quinta-feira, agosto 06, 2015

Amizade

"Amigos bons são como os sapatos velhos. Nos são bem confortáveis, mais que os novos"

Epicuro que foi considerado por alguns como o filósofo da amizade disse uma certa vez: "De todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a amizade".

De fato, a amizade não nos livra dos infortúnios, das dores e da atribulações da vida. Mas ajuda demais a sairmos inteiros dessas condições desagradáveis da vida. Mas não apenas isso, como quem mais podemos comemorar aquela vitória do time preferido ou de passar no vestibular ou outras tantas situações de alegria e conquistas.

A filosofia exige que pensemos por nós mesmos, mas sem o amigo com quem dialogar como testar nossas descobertas e nossos enganos?
O amigo é que acende a luz de alerta. Nos faz pensar e por vezes nos faz escapar de divagações vazias. Nos provoca. Cuidado com aquele que em tudo concorda com você; Esse pode não ser um bom amigo.

Frase de Confucio: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."

sábado, julho 04, 2015

A palavra da moda: resiliência

 Como toda palavra, seu conceito pode variar de acordo com a área em que ela é utilizada.
Advinda do grego resiliens, é na psicologia que está em mais uso atualmente.
 A Resiliência é encarada por muitos como uma capacidade de enfrentar problemas os mais diversos e sair de mente ilesa, como uma panela de pressão prestes a explodir, sem que necessariamente isso aconteça.
 Em psicologia é uma teoria recente que demonstra um conjunto de fatores presentes nas pessoas e que tenta explicar como as pessoas tem diferentes limiares de resiliência.
 Administrar emoções, controlar impulsos, ser otimista, considerar o ambiente, sentir o que o outro sente, propor ações e executar com eficácia, sair do isolacionismo e em conjunto solucionar problemas da vida, sem medo de ser feliz, constituem, em outras palavras, os pilares da aplicação da resiliência(BARBOSA-PUC -SP).
 Talvez essa teoria consiga explicar por que parcelas da população estão mais sensíveis ao estresse, outras parcelas sucumbem aos menores obstáculos, e  outras mantem-se firmes nas maiores adversidades.
 De qualquer forma, ao meu ver,  todos possuem resiliência e essa varia em todas as fases da vida, devido a todo o contexto que nos cerca, sejam fatores emocionais, ambientais, educacionais, familiares, etc;
 Diferentemente da física que conceitualmente nos diz que a resiliência é a propriedade de um dado material voltar ou não ao estado normal depois de sofrer estresse por tensão, a resiliência não nos garante que seremos os mesmos após essas tensões. Certo é que a cada momento, se resistimos, somos mudados, adaptamo-nos melhor às situações semelhantes do futuro.

  




quarta-feira, abril 29, 2015

O buraco

Estranho falar sobre algo que na verdade aparenta ser a ausência de alguma  coisa que deveria preencher outra. Coisa séria na ciência. Estudada na física(mecânica quântica), quando do estudo de estruturas cristalinas para produção de semicondutores(veja: ligações e valência dos elétrons, junções NP, etc), componentes onipresentes em todos os circuitos eletrônicos e informáticos atuais(de celulares ao mais poderosos supercomputadores). 
Ainda: na mecânica clássica, Einstein também estudou e teorizou sobre os buracos. Só que estes bem maiores que os dos arranjos de partículas e cristais: Os buracos negros. Esses engolem tudo o que passa nas suas proximidades.
Que coisa interessante é o buraco!
A partir de agora não refiro-me mais ao buraco da ciência. Cito o buraco comum presente sempre em nossas vidas.
Então o buraco nada mais é aquilo que falta ser preenchido por alguma coisa, ou que outrora, se completo, dele retirou-se, vindo assim a  ser incompleto, ser buraco.
Então apenas pense:
Viemos de um buraco. Respiramos por buracos. Comemos por buracos. Ouvimos por buracos. Excretamos por buracos. Moramos em buracos. Poeticamente falando, tudo começa e termina em buracos.  Sempre caminhamos pra saciar esse buracos.
Eles nos atormentam a cada momento.
A fome é um buraco no estômago.
A sede de conhecimento é nada mais que um buraco na alma.
Procuramos preenchê-los, mas nunca conseguiremos.
Respondemos uma questão nos surge outra.
Tapamos um buraco, mas criamos um outro.
E, no fim, todos caminham para um buraco.
Em tempo:
A incompletude nada mais é que um outro nome para o buraco.


