sexta-feira, setembro 30, 2005

Inquéritos

Não gosto de comentar sobre política, mas de uma forma ou de outra somos políticos. Há coisas que vejo e não consigo ficar calado, impassível
De mensalão, mensalinho, apitão e tantos outros escândalos, está vivendo o Brasil. O interessante é que ninguém percebe o que é mais óbvio.

Ficamos surpresos hoje em dia com tantas denúncias de corrupção. Parece que levantaram o tapete que há tempos era usado pra colocar por debaixo o lixo da política, o qual todos faziam questão de não enxergar. Mas será que a corrupção aumentou mesmo ou nós é que estamos querendo vê-la finalmente. Tiraram a venda dos olhos da população. Viva! Contudo, olhe bem dos lados. Será que somente em Brasilília é que estão os que nos enganam?
E de onde vieram esses ladrões?

Isso mesmo! Da sociedade brasileira.
Eles não só estão roubando dinheiro do povo, estão roubando nossa confiança, nossa esperança.
Pomo-nos a achar que são todos farinha do mesmo saco.
Só para lembrar: eles são uma pequena amostragem do que temos em nosso meio.
A crise a meu ver, não é do político especialmente, mas do brasileiro. Não que o brasileiro seja mais ou menos corrupto que os outros povos. Mas estou agora referindo-me ao Brasil.
A crise vem do berço. É a crise do jeitinho brasileiro que personifica-se na vantagem. Todos sempre querem tirar vantagem. Essa é a filosofia corrente. Se a ética, os costumes, cultura e a educação não forem continuamente mudados pra melhor, não importa quantas assembléias, congressos e presidentes elejamos, sempre trocaremos 6 por meia-dúzia. Pensemos nisso.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Fidelidade e lealdade

Fidelidade

Apesar de aparecerem como sinônimos em dicionário, penso que a fidelidade e a lealdade para mim têm significados diferentes.
Fidelidade está mais próxima de dedicação constante e exclusiva para alguém. Nesse caso, é um ato positivo, quando vem como uma reação para um sentimento semelhante, uma resposta natural involutária, tornando-se assim ação mútua.
Por outro lado, quando a fidelidade é perseguida como uma dívida a pagar, cobrada por uma ou ambas as partes envolvidas, pode tornar-se um sacrifício. Oprimir o outro exigindo desse a perfeição, quando sabemos que nós não somos perfeitos, é incoerente.
Comumente, homens e mulheres cobram-se um do outro fidelidade, mas esquecem que a fidelidade é como o alcóol derramado sobre a mesa. Tende a evaporar com o tempo. Mais rápido quanto mais calor. Há quem diga que a fidelidade é utópica. Estou por acreditar nisso. Exprimo minha opinião.
Quem, mortal, dedica-se exclusivamente ao outro, amado ou não, com completo despredimento de si mesmo? Isso o levaria a uma auto-flagelação ou um negação do seu eu.
Pode alguém amar duas pessoas simultaneamente?
Palavras de dezenas de séculos atrás já nos diziam que é difícil ter dois patrões. Dedica-se melhor a um patrão, desprezando ao outro ou vice-e-versa.
Dedicar-se com a razão a um e ao outro com paixão?

Lealdade
Já à lealdade defino, simplesmente, como sinceridade. Pode-se ser sincero sobre infidelidade. O leal expõe sua realidade. Não esconde-se em vestes que, de outro modo, o camuflariam. Não engana a si mesmo, conseqüentemente não aos outros.
Assim, pior que a infidelidade é a deslealdade. É o parecer-se cordeiro, sendo lobo.

Sinceridade interior
Há quem crie mentiras e termina por dar crédito às mesmas.
Podemos viver sem buscar a verdade?
Usar da sinceridade para trilhar no caminho que leva ao que é real, tão sonhado pelos platônicos.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Ontem, um dia escuro

Acordei cedo da manhã, sem sono. Ainda madrugada mesmo. Não sei o motivo que me tirou do relaxamento.
Estava aturdido e não sabia o porquê. Algo de ruim acontecera, pensei. O dia mal começara. Logo por volta das 8 da manhã soube da esperada, mas não pra já, morte de um amigo querido. Gostávamos de conversar. Ele de outra geração adiante da minha. O tempo, para ele, passou . Foi chegada a hora de partir. Partiu sem querer, mas foi. Seguiu o seu caminho como as aves seguem também o seu na mudança de estações. Um homem que procurou ser bom no que fazia.
mas era um homem, como eu. Apenas um homem, mortal.
Começava o dia escuro. O sol brilhava por certo. Mas como toda segunda, maldita segunda. O ciclo do trabalho que não acaba. Mas, se o dia ficou escuro assim, a noite se fez mais clara, apesar de tenebrosa.
As fichas caíram. E cadê o sono que não vem? Ele virá. Tudo passa. Mas o sono finalmente vem. O sono e o descanso...

