre os diferentes, já que os homens não são iguais em pensamento, virtudes, ética, desejos, etc.
Política, então, não é justiça. Deveria ser tolerância. Penso que a política é, em ultima análise, a ciência da convivência e do convencimento e quase sempre usada para manter o status quo de quem está no poder.
Para mim, independente da razão, existem dois lados(polos): o que governa e o que quer substituir o governo. Outra definição que cairia bem para a política é: ciência para adquirir e manter poder sobre o povo e o que ele produz.
Do ponto de vista prático, política é a busca do poder pela relação dos "entrementes"(meios) e não pelos fins(finalidades). A política é realmente percebida no sentido da existência da dualidade amigo-inimigo; Ajudar os amigos, afastar a si dos inimigos.
Há quem diga que política é a convivência entre os diferentes, já que os homens não são iguais em pensamento, virtudes, ética, desejos, etc.
Política, então, não é justiça. Deveria ser tolerância. Penso que a política é, em ultima análise, a ciência da convivência e do convencimento e quase sempre usada para manter o status quo de quem está no poder.
Para mim, independente da razão, existem dois lados(polos): o que governa e o que quer substituir o governo. Outra definição que cairia bem para a política é: ciência para adquirir e manter poder sobre o povo e o que ele produz.
domingo, junho 08, 2014
Felicidade
Mais uma vez aqui cito Spinoza:
“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela por refrearmos as paixões, mas ao contrário, gozamos dela por podermos refrear as paixões”.
Conceituar felicidade é tão simples e ao mesmo tempo complexo como conceituar a vida.
Seria a felicidade o estado de saúde plena da mente e do corpo?
Teria a felicidade relação direta com o estado de satisfação pessoal?
A felicidade é a paz?
A nossa felicidade depende da felicidade de outras pessoas?
Tantas outras perguntas vão surgir cada vez que tentemos entender a felicidade.
Pensadores ao longo do tempo tentaram, de forma sempre incompleta, definir a felicidade, com a finalidade principal de alcançarmos esse sentimento tão importante. Tanto que parecer ser mais fácil identificarmos a sua ausência de que propriamente a sua presença.
Vejamos o que disseram alguns pensadores:
"A felicidade solitária não é felicidade."
Eu sou do time das pessoas que acreditam mesmo que não existe a felicidade plena.
Penso que a felicidade é incompatível com as faltas de saúde, liberdade, consciência.
A felicidade a cima de tudo é uma preciosidade. Quem a possui está rico.
Felicidade? Melhor comprar com conta gotas!
A antítese da felicidade: a depressão profunda.
A felicidade é pisar numa pedra e descobrir que era um brilhante.
Não creio que o escravo seja feliz. Mas a felicidade dele pode morar na perseverança da idéia de ser livre um dia.
A felicidade do doente está na possibilidade da cura, e não propriamente na saúde.
A felicidade do sábio está em descobrir o que é mentira, mais que em buscar a verdade.
“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela por refrearmos as paixões, mas ao contrário, gozamos dela por podermos refrear as paixões”.
Conceituar felicidade é tão simples e ao mesmo tempo complexo como conceituar a vida.
Seria a felicidade o estado de saúde plena da mente e do corpo?
Teria a felicidade relação direta com o estado de satisfação pessoal?
A felicidade é a paz?
A nossa felicidade depende da felicidade de outras pessoas?
Tantas outras perguntas vão surgir cada vez que tentemos entender a felicidade.
Pensadores ao longo do tempo tentaram, de forma sempre incompleta, definir a felicidade, com a finalidade principal de alcançarmos esse sentimento tão importante. Tanto que parecer ser mais fácil identificarmos a sua ausência de que propriamente a sua presença.
Vejamos o que disseram alguns pensadores:
"A felicidade solitária não é felicidade."
- - Boris Pasternak
- - Anton Tchekhov
-
"Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias."
- - Jean de La Bruyère
"Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho"
-Buda
-
"Nunca se é tão feliz nem tão infeliz como se imagina."
- - François La Rochefoucauld
Penso que a felicidade é incompatível com as faltas de saúde, liberdade, consciência.
A felicidade a cima de tudo é uma preciosidade. Quem a possui está rico.
Felicidade? Melhor comprar com conta gotas!
A antítese da felicidade: a depressão profunda.
A felicidade é pisar numa pedra e descobrir que era um brilhante.
Não creio que o escravo seja feliz. Mas a felicidade dele pode morar na perseverança da idéia de ser livre um dia.
A felicidade do doente está na possibilidade da cura, e não propriamente na saúde.
A felicidade do sábio está em descobrir o que é mentira, mais que em buscar a verdade.
segunda-feira, novembro 11, 2013
O amor, a tolerância e o ódio
Como Spinoza pronunciou:
O Ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Também: O Amor é a alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Já a Tolerância é um oposição ao ódio, ou seja, contraria a causa que produz uma tristeza e que nos afasta do sentimento do amor, porém sem ainda ser amor por si só.
O Ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Também: O Amor é a alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Já a Tolerância é um oposição ao ódio, ou seja, contraria a causa que produz uma tristeza e que nos afasta do sentimento do amor, porém sem ainda ser amor por si só.
segunda-feira, outubro 14, 2013
Professor, assim como o engenheiro, constrói pontes. Essas, as vezes, mais firmes que as de concreto.
A educação confunde-se com a vida. A educação é um caminho pavimentado, cujo destino é preciso ser conhecido.
Há educação e educações.
A educação é a aprendizagem numa forma mais complexa.
É comum confundir-se aprendizagem e educação.
Os animais aprendem. Há células que aprendem. Há computadores aprendendo.
A educação é a aprendizagem momentaneamente direcionada.
Exemplos de educação:
Educação familiar. Você certamente já ouviu falar que educação vem de berço.
Educação informal. Dizem que o mundo ensina a viver.
Educação escolar. É uma educação institucionalizada, ou seja, formal, cujo objetivo é traçado normalmente por órgãos governamentais, com um certo viés político-ideológico.
Educação tecnológica. A educação que faz-se com um intuito de dominar conhecimentos, criar e utilizar ferramentas com o propósito de suprir a necessidade do indivíduo e do grupo social ao qual ele pertence de forma mais eficaz possível . Normalmente essa é a educação para o trabalho.
Podemos citar outros tipos de educação como a religiosa, filosófica, científica, etc.
Em todos os tipos de educação estão presentes quatro componentes indispensáveis, análogos aos lados de um quadrado: o aprendiz(sujeito imerso no processo de aprendizagem), o ensino(ou informação), a predisposição(o querer) do aprendiz em adquirir certo tipo de conteúdo para sua maturidade(elevação de nível) a fim de compreender e transformar o que é aprendido posteriormente em conhecimento, valor ou comportamento. Ops, melhor falar em pentágono. O quinto componente necessário: o agente promotor da educação.