segunda-feira, abril 20, 2015

Honestidade

Honestidade vem de Honos(ou honor), palavra grega que está relacionada à dignidade e a honra.
Na mitologia romana era o deus da justiça, honra e cavalaria.
Honestidade é o bem mais precioso(qualidade?) que o ser humano pode possuir ou adquirir.
Honestidade é uma coisa interessante. Todos buscam por ela nos outros;
Seja em familiares, amigos, colegas, mestres, etc.  Esquecem de cultiva-la. Ou se a cultivam, a ignoram na primeira oportunidade de ganhar dividendos.  
Você perderia o tempo conversando com alguém que você saiba que é desonesto?
Normalmente dizemos nossas verdades e queremos escutar como resposta as outras verdades.
Pontos de vistas podem ser verdadeiros, sendo conflitantes, contraditórios.
Dizem que existe 3 verdades: a nossa, a do outro e a verdade.
Um honesto não usa de malandragem e dissimulações.
Posso dizer até que a honestidade é viver a verdade.
Viver a honestidade de maneira ampla é muito difícil.
O contrário da honestidade é a mentira.
Ninguém gosta de ser enganado. A mágica é a arte da enganação. Mas o mágico, no seu momento de ilusionista, é honesto, pois todos sabem que o que ele faz é ilusão. O aplaudimos. Ele é o mestre da desonestidade.  Piscamos os olhos e nos engamos.
Acho que posso, sem medo de errar, dizer que quase ninguém é honesto o tempo todo. Do que falamos, em muita coisa nós acreditamos ser verdade e não são. Outras, gostaríamos que fosse e as dizemos mesmo assim.
Mas, outras tantas sabemos não ser verdade e dizemos para maquiar,embelezar,  deixar mais agradável, o que falamos o tempo todo.
 Devemos confiar no desonesto, pois sabemos que ele é desonesto.
Mas os que pensamos ser honestos, esses sim nos devem meter medo.
Deles provem surpresas.
Podemos dizer que o humano é como a pedra bruta de onde se extrai a joia rara. Por ser bruta, precisa ser lapidada ou polida. Ou seja, ninguém nasce honesto ou desonesto. Todos são submetidos a processos no que resultarão nisso ou naquilo.
Aqui a frase do poeta romano Juvenal(sec I d.c.):"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio."


domingo, fevereiro 08, 2015

O absurdo

A existência do absurdo torna possível a existência das artes.
Por que arte nos chama atenção?
Alberto Camus nos intriga sobre o sentido da vida moderna. Na repetição de tarefas,  que nos prende ao absurdo, como no "mito de Sísifo".
Esse mito conta que Sísifo foi alguém que vivia a vida ao máximo, odiava a morte, porém desafiou os deuses e por isso foi condenado a executar uma tarefa repetitiva sem fim. Seu trabalho: empurrar uma pedra enorme até o alto de uma montanha, porém antes de concluir a tarefa, a pedra rolava novamente para a base da montanha. Sísifo então deveria voltar a empurrar a pedra para o topo da montanha.
O destino de um homem preso à tarefa de Sísifo não é menos absurda que a de outro qualquer, porém revela-se trágica quando esse indivíduo ganha esporadicamente lampejos de consciência sobre sua realidade.
Cada um de nós constrói a vida baseada na esperança do amanhã. Mas o amanhã nos aproxima da morte.
Nos esquecemos de viver o agora, enquanto empurrando a pedra.
Sem as artes, o mundo fica órfão da humanidade e torna-se estranho.
A arte representa a paixão, produzida pela liberdade de constatar que a vida é absurda e sem sentido.
Não há outro modo de vida feliz se não o de viver pela paixão pelo agora.