O amor e o idealismo

É mentira que somente as mulheres buscam um ser encantado. Os homens também esperam encontrar a mais querida dentre todas. Uma princesa? não! uma rainha! Aquela que dentre todas seja perfeita (sabe ele que não há perfeição). Aquela que o completa.
Falha da matemática, quando um mais um não são dois, mas um, indivisível. Absurdo para qual os amantes têm explicação.
Mas como não se enganar, se traz dentro de si a imagem da rainha. Indefinível.
Mas há que ter cuidado quando essa imagem é idealização. Projeta-se na pessoa errada, na hora errada, no lugar errado a imagem perfeita. E o que vemos não é o que deveríamos ver.O embriagar do ser ideal. O sonho, a ilusão.
O realismo atropelado pela idéia do ser perfeito e puro, da mulher intocada, devassa. A mãe dos filhos e a mãe de todos os filhos da mãe.
Por que o erro? Por que a dúvida? Por que o medo?
O erro traz a dúvida. A dúvida o medo.
Como seria bom ter certeza de tudo! Querer tudo simples.
Por sorte, o idealismo não resiste à realidade nua.
O ignorante é mais feliz? Sua inocência o salva do sofrimento?
Sim e não!
Com a rainha morta, a verdade está posta!
Acordado... e o que era verdade então?

domingo, setembro 25, 2005

O gatinho e a evolução da espécie

Eu havia falado do gatinho em cima do teto há meses atrás e não quis ou não pude concluir meu raciocínio o que tentarei fazê-lo agora:
Quando estudamos biologia (mais adiante chego no gato) somos apresentados às teorias que tentam explicar desde há muito tempo a origem de tudo que há, incluindo a vida. Aristóteles, usando apenas do raciocínio lógico, havia proposto que a vida surgiria, além dos cruzamentos entre seres da mesma espécie, de matéria bruta A tal chamada de abiogênese, geração espontênea. Grandes estudiosos da sua época e até bem pouco tempo atrás acreditavam que, por exemplo, moscas nasciam de cadáveres em decomposição ou que do pó de cobra nasciam várias cobras. Isso foi aceito, até que sábios em meados do milenio passado procuraram outras explicações através de metódos científicos. Coube a Louis Pasteur dá o golpe final na abiogênese A pasteurização provara que não haveria geração espôntanea de microorganismos em materia orgânica mesmo que exposta ao ar.
Desmentida essa idéia, passa-se a acreditar que toda vida surge invariavelmente de outra vida. Mas aí, cabe a pergunta: de onde originou-se o primeiro ser vivo?
E o que tem haver isso com o gato?
Bem, a teoria de origem aceita hoje nos leva a crer que nada surge do nada.Tudo que vemos na natureza é resultado de progressos sucessivos. O que nos parece surgir rapidamente, mas estruturas complexas surgem aos poucos, construídas passo-a-passo por processos lentos. Nem mesmo nossas idéias surgem do nada!
Ora, se nada surge do nada, o dito instinto animal surge de um processo de aprendizado de espécies durante sua evolução na face do planeta terra. Mas como se dá esse aprendizado? e como isso vai parar no código genético da espécie?
Podemos fazer um macaco aprender várias tarefas, mas seus descendentes nada saberão sobre o que lhe foi ensinado. Então, como o gatinho sabe que do teto da casa é alto demais pra ele tentar a empreitada de pular?
De alguma forma há um inteligência ainda maior que a "inteligência" que regula os seus atos instintivos e que coleta informações do ambiente onde uma dada espécie de animais vive e leva essas informações importantes a serem gravadas em seu código genético. Como consequência, ele nasce sabendo disso. E, essa inteligência, a que eu chamerei subliminar, independe do sistema nervoso, posto que, por exemplo, as plantas também, seguindo esse raciocínio, possuem tal inteligência em sua espécie. Se não, como poderiam ser bonitas para atrair os insetos que a ajudarão a espalhar seu pólen?! A espécie se modificou pra isso, por certo. Ou será que essa modificação somente se deveu a seleção de espécies, que em uma dado momento permitiu apenas àquelas que atraissem os insetos e, portanto, tendo sucesso em espalhar sua descendencia, sobreviveu pra chegar até os nossos dias e as outras padeceram por seu fracaso ou falta de sorte em fazer a mesma coisa por não serem tão atrativas.
Não posso aceitar, então, que apenas uma resposta exista a essas inquisições. Somente mutações espôtaneas ou aleatórias e acidentais não parecem esclarecer tudo isso. Pois, achar que haviam animais anteriores à especie do gatinho que tinham noção do perigo ligado à sua sobrevivência e outros que não a tinham. Os primeiros sobreviveram e os ultimos extiguiram-se.
Como não sou cientista, e tudo que escrevo aqui são meras especulações (apenas divago em mim mesmo sobre isso) as quais devo continuar a procurar respostas no que dizem os cientistas atual e futuramente sobre tais e quais assuntos que me intrigam, sigo a não aceitar apenas aquela explicação que diz é apenas o instinto.
E o que é o instinto então?
Passo a chamar aqui, então, instinto a informações adquiridas por uma espécie de ser vivo, num aprendizado inconsciente, progressivo e positivo que chamo de Inteligência Subliminar, até que encontre resposta, já existente, melhor que essa.
Melhor ir estudar que essa semana há provas.
(qualquer absurdo por ventura constante nesses meus pensamentos de hoje, futuramente poderão ser corrigidos).
(claudiocaetano336@hotmail.com)