Fazendo uma analogia, a educação seria um caminho pavimentado a ser seguido pelo aprendiz. Evidentemente o caminho não aparece do nada. Alguém preparou e pavimentou a estrada, para que seja percorrida por outros que normalmente tenham a necessidade de chegar ao lugar onde leva esse caminho.
Continuando na analogia, o agente promotor da educação(que na educação formal um deles é o professor) seria em muitos casos um guia nessa estrada.
(cont.)
sábado, outubro 12, 2013
... Entrementes ...
São nos "entrementes" que nossa vida flui a maior parte do tempo.
Estão contidos nesse espaço-tempo: o agente, os objetos e a importância(valor) que o agente dá a cada um desses objetos.
Entendamos aqui que me refiro a objeto como qualquer coisa que desperte nosso interesse ou que possamos perceber como presentes em nossas vidas mesmo que esses não sejam palpáveis. Exemplo: família, imóveis, ferramentas, trabalho, time de futebol preferido, etc
Evidente, nós, individualmente, como agentes, valorizamos cada coisa em proporções diferentes.
E o que nos faz valorizarmos diferentemente as coisas?
domingo, setembro 15, 2013
Os Inícios e os Fins
Me sinto desconfortável sempre ao iniciar e ao finalizar cada postagem. Por que?
Porque apesar de eu saber o que quero expressar na postagem, deparo-me com o obstáculo de dar partida às palavras iniciais. Sabendo que "perder o fio da meada" pode me fazer raciocinar em círculos e em nada me ajudará a conclusão da formatação da ideia, o final também vem a ser para mim uma tarefa não menos importante, pois nele é encerrado a conclusão da ideia geral, sempre havendo o perigo de algo importante ter ficado de fora, podendo assim, atrapalhar o entendimento do texto como um todo.
Assim também creio que o Inicio(start) e o Fim(end) de cada processo seja no planejamento, seja na sua conclusão, são de certa forma mais trabalhosos.
Na forma sintética, ou simplificada, marcamos o início e o fim de cada atividade, processo, trabalho, etc.
De forma analítica(complexa) percebemos que o inicio e o fim são difíceis de perceber e distinguir com exatidão, sendo esses partícipes de uma cadeia de acontecimentos interligados; e, não são delimitados apenas pelo período em que se dá partida nesse evento. Esse faz-se desde outros tempos. Por exemplo: um jogo de futebol quando começa? no inicio dos 90 minutos, no horário marcado no calendário e relógio, ou quando o time entra no estádio, ou quando treinam para a partida, ou quando contratam os jogadores, ou quando são escolhidos os times pra o campeonato? De fato, se um desses episódios não tivesse acontecido o jogo também não aconteceria. E o fim de um jogo, assim, já dá início ao começo da preparação para um outro.
Em um fluxo contínuo que parece não ter fim, nem começo.
E o que dizer do início de tudo? Do universo. Como isso incomoda, desde o principio dos tempos, o ser humano. E o início da vida de cada um? E também o fim dessa vida?
Seria o início do universo o início da vida de quem a vai perceber passando?
Seria o fim do universo o fim da vida desse mesmo indivíduo?
Lembro agora daquela universal, célebre e conhecida frase: "O mundo acaba para quem morre". E outra: "Cada cabeça, cada mundo".
Há duas coisas que os homens(e mulheres), pelo menos na sociedade ocidental, tem alguma dificuldade de lidar, falar e entender: o sexo e a morte. Nem tanto com a vida que é o processo do durante. Nem tampouco no ato de realizar o sexo, o qual se faz há milhões de anos com muito prazer.
Dificuldade de falar, seja porque isso seria alvo de opiniões contraditórias; porque trata-se de um assunto que interfere com a sensibilidade das pessoas; porque seja uma pauta polêmica capaz de interferir com a moral e bons costumes da sociedade ou outros tipos de razões.
O fato é que coisas simples e universais são vestidas de um manto sagrado e intocável e aquele que ousa ter uma cultura ou costumes diferentes do que nos parece o comum, não será olhado com bons olhos.
O preconceito nasce disso: ele não tem início(motivo) e propósito(finalidade) concretos.
O preconceito nos prende e faz com que queiramos prender também os que nos cercam com essas mesmas idéias.
A libertação do indivíduo passa pela experiência de saber o motivo de seus atos, a plena consciência do acontecer dos fatos e a satisfação de alcançar a finalidade pela qual tudo foi pensado, executado e cumprido.
Um soldado que não sabe o motivo da guerra difícilmente fará um bom combate. Ele precisa de uma verdade mesmo que essa seja uma farsa. Todos precisam de uma "verdade" pra continuar lutando.
Porque apesar de eu saber o que quero expressar na postagem, deparo-me com o obstáculo de dar partida às palavras iniciais. Sabendo que "perder o fio da meada" pode me fazer raciocinar em círculos e em nada me ajudará a conclusão da formatação da ideia, o final também vem a ser para mim uma tarefa não menos importante, pois nele é encerrado a conclusão da ideia geral, sempre havendo o perigo de algo importante ter ficado de fora, podendo assim, atrapalhar o entendimento do texto como um todo.
Assim também creio que o Inicio(start) e o Fim(end) de cada processo seja no planejamento, seja na sua conclusão, são de certa forma mais trabalhosos.
Na forma sintética, ou simplificada, marcamos o início e o fim de cada atividade, processo, trabalho, etc.
De forma analítica(complexa) percebemos que o inicio e o fim são difíceis de perceber e distinguir com exatidão, sendo esses partícipes de uma cadeia de acontecimentos interligados; e, não são delimitados apenas pelo período em que se dá partida nesse evento. Esse faz-se desde outros tempos. Por exemplo: um jogo de futebol quando começa? no inicio dos 90 minutos, no horário marcado no calendário e relógio, ou quando o time entra no estádio, ou quando treinam para a partida, ou quando contratam os jogadores, ou quando são escolhidos os times pra o campeonato? De fato, se um desses episódios não tivesse acontecido o jogo também não aconteceria. E o fim de um jogo, assim, já dá início ao começo da preparação para um outro.
Em um fluxo contínuo que parece não ter fim, nem começo.
E o que dizer do início de tudo? Do universo. Como isso incomoda, desde o principio dos tempos, o ser humano. E o início da vida de cada um? E também o fim dessa vida?
Seria o início do universo o início da vida de quem a vai perceber passando?