domingo, outubro 26, 2014

Conhecimento e Direito Autoral

Cognoscente, Cognoscível, Cognoscere:
Aquele que aprende, o que "está" ao alcance e possível aprender e o ato daquele que aprende, respectivamente.
Essas três palavras latinas resumem o que faz-se a base necessária para produção de conhecimento.
Eu disse resumem, mas estou sendo exagerado, pois a produção de conhecimento carece muito mais do que apenas isso. Na verdade, o conhecimento na prática é o desenrolar da história do homem como ser possuidor de razão. Não quero ver o conhecimento como algo estático que poderemos alcançar se nos esforçarmos.
Nós somos o próprio trem. O conhecimento está mais para os trilhos que nós percorremos, hipoteticamente, que a máquina em movimento. Esses trilhos foram construídos ao logo dos tempos.
Quero deixar claro com isso que acredito não existir conhecimento isolado de todo o resto. Ninguém vive só a vida inteira. Portanto, aprendemos muito com aqueles que nos deram sustento enquanto dependíamos das mais básicas necessidades. Das atividades mais simples às mais complicadas, o conhecimento "renasce" de conhecimento anterior. Ninguém abandona por completo o que sabe ou o que acredita para aprender ou passar a acreditar completamente em algo novo.
Isso leva-me a concluir que não podemos ser donos do conhecimento e esse não deve ser considerado propriedade de alguém ou de alguma instituição. Podemos acumular informações sobre modos, meios, tecnologias, mas não podemos comportar em algum lugar todo conhecimento do mundo. Cada um de nós produz conhecimento, cada qual a sua maneira. Nossas próprias experiências de vida são tão importantes quanto todos os livros do mundo. Elas também nos inspiram, fazem acender aquela luz, dão aquele estálo, fazem nascer novas ideias que parecem vir do nada.
 Produzir conhecimento não é fazer nascer conhecimento. É transformar o conhecimento que já existe.
Então como não sou dono do conhecimento que recebi, posso ser dono do conhecimento que produzi?
Não há nada mais universal que o conhecimento.
A vida é uma casa feita com tijolos da verdade,  paredes feitas de conhecimento e cujas as ideias a mantém firme.


terça-feira, outubro 21, 2014

Ética ou a falta dela

A ética como os gregos conceituavam é promovida pela razão, diferenciando-se dos costumes que são recebidos involuntariamente, assim como são também os hábitos e as tradições.
Parecida com as leis, posto que muitas dessas foram originadas nas discussões sobre a ética que os grupos sociais que as estabeleceram travaram, a ética dessas diferencia-se pelo fato de não poder ser obrigatório o seu cumprimento. Às leis podem escapar assuntos contemplados pela ética ou não.

De onde podemos concluir que costumes, tradições, hábitos, etc. podem ser lícitos, porém ser antiéticos para sociedade que os estabeleceu. Assim como procedimentos éticos podem não estar respaldados pelas leis dessa mesma sociedade.

Pode-se estudar de inúmeras formas a ética do ponto de vista filosófico. O que não é plauzível dizer é que alguém não possui ética.
Ou seja, cada qual possui a sua ética, mesmo que seja um ética boa ou que seja uma ruim; Mas todos possuem ética.
Quem tem juízo tem ética.


sexta-feira, outubro 10, 2014

A vida caminha contra a causalidade. Nada mais.

A realidade é esquisita. A ela pertencem dois reinos: o do acaso e o da causalidade.

O acaso: Algo acontece sem que exista evento anterior que o cause.

Como pode alguma coisa acontecer com ausência de causa?
Esse é o acaso.
Atualmente diz-se isso do decaimento radioativo, emissão de um fóton por elétron energizado e outros fenômenos estudados pela mecânica quântica.
Em nenhum momento podemos prever quando e de que maneira poderão ocorrer.

 Qualquer evento o qual, se repetidas as condições iniciais, produz sempre efeitos diferentes e imprevisíveis é considerado um acaso perfeito.

A Causalidade:  "Se não A então não B".
Um evento somente ocorre se um evento anterior tenha sido causador.

A cadeira de madeira tem como causa o carpinteiro. A luz do sol tem como causa o Sol.
Deterministas buscam na lógica o entendimento de tudo que acontece. A compreensão do relacionamento entre eventos do passado, no presente e do futuro, determina o que se chama de inteligência.