domingo, agosto 07, 2005

Outros textos do Orkut

Comunidade Teoria do Caos
Esclarecimentos sobre a Teoria do Caos
27/7/2005 12:50
Na verdade, o filme Efeito Borboleta não trabalha a teoria do caos, cientificamente falando. No início do filme até há uma frase que se refere à teoria do caos. No entanto, a única lição que podemos tomar é que as mínimas coisas, os menores e menos valorizados acontecimentos podem ou não ter peso nos acontecimentos futuros. Ou seja, tudo é importante. É preciso saber muito bem que tudo que acontece se desenrola em uma rede de acontecimentos interconectados e que não podemos desperezar nem mesmo o bater de asas de uma borboleta como variável influente em acontecimentos futuros.
Falar em voltar ao passado é apenas devaneio pois não há nada que valide ou invalide essa possibilidade.

Reflexões no Orkut

Textos que Postei no Orkut na comunidade Paradoxo
Resposta do Paradoxo: Destino X Livre-Arbítrio
Deus joga dados? 28/4/2005 21:00
Se supusermos a existência de destino, temos que levar em conta a existência de quem o criou. Supondo que Deus tenha criado o destino:
Em minha infinita ignorância, eu creio que Deus não joga dados, mas nos dá os dados pra jogar.
Se o destino existisse, Deus seria o espectador do filme que ele já havia escrito. Você gosta de assitir um filme sabendo do começo, meio e fim? Eu não!
Prever o futuro 12/5/2005 20:30
É exatamente esse o sonho da ciência e da mística: prever o futuro. Estudar um pêndulo nos leva a prever como esse vai se comportar em dada situação. Prever o futuro dele. O problema de prever o futuro a longo prazo é que essa situação nos leva a quantidade de varíaveis instáveis enorme. Número que estará mais próximo do infinito quando mais tempo à frente queremos prever o futuro. A evolução da ciência nos leva cada vez mais a prever alguns eventos e com mais precisão, mas nunca com precisão absoluta. O gostoso da brincadeira não é prever, mas mudá-lo ao nosso benefício. A determinística funciona na teoria, na prática o caos não a deixa atuar.