Seria o fim do universo o fim da vida desse mesmo indivíduo?
Lembro agora daquela universal, célebre e conhecida frase: "O mundo acaba para quem morre". E outra: "Cada cabeça, cada mundo".
Há duas coisas que os homens(e mulheres), pelo menos na sociedade ocidental, tem alguma dificuldade de lidar, falar e entender: o sexo e a morte. Nem tanto com a vida que é o processo do durante. Nem tampouco no ato de realizar o sexo, o qual se faz há milhões de anos com muito prazer.
Dificuldade de falar, seja porque isso seria alvo de opiniões contraditórias; porque trata-se de um assunto que interfere com a sensibilidade das pessoas; porque seja uma pauta polêmica capaz de interferir com a moral e bons costumes da sociedade ou outros tipos de razões.
O fato é que coisas simples e universais são vestidas de um manto sagrado e intocável e aquele que ousa ter uma cultura ou costumes diferentes do que nos parece o comum, não será olhado com bons olhos.
O preconceito nasce disso: ele não tem início(motivo) e propósito(finalidade) concretos.
O preconceito nos prende e faz com que queiramos prender também os que nos cercam com essas mesmas idéias.
A libertação do indivíduo passa pela experiência de saber o motivo de seus atos, a plena consciência do acontecer dos fatos e a satisfação de alcançar a finalidade pela qual tudo foi pensado, executado e cumprido.
Um soldado que não sabe o motivo da guerra difícilmente fará um bom combate. Ele precisa de uma verdade mesmo que essa seja uma farsa. Todos precisam de uma "verdade" pra continuar lutando.
quinta-feira, agosto 08, 2013
Premissa, essência e fundamentos(...continua)
Premissa, seja em matemática, seja no âmbito do direito, é uma proposição que dá base ao raciocínio lógico que leva a uma conclusão.
Naturalmente, a conclusão é responsabilidade da premissa.
Temos uma pergunta: O homem é um animal?
Exemplo
Discurso 1:
1. Premissa: Nenhum animal chora.
2. Premissa: O homem chora.
Conclusão: O homem não é um animal.
Como vemos, a premissa é uma afirmação invariável.
Toda premissa prevê uma crença de que ela é verdadeira.
Se não é válida(crível) deve ser abandonada e o que se conclui a partir dela é duvidoso podendo ser ou não válido.
A conclusão de que o homem não é um animal pode ser aceita como verdadeira, mesmo que uma das premissas seja inválida, desde que existam outra(s) premissa(s) verdadeiras que sirvam base a essa conclusão. Para tanto devemos desconsiderar a premissa que é inválida.
O que quero sintetizar com meu raciocínio é que não existe verdade que nasça da mentira.
verdade + verdade = verdade
verdade + mentira = mentira
mentira + verdade = mentira
mentira + mentira = mentira
Discurso 2:
1.Premissa: Nenhum animal chora.
2.Premissa: O homem chora.
Conclusão: O homem é um animal.
Em um discurso, as premissas produzem a conclusão. O contrário não é absolutamente verdadeiro.
A conclusão pode ser verdadeira ou falsa.
Se já sabemos que a conclusão é mentira(falsa), então poderemos saber que uma das ou todas as premissas são falsas.
Se já sabemos que a conclusão é verdade, não poderemos saber qual das premissas é falsa.
Uma verdade nasce da verdade. Todo o resto é ilusão.
No mundo real, a verdade acontece a todo o momento. A verdade(realidade) é a soma de muitos acontecimentos(verdades).
verdade = verdade + verdade + ...+ verdade
Na maioria das vezes, apenas duas premissas(crenças) não são capazes de "assegurar" a verdade de uma afirmação.
Se, e, somente se, o que concluirmos de premissas seja verdade, poderemos usar essa verdade como mais uma premissa para outras conclusões posteriores. Posso chamar essa agora de verdade composta.
Discurso 3
1.Premissa: Existe animal que chora.
2.Premissa: O homem chora.
Conclusão Incompleta: O homem pode ser um animal.
O que se conclui de um discurso é responsabilidade das premissas. As premissas, de quem acredita nelas.
Não quero aqui colocar vírgulas na lógica filosófica ou a lógica formal.
Mas, seja qual for a lógica que usarmos, essa estará baseada essencialmente em crenças na sua origem.
Nós vivemos em uma realidade complexa, de verdades compostas, fundamentadas na fé de cada um, e com muitas conclusões incompletas.
Desconfio de quem porta verdades simples, prontas e absolutas.
Naturalmente, a conclusão é responsabilidade da premissa.
Temos uma pergunta: O homem é um animal?
Exemplo
Discurso 1:
1. Premissa: Nenhum animal chora.
2. Premissa: O homem chora.
Conclusão: O homem não é um animal.
Como vemos, a premissa é uma afirmação invariável.
Toda premissa prevê uma crença de que ela é verdadeira.
Se não é válida(crível) deve ser abandonada e o que se conclui a partir dela é duvidoso podendo ser ou não válido.
A conclusão de que o homem não é um animal pode ser aceita como verdadeira, mesmo que uma das premissas seja inválida, desde que existam outra(s) premissa(s) verdadeiras que sirvam base a essa conclusão. Para tanto devemos desconsiderar a premissa que é inválida.
O que quero sintetizar com meu raciocínio é que não existe verdade que nasça da mentira.
verdade + verdade = verdade
verdade + mentira = mentira
mentira + verdade = mentira
mentira + mentira = mentira
Discurso 2:
1.Premissa: Nenhum animal chora.
2.Premissa: O homem chora.
Conclusão: O homem é um animal.
Em um discurso, as premissas produzem a conclusão. O contrário não é absolutamente verdadeiro.
A conclusão pode ser verdadeira ou falsa.
Se já sabemos que a conclusão é mentira(falsa), então poderemos saber que uma das ou todas as premissas são falsas.
Se já sabemos que a conclusão é verdade, não poderemos saber qual das premissas é falsa.
Nesse caso, poderemos buscar novas premissas que formaram essa verdade(conclusão).
Em um discurso válido, as premissas devem ser válidas e assim validam a conclusão.
Em um discurso válido, as premissas devem ser válidas e assim validam a conclusão.
Uma verdade nasce da verdade. Todo o resto é ilusão.
No mundo real, a verdade acontece a todo o momento. A verdade(realidade) é a soma de muitos acontecimentos(verdades).
verdade = verdade + verdade + ...+ verdade
Na maioria das vezes, apenas duas premissas(crenças) não são capazes de "assegurar" a verdade de uma afirmação.
Se, e, somente se, o que concluirmos de premissas seja verdade, poderemos usar essa verdade como mais uma premissa para outras conclusões posteriores. Posso chamar essa agora de verdade composta.