Então o Acaso e Causalidade andam de mãos dadas atualmente. Mãos emaranhadas por assim dizer.

terça-feira, outubro 07, 2014

Partidas Dobradas

Luca Pacioli, monge e matemático italiano(século XV), pai da contabilidade moderna, quem sabe, inspirou (três séculos mais tarde) Antoine Lavoisier ao qual se credita a frase poética: "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
   Aqueles que estudaram um pouco a contabilidade conhecem bem o método das duplas entradas, mais conhecida como Partidas Dobradas. Esse método diz que em toda transação que uma empresa faz ela apenas está modificando seu patrimônio. Ou seja, se algo vai, um outro algo vem em compensação.
Exemplifico: Uma empresa ao adquirir um bem à vista(ferramenta, por exemplo) usa dinheiro do seu caixa escrevendo essa saída de espécie em uma conta(caixa) e a entrada do valor daquele bem(ferramenta) numa outra conta (bem imobilizado). Então fica assim: conta caixa sai $10,00(lança-se um débito) e em contrapartida entra na conta do imobilizado $10,00 (lança-se um crédito). Os débitos e créditos em suma se anulam.
Ora, na natureza também é assim. Não podemos criar água, se não modificar a organização das coisas, como nesse caso moléculas de oxigênio e hidrogênio, unindo-as formando moléculas de água. Dessa forma também intuiu Einstein com sua E=mc² (Energia é igual ao produto da velocidade da luz ao quadrado pela massa). Essa equação resumindo nos diz que a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Não há perda. A mecânica quântica não nos diz algo diferente. Ou seja, tudo o que existe se conserva.

Isso mesmo "contabilmente" falando o universo é, em suma, o que sempre foi. Apenas moveu-se, modificou-se.

Agora me diga, não parece partidas dobradas a seguinte frase:
"A soma das massas dos reagentes é igual a soma das massas dos produtos"?
 É aquela mesma frase anterior não tão poética assim.

 

   

sábado, setembro 20, 2014

Possuir ou tomar conta

Meu ou seu? de quem?

“É meu aquilo a que estou ligado e que seu uso por parte de outrem sem meu consentimento me prejudicaria.” (KANT, 2003, p.91)

Como a filosofia de Immanuel Kant nos diz, a posse não está resumida para as coisas físicas, mas também a coisas que não estão em nosso poder. Assim é explicada a ofensa que sentimos ao vermos outrem usar algo nosso sem nosso consentimento.
Ora, para evitar ofensa fez-se necessária a construção de uma sociedade que em sua organização esteja a base de regulação do uso das coisas, em que cada um reconheça a titularidade de cada coisa de forma recíproca. Logo, deve-se encontrar uma regra geral e universal traduzindo essa relação em condição civil.
O conflito nasce do desejo de posse da coisa que a  nós não pertence e resulta na contrariedade do direito de posse daquele que a possui por direito. 
Imagine agora um indivíduo ao qual é dada a tarefa de possuir um objeto com a condição de que essa posse exista até o momento em que o verdadeiro proprietário venha  a tomar posse em definitivo.  Ou seja, estará incumbida essa pessoa de tomar conta, seja guardando ou utilizando, porém mantendo a integridade daquele objeto, até que possa haver a passagem em definitiva do poder de usufruir daquele objeto. A melhor política nesse caso é cuidar para que seja preservada a integridade já que aquilo a que nos referimos é individualmente nosso apenas pelo tempo que passará sob nossa guarda. Terei, então, sob minha responsabilidade, todo o cuidado para manter a sua íntegra de existência.




segunda-feira, setembro 15, 2014

Liberdade

O dicionário nos diz que liberdade significa o direito de agir por seu livre arbítrio, de acordo com sua própria vontade, desde que não prejudique outras pessoas.  A filosofia nos diz que liberdade é ter independência, ser espontâneo.
A liberdade parece ser utópica, ou seja, uma ideia que somente existe em nossa imaginação.
Se ser livre é mover a si com sua própria vontade, e se nada além provoca o movimento do ser livre pra que lado ele mover-se-ia? Como na prática o ser é movido pelo que o cerca: seja pelo que ele vê, sente, ouve ou deseja e todo e qualquer estímulo externo colabora pra o desejo, então a liberdade depende desses estímulos sensitivos. A priori o ser vai sendo formado imerso com o que o influencia no seu tempo de vida. Nasce indefeso e incapaz de escolher, defender-se, suprir-se, mover-se; Pergunto: o ser não nasce livre? Seria a liberdade adquirida com a maturidade? com o conhecimento? com a experiência? Então a liberdade é influenciável?
Se é influenciável, não é liberdade...