Agosto

Recomeço de aulas. Nunca tiro férias. Só dos estudos. Passei quase 20 anos de "férias" dos estudos, e quando volto, mais férias... Confesso que não quereria férias, desde que os estudos não me pressionem muito. Inevitável. Foram boas, então. Mas confesso que as noites ficaram vazias. Segundo período. Vamos lá! Se foram as filosofias, mas vem a Lógica, a Trigonometria, os axiomas, que me perseguirão. Mas estou gostando. Ah! agora terei uma introdução à Psicologia Evolutiva.
Por falar em psicologia, acho que ela ajuda as pessoas a compreenderem a si mesmas e as outras pessoas. No entanto, não acredito que cure o mal de ninguém. Tem muita mística mesclada na psicologia hoje em dia. Mas as pessoas são místicas, não é mesmo? Cada pessoa é um universo à parte. Então, cada caso é um caso. O remédio de um não serve pra outro. A psicologia não é uma saída pra o problema de todo o mundo. Pelo menos nos mostra alguma porta ou esperança. Digamos que hoje, ainda sem conhecer muito bem o que é a psicologia, me baseando no que vi e ouvi até hoje, interpreto a psicologia, me refiro as suas terapias, como um espelho com o qual as pessoas podem ver-se refletidas. Se não o são, deveriam o ser. Há pessoas, talvez todas, que estão presas aos seus cotidianos e a sua rotina e fazem coisas sem mesmo refletirem sobre o que elas significam ou com que objetivos as fazem. Em minha opinião, devemos fazer tudo com metas. Mas por vezes nos escravizamos sem perceber e quando percebemos às vezes é tarde. Contudo, enquanto há vida há uma porta, uma esperança. Se algo nos ajuda a nos libertarmos principalmente de nós mesmos, então creio que isso é bom. Mas libertar não para fugir, mas para termos os controles, as rédeas da vida. Fazermos coisas comedidas e não apenas por impulso. Mas quero crer que não devo levar em consideração tudo que a psicologia me disser. Ela é um ramo de ciência que está engatinhando. Há muita coisa por aprender sobre o ser humano e o que o leva a tomar certas atitudes. Cada pessoa porta seu universo pessoal. A atividade do pensamento humano é meio-previsível, meio-caótico. Indecifrável em sua totalidade, portanto. Depois eu volto ao gatinho...

sexta-feira, maio 27, 2005

Vivo

Não é propaganda de celular. Dou sinal de vida.
Depois de um "longo e tenebroso inverno", eis que estou aqui, voltando a postar.
Confesso que não consigo ser assíduo no blog, como gostaria. Era de meu desejo relatar aqui todos os meus mais consideráveis momentos. Como um diário. Mas, outra vez, confirmo oq eu já sabia: não sou disciplinado pra essas coisas. Ganhei Honra ao Mérito do Exército Brasileiro, quando na oportunidade que tive de servir à naçao assim como exigia a lei de então. Lá, disciplina tive, `a força. Mas é a outro tipo de disciplina a que me refiro agora.
Vejo essa disciplina do escrever paulatinamente, como algo que não me deixa livre. E, por aquilo que me prende não tomo gosto. Detenho-me, então, a escrever quando puder e der vontade. Como hoje, por exemplo.
Algo me fez parar pra pensar.(é besteira, eu sei!):
Quem disse pro gatinho não pular do telhado?
Um certo dia, estive observando um gatinho que havia chegado ao lugar mais alto do telahdo de uma casa. Ele miava, como que pedindo ajuda. Porém, não pulou. Parecia que tinha consciência da realidade. Como que soubesse dimensionar a altura que o separava do solo. Pus-me a pensar sobre se um bebê teria a mesma "consciência". É claro que não! Ele aprenderá isso mais à frente. Contudo, no caso do gatinho, quase bebezinho, não há que o diga e nem mesmo ele poderia aprender na prática pois esse aprendizado poderia custar-lhe a vida ou ser caro demais. Alguém diz: é o instinto! Mas dizer que é o instinto é simplificar e fugir de uma solução lógica pra meu questionamento. No proximo post pretendo me alongar nessa questão e quiçás encontrar uma resposta pra mim mesmo. quiçás... agora vou almoçar.

quinta-feira, abril 28, 2005

Provas

Semana recheada de provas e o tempo curto pra postar.

quarta-feira, abril 20, 2005

Einstein

Hoje foi um dia meio triste, pois fui ao funeral de um tio que faleceu de um acidente automobilistico, enquanto trabalhava pelo seu pão. À tarde trabalhei normalmente. Comprei um livro que é uma biografia de Einstein. Vou ler aos poucos. Estou tendo provas por esses dias.

segunda-feira, abril 18, 2005

As conexões ocultas

Continuei hoje a leitura desse livro. Recomendo é muito interesssante, como os outros do mesmo autor.
Ele nos mostra uma maneira suigeneris de observar o mundo a nossa volta.

sábado, abril 16, 2005

Teoria do Caos

Ultimamente estou fascinado por cadeiras que estou pagando na FFPG da UPE. Notadamente Filosofia da Educação e Filosofia da Ciência. metodologia cientifica também está sendo interessante. Nosso professor achou um jeito de não tornar massante essa cadeira e acho que todos estão tendo um bom aproveitamento. Me fascina também a Teoria do Caos. Estou lendo sobre.

Big Bang

O começo de tudo