Discurso 3
1.Premissa: Existe animal que chora.
2.Premissa: O homem chora.
Conclusão Incompleta: O homem pode ser um animal.
O que se conclui de um discurso é responsabilidade das premissas. As premissas, de quem acredita nelas.
Não quero aqui colocar vírgulas na lógica filosófica ou a lógica formal.
Mas, seja qual for a lógica que usarmos, essa estará baseada essencialmente em crenças na sua origem.
Nós vivemos em uma realidade complexa, de verdades compostas, fundamentadas na fé de cada um, e com muitas conclusões incompletas.
Desconfio de quem porta verdades simples, prontas e absolutas.
quarta-feira, julho 24, 2013
Know-how e Know-why ...(continuação)
Mas para que exista o Saber-Como é importante responder a uma pergunta qual propósito? (Know-why)
Basicamente todos preocupam-se em como fazer uma determinada tarefa ou processo. Mais dúvidas surgem quando nos perguntamos por quê: Por que isso tem que ser feito? Qual o objetivo principal do processo ou ação? Quem é o principal beneficiado? Existe alguma consequência inesperada na conclusão do processo? Quais os reais resultados?
Ideias de Aristóteles influenciaram pensadores por mais de dois mil anos e mantiveram a ideia de que toda a ação possui em sequência uma outra ação posterior(por vir ou devir). O iluminismo contrapõe essa ideia e Espinoza busca estabelecer a origem da causa da ação e, assim, poder compreender exatamente por que tudo acontece da maneira como acontece.
"Não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la, que a julgamos boa". Espinoza
Mas se julgamos o objeto bom por que o desejamos, isso não mudará o fato de sua natureza do seu verdadeiro ser.
Para todo o processo desencadeado existem um fluxo de acontecimentos que devem ser levados em conta. O antes, o durante e o depois.
Temos então que, ao dar início a uma ação, projeto ou atividade, perguntar a nós mesmos qual o propósito para todos envolvidos nesse fluxo de atividades. Precisamos ter a visão do um todo global e não apenas de partes que nos interessam dos acontecimentos.
A atual visão da mecânica quântica nos faz ter a certeza que nada é certo, se não que o que acontece é mesmo fruto de tudo o que aconteceu de acaso e de casual.
Basicamente todos preocupam-se em como fazer uma determinada tarefa ou processo. Mais dúvidas surgem quando nos perguntamos por quê: Por que isso tem que ser feito? Qual o objetivo principal do processo ou ação? Quem é o principal beneficiado? Existe alguma consequência inesperada na conclusão do processo? Quais os reais resultados?
Ideias de Aristóteles influenciaram pensadores por mais de dois mil anos e mantiveram a ideia de que toda a ação possui em sequência uma outra ação posterior(por vir ou devir). O iluminismo contrapõe essa ideia e Espinoza busca estabelecer a origem da causa da ação e, assim, poder compreender exatamente por que tudo acontece da maneira como acontece.
"Não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la, que a julgamos boa". Espinoza
Mas se julgamos o objeto bom por que o desejamos, isso não mudará o fato de sua natureza do seu verdadeiro ser.
Para todo o processo desencadeado existem um fluxo de acontecimentos que devem ser levados em conta. O antes, o durante e o depois.
Temos então que, ao dar início a uma ação, projeto ou atividade, perguntar a nós mesmos qual o propósito para todos envolvidos nesse fluxo de atividades. Precisamos ter a visão do um todo global e não apenas de partes que nos interessam dos acontecimentos.
A atual visão da mecânica quântica nos faz ter a certeza que nada é certo, se não que o que acontece é mesmo fruto de tudo o que aconteceu de acaso e de casual.
segunda-feira, julho 22, 2013
O poeta é, antes de tudo, filósofo. O filósofo, antes desse, poeta
O filósofo assemelha-se ao poeta; o filosofar e o ato poético têm algo em comum. Disse certa vez São Tomás de Aquino, grande teólogo católico e também respeitável influenciador de praticamente todas as correntes evangélicas.
O ato de filosofar não é o ato de distanciar-se da realidade. Na verdade o filósofo tende a ver além do aparentemente visível ou interpretável no cotidiano.
Ora, já aqui temos algo em comum entre o poeta e o filósofo. Esse também transcende ao mundo do dia a dia.
O mundo da filosofia inspira-se no que o admira, assim como o mundo poético se espanta naquilo que o encanta ou desencanta.
E não é admiração, o encanto ou desencanto, que abala o espectador e o faz parar, observar, pensar e expressar os sentidos?
Mas não são apenas os pensadores que se encantam com o mundo. Esses o fazem com maior maestria. Detalhes não podem fugir aos olhares.
Os poetas o saboreiam de forma ora adocicada, ora amargurada. Porém nunca como se sente à primeira vista.
O poeta e o filósofo não acreditam na perfeição das máquinas. O mundo não pode ser tão previsível como pensamos ou tão imprevisível como cantamos.
O poeta diz: "sabemos o que é o amor". O filósofo diz: "não sabemos o que é o amor".
Viva as semelhanças e as diferenças que tanto nos faz iguais sendo únicos!
Filosofar é como descascar uma cebola. É tentar ver além, camada a camada. E no fim o que resta? lágrimas aos olhos.
O ato de filosofar não é o ato de distanciar-se da realidade. Na verdade o filósofo tende a ver além do aparentemente visível ou interpretável no cotidiano.
Ora, já aqui temos algo em comum entre o poeta e o filósofo. Esse também transcende ao mundo do dia a dia.
O mundo da filosofia inspira-se no que o admira, assim como o mundo poético se espanta naquilo que o encanta ou desencanta.
E não é admiração, o encanto ou desencanto, que abala o espectador e o faz parar, observar, pensar e expressar os sentidos?
Mas não são apenas os pensadores que se encantam com o mundo. Esses o fazem com maior maestria. Detalhes não podem fugir aos olhares.
Os poetas o saboreiam de forma ora adocicada, ora amargurada. Porém nunca como se sente à primeira vista.
O poeta e o filósofo não acreditam na perfeição das máquinas. O mundo não pode ser tão previsível como pensamos ou tão imprevisível como cantamos.
O poeta diz: "sabemos o que é o amor". O filósofo diz: "não sabemos o que é o amor".
Viva as semelhanças e as diferenças que tanto nos faz iguais sendo únicos!
Filosofar é como descascar uma cebola. É tentar ver além, camada a camada. E no fim o que resta? lágrimas aos olhos.
sábado, julho 20, 2013
Know-how e Know-why
Saber Como e Saber Porquê, termos em inglês que estão por trás do sucesso de muitas empresas e até economias de países.