segunda-feira, julho 28, 2014

Há uns que vivem. Outros batem palmas.

É inegável, desde Platão até os pensadores de hoje que a pergunta que nunca falta a melhor das filosofias é Como devem viver nós e nossos filhos?
Como no teatro podemos ser espectadores ou participes do ato; podemos agir como atores coadjuvantes ou principais. é nossa escolha individual.
Lembrando que mesmo colado ao assento, assistindo no conforto de nossa posição, somos, de alguma forma, tocados pelo que vemos, ouvimos e sentimos. Não tem como estar distantes do que acontece a nossa frente. Diigo que, querendo ou não, terminamos por participar também. Ora, não é o ato feito pra que alguém o aprecie?
O cenário está ai armado. Se é que participamos involuntariamente, por que não nos tornarmos ativos e tomar partido no que define o que fomos, somos e seremos daqui em diante?  



sábado, junho 21, 2014

O império da lei

Democrata é o povo que governa a si mesmo. Nesse caso, os políticos são indivíduos do povo que exercem em nome desse o poder de estado, pois o estado é uma figura apenas jurídica. Esses criam leis que fixam limites para serem obedecidos por eles mesmos e o estado. Ou seja, sendo impostos limites e regras, o poder não é ilimitado, isto é, não é absoluto, bem o contrário do caso das monarquias absolutistas, por exemplo.
Simplificando o que não dá pra simplificar: o estado democrata, o de direito, significa o império da lei. Atualmente estados democráticos existem com a presença de 3 instâncias fundamentais: Lesgislativo, que cria as leis(constituição), Judiciário que fiscaliza a aplicação das leis e o executivo que exerce o poder do estado de direito. Então seria assim: o povo indica representantes que vão ser sua voz no poder legislativo. O poder legislativo traça as "regras do jogo" e todos acordão respeitarem os limites do direito de cada um indivíduo ou do estado. O judiciário deve ser o fiel da balança, possuindo poder para fiscalizar a correta observância dessas regras, para que estado, e também o cidadão como indivíduo, não ultrapasse o limite dos direitos e poderes constituídos e cada qual cumpra os seus deveres.
  

domingo, junho 15, 2014

Política

Aristóteles já falava sobre política. Das polis,  que eram cidades-estado organizadas pelos gregos, derivam os nomes política(politiké) e cidadãos(politikos). Ele intitulara o seu livro como Politeia.
Do ponto de vista prático, política é a busca do poder pela relação dos "entrementes"(meios) e não pelos fins(finalidades). A política é realmente percebida no sentido da existência da dualidade amigo-inimigo; Ajudar os amigos, afastar a si dos inimigos.
Há quem diga que política é a convivência entre os diferentes, já que os homens não são iguais em pensamento, virtudes, ética, desejos, etc.
Política, então, não é justiça. Deveria ser tolerância. Penso que a política é, em ultima análise, a ciência da convivência e do convencimento e quase sempre usada para manter o status quo de quem está no poder.
Para mim, independente da razão, existem dois lados(polos): o que governa e o que quer substituir o governo. Outra definição que cairia bem para a política é: ciência para adquirir e manter poder sobre o povo e o que ele produz.

domingo, junho 08, 2014

Felicidade

Mais uma vez aqui cito Spinoza:
“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela por refrearmos as paixões, mas ao contrário, gozamos dela por podermos refrear as paixões”.

Conceituar felicidade é tão simples e ao mesmo tempo complexo como conceituar a vida.
Seria a felicidade o estado de saúde plena da mente e do corpo?
Teria a felicidade relação direta com o estado de satisfação pessoal?
A felicidade é a paz?
A nossa felicidade depende da felicidade de outras pessoas?
Tantas outras perguntas vão surgir cada vez que tentemos entender a felicidade.
Pensadores ao longo do tempo tentaram, de forma sempre incompleta, definir a felicidade, com a finalidade principal de alcançarmos esse sentimento tão importante. Tanto que parecer ser mais fácil identificarmos a sua ausência de que propriamente a sua presença.

Vejamos o que disseram alguns pensadores:

        "A felicidade solitária não é felicidade."
Boris Pasternak
        "Nós não somos felizes, e a felicidade não existe; apenas podemos desejá-la."
Anton Tchekhov









    "Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias."
- Jean de La Bruyère


"Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho" 
-Buda
    "Nunca se é tão feliz nem tão infeliz como se imagina."
- François La Rochefoucauld



      Eu sou do time das pessoas que acreditam mesmo que não existe a felicidade plena.
    Penso que a felicidade é incompatível com as faltas de saúde, liberdade,  consciência. 
     A felicidade a cima de tudo é uma preciosidade. Quem a possui está rico.
     Felicidade? Melhor comprar com conta gotas!
     A antítese da felicidade: a depressão profunda.
     A felicidade é pisar numa pedra e descobrir que era um brilhante.  
     Não creio que o escravo seja feliz. Mas a felicidade dele pode morar na perseverança da idéia de ser livre um dia. 
     A felicidade do doente está na possibilidade da cura, e não propriamente na saúde.
     A felicidade do sábio está em descobrir o que é mentira, mais que em buscar a verdade.








segunda-feira, novembro 11, 2013

O amor, a tolerância e o ódio

Como Spinoza pronunciou:
O Ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Também: O Amor é a alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Já a Tolerância é um oposição ao ódio, ou seja, contraria a causa que produz uma tristeza e que nos afasta do sentimento do amor, porém sem ainda ser amor por si só.
 

segunda-feira, outubro 14, 2013

Professor, assim como o engenheiro, constrói pontes. Essas, as vezes, mais firmes que as de concreto.


A educação confunde-se com a vida. A educação é um caminho pavimentado, cujo destino é preciso ser conhecido.
Há educação e educações.
A educação é a aprendizagem numa forma mais complexa.
É comum confundir-se aprendizagem e educação.
Os animais aprendem. Há células que aprendem. Há computadores aprendendo.
A educação é a aprendizagem momentaneamente direcionada.
Exemplos de educação:
Educação familiar. Você certamente já ouviu falar que educação vem de berço.
Educação informal. Dizem que o mundo ensina a viver.
Educação escolar. É uma educação institucionalizada, ou seja, formal, cujo objetivo é traçado normalmente por órgãos governamentais, com um certo viés político-ideológico.
Educação tecnológica. A educação que faz-se com um intuito de dominar conhecimentos, criar e utilizar ferramentas com o propósito de suprir a necessidade do indivíduo e do grupo social ao qual ele pertence de forma mais eficaz possível . Normalmente essa é a educação para o trabalho.
Podemos citar outros tipos de educação como a religiosa, filosófica, científica, etc.
Em todos os tipos de educação estão presentes quatro componentes indispensáveis, análogos aos lados de um quadrado:  o aprendiz(sujeito imerso no processo de aprendizagem), o ensino(ou informação), a predisposição(o querer) do aprendiz  em adquirir certo tipo de conteúdo para sua maturidade(elevação de nível) a fim de compreender e transformar o que é aprendido posteriormente em conhecimento, valor ou comportamento. Ops, melhor falar em pentágono. O quinto componente necessário: o agente promotor da educação.
Fazendo uma analogia, a educação seria um caminho pavimentado a ser seguido pelo aprendiz. Evidentemente o caminho não aparece do nada. Alguém preparou e pavimentou a estrada, para que seja percorrida por outros que normalmente tenham a necessidade de chegar ao lugar onde leva esse caminho.
Continuando na analogia, o agente promotor da educação(que na educação formal um deles é o professor) seria em muitos casos um guia nessa estrada.
(cont.)




sábado, outubro 12, 2013

... Entrementes ...