Um exemplo simples: a indústria aeronáutica possui o Know-how na construção de aeronaves de diversos tamanhos que atendem as especificações exigidas pelo mercado, guardando para si alguns segredos no processo de fabricação;
Uma determinada rede de lojas de lanches possui o Know-how de como fazer e oferecer hamburgers, nem sempre tão saudáveis e de preço não tão baixo. Além disso sabe como promover esses produtos através de um marketing forte em diversos tipos de mídias, o que faz vende-los como água fresca no deserto.
Note que aí aparece um sub-produto paralelo ao que é produzido para a venda: o "saber-fazer".
O saber fazer e bem determinadas(ou todas) etapas de processos de produção, marketing e venda colocam em vantagem empresas e economias que disputam mercados cada vez mais exigentes.
Some-se a isso o fato de que quem sabe o que fez, e como fez, pode usar para seu benefício próprio e de terceiro a que esteja subordinado por lealdade, comércio ou força de lei. Principalmente em áreas estratégicas como as de defesa, economia, privacidade de cidadãos, etc.
Como?
Sim. Os escândalos sucessivos desencadeados pelas revelações de espionagens sobre diversos países , povos e governos por certas potências mundiais sobre e que até então não se tinha conhecimento, abalando o direito a confidencialidade e liberdades individuais de qualquer cidadão. (Ninguém sabia mesmo ou faziam de conta que não sabiam?)
Os países desenvolvedores de todos os meios de comunicação, sejam equipamentos ou sistemas informáticos sabem de uma forma inimaginável como acessar informações a hora que quiserem, por que essas atravessam esses mesmos meios tecnológicos, softwares e protocolos que desenvolveram e padronizaram.
Ações indiscriminadas de espionagem expõe não somente a sociedade civil, mas até informações confidenciais militares e de estratégias econômicas. Todas as empresas que possuem conhecimentos produzidos e adquiridos ao longo de anos de experiências tendem a estar expostas com vazamentos de informações fundamentais.
Fazer o cofre, dá ao fabricante o poder de saber abri-lo com facilidade, sem precisar do segredo e nem de chaves.
De forma semelhante, nas telecomunicações atuais, desenhar os equipamentos e softwares responsáveis pela criptografia(o empacotar e desempacotar de forma sigilosa as informações entre remetente e destinatário, por exemplo), dão a esses a possibilidade de acessar mais facilmente os conteúdos e os assuntos de interesses daqueles a quem interessa a espionagem.
Em outras palavras, e volto a me repetir no que tenho dito sempre: um dos requisitos primordiais para que uma nação seja mais livre é o alcance absoluto dos conhecimentos necessários, principalmente pelo investimento na educação adequada, não somente de dinheiro, mas também de vontade de mudança de estratégias: Saberes locais leva a Tecnologia local.
Nisso nunca fomos tão dependentes como hoje: tecnologia. Temos os robôs nas linhas de produção. mas sabemos como projetá-los? Podemos comprar voos em foguetes para enviar satélites ao espaço. mas ainda não possuímos o Know-how de como faze-los voar sem explodir.
É um longo caminho a ser seguido. A recompensa será a maior independência da indústria nacional.
Lembrei agora de uma cena (dizem que aconteceu de verdade) de um filme na qual acontece uma batalha onde indígenas(peles vermelhas) haviam capturado soldados (homens brancos). O chefe da tribo exigiu um preço a ser pago pelo comandante dos soldados: um canhão que era temido(e admirado) pelo peles vermelhas e que no seu pensar equilibraria a luta com os soldados se viesse a fazer parte de seu próprio arsenal. Prontamente o comandante das forças militares pagou o preço do resgate: entregaram o tal canhão ao indígenas. Um detalhe surpreendente posterior à libertação dos reféns. Eles se deram conta que não sabiam manusea-lo e nem tinham as munições(projéteis) para armar o canhão. Ou seja, essa grande e poderosa arma perdera o seu efeito e não tinha mais serventia alguma. Sem oferecer perigo algum às tropas oficiais do governo.
Continua...
Um exemplo simples: a indústria aeronáutica possui o Know-how na construção de aeronaves de diversos tamanhos que atendem as especificações exigidas pelo mercado, guardando para si alguns segredos no processo de fabricação;
Uma determinada rede de lojas de lanches possui o Know-how de como fazer e oferecer hamburgers, nem sempre tão saudáveis e de preço não tão baixo. Além disso sabe como promover esses produtos através de um marketing forte em diversos tipos de mídias, o que faz vende-los como água fresca no deserto.
Note que aí aparece um sub-produto paralelo ao que é produzido para a venda: o "saber-fazer".
O saber fazer e bem determinadas(ou todas) etapas de processos de produção, marketing e venda colocam em vantagem empresas e economias que disputam mercados cada vez mais exigentes.
Some-se a isso o fato de que quem sabe o que fez, e como fez, pode usar para seu benefício próprio e de terceiro a que esteja subordinado por lealdade, comércio ou força de lei. Principalmente em áreas estratégicas como as de defesa, economia, privacidade de cidadãos, etc.
Como?
Sim. Os escândalos sucessivos desencadeados pelas revelações de espionagens sobre diversos países , povos e governos por certas potências mundiais sobre e que até então não se tinha conhecimento, abalando o direito a confidencialidade e liberdades individuais de qualquer cidadão. (Ninguém sabia mesmo ou faziam de conta que não sabiam?)
Os países desenvolvedores de todos os meios de comunicação, sejam equipamentos ou sistemas informáticos sabem de uma forma inimaginável como acessar informações a hora que quiserem, por que essas atravessam esses mesmos meios tecnológicos, softwares e protocolos que desenvolveram e padronizaram.
Ações indiscriminadas de espionagem expõe não somente a sociedade civil, mas até informações confidenciais militares e de estratégias econômicas. Todas as empresas que possuem conhecimentos produzidos e adquiridos ao longo de anos de experiências tendem a estar expostas com vazamentos de informações fundamentais.
Fazer o cofre, dá ao fabricante o poder de saber abri-lo com facilidade, sem precisar do segredo e nem de chaves.
De forma semelhante, nas telecomunicações atuais, desenhar os equipamentos e softwares responsáveis pela criptografia(o empacotar e desempacotar de forma sigilosa as informações entre remetente e destinatário, por exemplo), dão a esses a possibilidade de acessar mais facilmente os conteúdos e os assuntos de interesses daqueles a quem interessa a espionagem.