São nos "entrementes" que nossa vida flui a maior parte do tempo.
Estão contidos nesse espaço-tempo: o agente, os objetos e a importância(valor) que o agente dá a cada um desses objetos.
Entendamos aqui que me refiro a objeto como qualquer coisa que desperte nosso interesse ou que possamos perceber como presentes em nossas vidas mesmo que esses não sejam palpáveis. Exemplo: família, imóveis, ferramentas, trabalho, time de futebol preferido, etc

Evidente, nós, individualmente, como agentes, valorizamos cada coisa em proporções diferentes.

E o que nos faz valorizarmos diferentemente as coisas?


domingo, setembro 15, 2013

Os Inícios e os Fins

Me sinto desconfortável sempre ao iniciar e ao finalizar cada postagem. Por que?
Porque apesar de eu saber o que quero expressar na postagem, deparo-me  com o obstáculo de dar partida às palavras iniciais. Sabendo que "perder o fio da meada" pode me fazer raciocinar em círculos e em nada me ajudará a conclusão da formatação da ideia, o final também vem a ser para mim uma tarefa não menos importante, pois nele é encerrado a conclusão da ideia geral, sempre havendo o perigo de algo importante ter ficado de fora, podendo assim, atrapalhar o entendimento do texto como um todo.

Assim também creio que o Inicio(start) e o Fim(end) de cada processo seja no planejamento, seja na sua conclusão, são de certa forma mais trabalhosos.
Na forma sintética, ou simplificada, marcamos o início e o fim de cada atividade, processo, trabalho, etc.
De forma analítica(complexa) percebemos que o inicio e o fim são difíceis de perceber e distinguir com exatidão, sendo esses partícipes de uma cadeia de acontecimentos interligados; e, não são delimitados apenas pelo período em que se dá partida nesse evento. Esse faz-se desde outros tempos. Por exemplo: um jogo de futebol quando começa? no inicio dos 90 minutos, no horário marcado no calendário e relógio, ou quando o time entra no estádio, ou quando treinam para a partida, ou quando contratam os jogadores, ou quando são escolhidos os times pra o campeonato? De fato, se um desses episódios não tivesse acontecido o jogo também não aconteceria. E o fim de um jogo, assim, já dá início ao começo da preparação para um outro.
Em um fluxo contínuo que parece não ter fim, nem começo.

E o que dizer do início de tudo? Do universo. Como isso incomoda, desde o principio dos tempos, o ser humano. E o início da vida de cada um? E também o fim dessa vida?
Seria o início do universo o início da vida de quem a vai perceber passando?
Seria o fim do universo o fim da vida desse mesmo indivíduo?
Lembro agora daquela universal, célebre e conhecida frase: "O mundo acaba para quem morre". E outra: "Cada cabeça, cada mundo".
Há duas coisas que os homens(e mulheres), pelo menos na sociedade ocidental, tem alguma dificuldade de lidar, falar e entender: o sexo e a morte. Nem tanto com a vida que é o processo do durante. Nem tampouco no ato de realizar o sexo, o qual se faz há milhões de anos com muito prazer. 
 Dificuldade de falar, seja porque isso seria alvo de opiniões contraditórias; porque trata-se de um assunto que interfere com a sensibilidade das pessoas; porque seja uma pauta polêmica capaz de interferir com a moral e bons costumes da sociedade ou outros tipos de razões.



O fato é que coisas simples e universais são vestidas de um manto sagrado e intocável e aquele que ousa ter uma cultura ou costumes diferentes do que nos parece o comum, não será olhado com bons olhos.

O preconceito nasce disso: ele não tem início(motivo) e propósito(finalidade) concretos.
O preconceito nos prende e faz com que queiramos prender também os que nos cercam com essas mesmas idéias.

A libertação do indivíduo passa pela experiência de saber o motivo de seus atos, a plena consciência do acontecer dos fatos e a satisfação de alcançar a finalidade pela qual tudo foi pensado, executado e cumprido.

Um soldado que não sabe o motivo da guerra difícilmente fará um bom combate. Ele precisa de uma verdade mesmo que essa seja uma farsa. Todos precisam de uma "verdade" pra continuar lutando.