Em outras palavras, e volto a me repetir no que tenho dito sempre: um dos requisitos primordiais para que uma nação seja mais livre é o alcance absoluto dos conhecimentos necessários, principalmente pelo investimento na educação adequada, não somente de dinheiro, mas também de vontade de mudança de estratégias: Saberes locais leva a Tecnologia local.
Nisso nunca fomos tão dependentes como hoje: tecnologia. Temos os robôs nas linhas de produção. mas sabemos como projetá-los? Podemos comprar voos em foguetes para enviar satélites ao espaço. mas ainda não possuímos o Know-how de como faze-los voar sem explodir.
É um longo caminho a ser seguido. A recompensa será a maior independência da indústria nacional.
Lembrei agora de uma cena (dizem que aconteceu de verdade) de um filme na qual acontece uma batalha onde indígenas(peles vermelhas) haviam capturado soldados (homens brancos). O chefe da tribo exigiu um preço a ser pago pelo comandante dos soldados: um canhão que era temido(e admirado) pelo peles vermelhas e que no seu pensar equilibraria a luta com os soldados se viesse a fazer parte de seu próprio arsenal. Prontamente o comandante das forças militares pagou o preço do resgate: entregaram o tal canhão ao indígenas. Um detalhe surpreendente posterior à libertação dos reféns. Eles se deram conta que não sabiam manusea-lo e nem tinham as munições(projéteis) para armar o canhão. Ou seja, essa grande e poderosa arma perdera o seu efeito e não tinha mais serventia alguma. Sem oferecer perigo algum às tropas oficiais do governo.
Continua...
sexta-feira, julho 12, 2013
A caminhada dos mortos(The Walking Dead)
Foi impossível para mim não traçar semelhanças da série mundialmente famosa The Walking Dead com as caminhadas em forma de manifestações de indignação da população de muitas cidades brasileiras.
Explico:
TWD é uma estória de um grupo de pessoas tentando sobreviver em mundo pós-apocalíptico cheio de outras pessoas que se tornaram zumbis ou "cabeças ocas" como as vezes também são chamados os "vivos" depois de mortos e ressuscitados. Esses caminham aparentemente sem motivo e destino determinado, sendo atraídos apenas pelo cheiro de algo vivo que possa ser digerido, como animais ou pessoas.
Ora, e qual a relação com os protestos que semanas atrás eclodiram em muitas cidades brasileiras?
O Brasil está numa condição atual bem melhor que muitos países ditos desenvolvidos que amargam níveis de desempregos nunca por esses experimentados. Como já disse o anterior presidente, o país nunca esteve numa situação tão boa. Claro que poderia estar bem melhor. Óbvio que a elevação de preços dos alimentos e outros produtos influenciam negativamente a percepção de que as coisas não estão tão boas como parecem. Some-se a isso os mandos e desmandos da classe política atual, desconectada dos anseios da população em geral por serviços públicos melhores e leis que não favoreçam aos que cometam crimes contra os cofres públicos e até outros crimes que cerceiam o direito de ir, vir e se divertir em espaços públicos ou privados. Mas acredite: já tivemos bem pior situação. E, mesmo naquelas situações só comparadas a momentos de países em guerra com inflação que chegou perto dos 100% a semana, a nação assistia a tudo sem manifestos. Ouviam apenas resmungos sussurrados de pessoas aos seus íntimos ao olharem as prateleiras dos supermercados com mercadorias diariamente remarcadas. Eu vi isso acontecer. A quantidade de tributos incorporados ao preço dos produtos e serviços era e é ainda muito grande. Porém, a inflação servia de tributo maior por causa da indexação formal e informal da economia. Não era somente por 20 centavos que protestaram os que caminharam nas ruas e avenindas das cidades brasileiras. Mas por quais motivos mais era? Contra: a corrupção, inflação em ascensão, excesso de impostos, imprensa parcial, descaso com o sistema público de saúde, etc. A favor: da qualidade nos serviços públicos, dos menores preços dos transportes ou até passe livre, menor carga tributária, etc. Essas somente para citar alguns dos anseios de cada cidadão brasileiro.
Mas "peraí". Onde está a novidade? Não é sempre isso mesmo que os políticos profissionais prometem todas as vezes ao povo com o intuito de elegerem-se para os cargos que hoje ocupam?
Existe aí uma percepção de que esse políticos não representam essas massas que saíram às ruas.
Mas, se não esses, quem os representará? As massas sem líderes são como os zumbis de The Walking Dead. Andam. Tem necessidades (no caso desses, comer gente viva). Entretanto, não sabem bem pra onde vão ou como exatamente obter isso. Cabeças ocas que não pensam bem ou não medem as consequências a médio e longo prazo dos seus desejos, que pensam que as coisas são mais simples que de fato o são, tornam-se alvos fáceis de quem quer exterminá-los ou conduzi-los pra onde o quiserem. Até mesmo para o abismo.
Como uma pessoa que quer adquirir um bem que não está bem ao alcance do seu poder de compra, mas que sem medir a consequência do que seja pagar isso por um longo período e em quantidades de parcelas a perder de vista, colocando a economia pessoal em sérios apuros, todos podem estar pedindo coisas que a mãe pátria pode não estar pronta pra nos dar nesse imediatamente; Nada vem de graça. Isso é uma lei imutável. Em geral, se alguém nos dá gratuitamente algo, isso uma dia já teve ou o terá um preço mesmo que disfarçado.
Não vejo, a um médio e longo prazo, um país melhor se não for feito o investimento em educação necessário ao desenvolvimento sustentável e a aquisição de tecnologia e know-how(o saber fazer) próprios de brasileiros.
Contra ou a favor das caminhadas?
Nem isso, nem aquilo. Muito pelo contrário.
Sou a favor de sabermos pra onde estamos indo.
Foi impossível para mim não traçar semelhanças da série mundialmente famosa The Walking Dead com as caminhadas em forma de manifestações de indignação da população de muitas cidades brasileiras.
Explico:
TWD é uma estória de um grupo de pessoas tentando sobreviver em mundo pós-apocalíptico cheio de outras pessoas que se tornaram zumbis ou "cabeças ocas" como as vezes também são chamados os "vivos" depois de mortos e ressuscitados. Esses caminham aparentemente sem motivo e destino determinado, sendo atraídos apenas pelo cheiro de algo vivo que possa ser digerido, como animais ou pessoas.
Ora, e qual a relação com os protestos que semanas atrás eclodiram em muitas cidades brasileiras?
O Brasil está numa condição atual bem melhor que muitos países ditos desenvolvidos que amargam níveis de desempregos nunca por esses experimentados. Como já disse o anterior presidente, o país nunca esteve numa situação tão boa. Claro que poderia estar bem melhor. Óbvio que a elevação de preços dos alimentos e outros produtos influenciam negativamente a percepção de que as coisas não estão tão boas como parecem. Some-se a isso os mandos e desmandos da classe política atual, desconectada dos anseios da população em geral por serviços públicos melhores e leis que não favoreçam aos que cometam crimes contra os cofres públicos e até outros crimes que cerceiam o direito de ir, vir e se divertir em espaços públicos ou privados. Mas acredite: já tivemos bem pior situação. E, mesmo naquelas situações só comparadas a momentos de países em guerra com inflação que chegou perto dos 100% a semana, a nação assistia a tudo sem manifestos. Ouviam apenas resmungos sussurrados de pessoas aos seus íntimos ao olharem as prateleiras dos supermercados com mercadorias diariamente remarcadas. Eu vi isso acontecer. A quantidade de tributos incorporados ao preço dos produtos e serviços era e é ainda muito grande. Porém, a inflação servia de tributo maior por causa da indexação formal e informal da economia. Não era somente por 20 centavos que protestaram os que caminharam nas ruas e avenindas das cidades brasileiras. Mas por quais motivos mais era? Contra: a corrupção, inflação em ascensão, excesso de impostos, imprensa parcial, descaso com o sistema público de saúde, etc. A favor: da qualidade nos serviços públicos, dos menores preços dos transportes ou até passe livre, menor carga tributária, etc. Essas somente para citar alguns dos anseios de cada cidadão brasileiro.
Mas "peraí". Onde está a novidade? Não é sempre isso mesmo que os políticos profissionais prometem todas as vezes ao povo com o intuito de elegerem-se para os cargos que hoje ocupam?
Existe aí uma percepção de que esse políticos não representam essas massas que saíram às ruas.
Mas, se não esses, quem os representará? As massas sem líderes são como os zumbis de The Walking Dead. Andam. Tem necessidades (no caso desses, comer gente viva). Entretanto, não sabem bem pra onde vão ou como exatamente obter isso. Cabeças ocas que não pensam bem ou não medem as consequências a médio e longo prazo dos seus desejos, que pensam que as coisas são mais simples que de fato o são, tornam-se alvos fáceis de quem quer exterminá-los ou conduzi-los pra onde o quiserem. Até mesmo para o abismo.
Como uma pessoa que quer adquirir um bem que não está bem ao alcance do seu poder de compra, mas que sem medir a consequência do que seja pagar isso por um longo período e em quantidades de parcelas a perder de vista, colocando a economia pessoal em sérios apuros, todos podem estar pedindo coisas que a mãe pátria pode não estar pronta pra nos dar nesse imediatamente; Nada vem de graça. Isso é uma lei imutável. Em geral, se alguém nos dá gratuitamente algo, isso uma dia já teve ou o terá um preço mesmo que disfarçado.
Não vejo, a um médio e longo prazo, um país melhor se não for feito o investimento em educação necessário ao desenvolvimento sustentável e a aquisição de tecnologia e know-how(o saber fazer) próprios de brasileiros.
Contra ou a favor das caminhadas?
Nem isso, nem aquilo. Muito pelo contrário.
Sou a favor de sabermos pra onde estamos indo.
terça-feira, maio 21, 2013
Reféns dos Hormônios
Ao citar a palavra hormônio, salta-nos à cabeça a ideia dos tão falados hormônios femininos. Como se esses existissem nas mulheres e somente servissem para regular seus ciclos de fertilidade e como consequência desagradável a TPM, cólicas e etc.
Assim, existem muitos tipos de hormônios além dos meramente sexuais. São produzidos por órgão ou células de órgãos e servem basicamente pra regular alguma função do organismo. São normalmente conduzidos pela corrente sanguínea. Hormônios normalmente atuam em um ou dois órgãos apenas.
Como exemplo de hormônios mais conhecidos podemos citar a adrenalina, tiroxina, hormonio do crescimento e os sexuais femininos e masculinos.
Assim concluímos que muitas das atividades do corpo humano são "controlados" por esse tipo de substância química. São eles que sinalizam a mudança de rapaz para homem e de menina para mulher ou a maior ou menor libido ou ainda a adrenalina que atua eficazmente na atividade física.
Então o que seríamos de nós ou da maioria dos animais sem hormônios. Talvez não sobrevivessem a todas as mudanças do seu habitat.
Sabemos, então, que não existem apenas os hormônios sexuais, mas esses também exercem uma importância fundamental em todo o processo de reprodução humana. Desde a atração de um indivíduo pelo outro, o que vem a aumentar a possibilidade de relação sexual, como em todo o processo de amadurecimento e produção das células sexuais sejam essas masculinas ou femininas.
Não seria mentir dizer que os diversos hormônios que circulam na corrente sanguínea trabalham como cupidos para cada um de nós ou que fazem mais por nós que muitas aulas de academia para fortalecimento dos músculos.
Existem diversos tratamentos a base de hormônios sintéticos para tentar simular a presença desses outros naturais que estejam ausentes ou em pequena produção.
Não se admire que o seu mal humor por estar por trás da produção menor ou maior de uma dessas substâncias preciosas.
Não é a toa que já ouvimos muito a frase refém dos hormônios, porém não podemos imputar tudo que nos acontece ou o que sentimos a essas entidades "milagrosas". Dentro desse veículo(corpo) existe algo mais no controle: você. Com seu eu, ego superego, consciente, inconsciente e tudo o mais que a psicologia está acostumada a atribuir a você. Esse conjunto de vontades, desejos, paixões, gostos e desgostos na maioria das vezes irracional. também contribuem na produção da maioria desse hormônios. Bingo. Os hormônios não são produzidos de forma constante. Isso eles são constantemente estimulados pela forma de levar a vida. O ambiente, os relacionamentos, as ligações que temos com o mundo que nos rodeia interferem de forma fundamental na suas produções ou não. Muitos já disseram que nós somos o que comemos. Muito além disso, nós somos o que comemos, o que vemos, o que fazemos, o que queremos. Enfim somos o que sentimos e o que decidimos sentir.
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Assim, existem muitos tipos de hormônios além dos meramente sexuais. São produzidos por órgão ou células de órgãos e servem basicamente pra regular alguma função do organismo. São normalmente conduzidos pela corrente sanguínea. Hormônios normalmente atuam em um ou dois órgãos apenas.
Como exemplo de hormônios mais conhecidos podemos citar a adrenalina, tiroxina, hormonio do crescimento e os sexuais femininos e masculinos.
Assim concluímos que muitas das atividades do corpo humano são "controlados" por esse tipo de substância química. São eles que sinalizam a mudança de rapaz para homem e de menina para mulher ou a maior ou menor libido ou ainda a adrenalina que atua eficazmente na atividade física.
Então o que seríamos de nós ou da maioria dos animais sem hormônios. Talvez não sobrevivessem a todas as mudanças do seu habitat.
Sabemos, então, que não existem apenas os hormônios sexuais, mas esses também exercem uma importância fundamental em todo o processo de reprodução humana. Desde a atração de um indivíduo pelo outro, o que vem a aumentar a possibilidade de relação sexual, como em todo o processo de amadurecimento e produção das células sexuais sejam essas masculinas ou femininas.
Não seria mentir dizer que os diversos hormônios que circulam na corrente sanguínea trabalham como cupidos para cada um de nós ou que fazem mais por nós que muitas aulas de academia para fortalecimento dos músculos.
Existem diversos tratamentos a base de hormônios sintéticos para tentar simular a presença desses outros naturais que estejam ausentes ou em pequena produção.
Não se admire que o seu mal humor por estar por trás da produção menor ou maior de uma dessas substâncias preciosas.
Não é a toa que já ouvimos muito a frase refém dos hormônios, porém não podemos imputar tudo que nos acontece ou o que sentimos a essas entidades "milagrosas". Dentro desse veículo(corpo) existe algo mais no controle: você. Com seu eu, ego superego, consciente, inconsciente e tudo o mais que a psicologia está acostumada a atribuir a você. Esse conjunto de vontades, desejos, paixões, gostos e desgostos na maioria das vezes irracional. também contribuem na produção da maioria desse hormônios. Bingo. Os hormônios não são produzidos de forma constante. Isso eles são constantemente estimulados pela forma de levar a vida. O ambiente, os relacionamentos, as ligações que temos com o mundo que nos rodeia interferem de forma fundamental na suas produções ou não. Muitos já disseram que nós somos o que comemos. Muito além disso, nós somos o que comemos, o que vemos, o que fazemos, o que queremos. Enfim somos o que sentimos e o que decidimos sentir.
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segunda-feira, dezembro 24, 2012
Religiões
Religião: do latim religare. Em um primeiro momento, o ser humano perde a ligação com o Criador. Por consequencia tenta uma"reconexão".
A sociedade ocidental denomina religião ao culto, doutrina ou dever sagrado
Salvo alguma exceções que não conheço, há duas correntes de crenças religiosas principais. Ambas acreditam que há o bem e o mal. O que as diferem porém é que uma das correntes acredita que tem que combater o mal ativamente. A outra corrente acredita que o mal por si se destrói e adota um posição mais passiva e observadora.
A sociedade ocidental denomina religião ao culto, doutrina ou dever sagrado
Salvo alguma exceções que não conheço, há duas correntes de crenças religiosas principais. Ambas acreditam que há o bem e o mal. O que as diferem porém é que uma das correntes acredita que tem que combater o mal ativamente. A outra corrente acredita que o mal por si se destrói e adota um posição mais passiva e observadora.
sexta-feira, setembro 14, 2012
A Fé não é a luz no fim do túnel. É o tunel propriamente dito...
A Fé não é a luz no fim do túnel. É o túnel propriamente dito, através do qual alcançamos o inalcançável.
domingo, setembro 02, 2012
MOTIVO ou MOTIVAÇÃO(continuando)...
A motivação é uma exposição de razões para acontecimentos. Ora, exposição é um ato pessoal do expoente. Portanto, existe apenas em sua cabeça. Somente tem significado para quem expõe.
Motivação não é a razão(motivo) em si, mas é o processo pelo qual qualquer pessoa, individualmente, assume um comportamento diante de uma situação corrente que exige uma escolha e é influenciada por fatores intrísecos(internos) e extrínsecos(externos) a sua vontade própria.
Motivação não é a razão(motivo) em si, mas é o processo pelo qual qualquer pessoa, individualmente, assume um comportamento diante de uma situação corrente que exige uma escolha e é influenciada por fatores intrísecos(internos) e extrínsecos(externos) a sua vontade própria.
domingo, julho 22, 2012
Deus e a Matemática
A Matemática é a linguagem mais simples de escrever a história do mundo. O que ele foi, é e será.
Não subentenda "simples" como fácil. Assim como sabemos que alguém caminhou na areia da praia, podemos intuir que os passos de Deus estão na matemática, seja ela a pitagórica, euclidiana ou qualquer outra mais jovem ou mais antiga. Assim, poetizando, a vida é um grande concerto regido pela física usando a matemática como as suas notas musicais.
Não subentenda "simples" como fácil. Assim como sabemos que alguém caminhou na areia da praia, podemos intuir que os passos de Deus estão na matemática, seja ela a pitagórica, euclidiana ou qualquer outra mais jovem ou mais antiga. Assim, poetizando, a vida é um grande concerto regido pela física usando a matemática como as suas notas musicais.
sábado, maio 19, 2012
Motivo ou Motivação
A origem da palvara tá na origem de tudo. Movere. Palavra latina para movimento. Motivo é o que faz mover, simplificando. Porém cuidado com as simplificações. Elas podem nos trair. Mas é o que mais está aparecendo na tv ultimamente; os comerciais tentam mostrar o que faz mover a nós e todas as outras pessoas. O motivo para possuir isso ou aquilo. O motivo para buscar isso ou aquilo.
Não passa de uma tentativa de implantar em nós vontade, desejo pelo que não precisamos. Motivação é o principal argumento do marketing. A psicologia é baseada nisso. O que faz com que uma pessoa se comporte desse ou daquele modo. Ou o que fará com que as pessoas comportarem-se assim ou assado.
Várias são as teorias e a mais amplamente utilizada na prática da psicologia: o condicionamento.
Behaviorismo propôs um modelo baseado em que o resultado influencia diretamente a repetição de uma ação.
Se o resultado de uma ação agrada essa ação passa a ser habitual. Ou seja , nesse caso despreza-se o conceito de instinto interior do individuo, suas emoções e desejos. Continua ...
Não passa de uma tentativa de implantar em nós vontade, desejo pelo que não precisamos. Motivação é o principal argumento do marketing. A psicologia é baseada nisso. O que faz com que uma pessoa se comporte desse ou daquele modo. Ou o que fará com que as pessoas comportarem-se assim ou assado.
Várias são as teorias e a mais amplamente utilizada na prática da psicologia: o condicionamento.
Behaviorismo propôs um modelo baseado em que o resultado influencia diretamente a repetição de uma ação.
Se o resultado de uma ação agrada essa ação passa a ser habitual. Ou seja , nesse caso despreza-se o conceito de instinto interior do individuo, suas emoções e desejos. Continua ...
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