domingo, fevereiro 06, 2011

Os opostos nao se atraem ...

Virtude e vício: a verdadeira batalha dentro da mente do homem.
Margareth Mead disse: “A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”.
Eu digo que a virtude, até certo ponto, é o que nos mantém vivos. O vicio aos poucos é o que nos mata.
É na mente do homem, mais precisamente dentro do seu cérebro que acontecem as mais fantásticas trocas químicas que são responsáveis pelo que sentimos. O cerne de nossa existência como humanos passa por lá. Dor e prazer.
Todos escolhem um dos dois pra começar. Trabalhar é um oficio e representa a dor que mais tarde culminará com o prazer da vitória pelo esforços empreendidos. O vício, por outro lado, está relacionado com a idéia de perda, derrota, queda denotada socialmente pela exclusão do indivíduo viciado devido às limitações a que se impôs em consequencia do vício. Ninguém busca se não algo que o satisfaça. A busca é incessante pelo prazer em suas várias facetas.
É a busca pela recompensa. Simples assim. Quem ama quer ser amado.O prazer substitui a dor.
A quem diga que somente há cura para um vício com outro vício. Há os que digam que todos somos, em diferentes graus, viciados em alguma coisa... Então os opostos não se atraem, se anulam; Prazer pra acabar com a dor. A dor para trazer a vitória... Um aparente ciclo que nunca se acaba ...

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Corpo humano: mais um sistema complexo de vidas

Ao olhar para alguém, exceto no caso de irmãos siameses, a primeira coisa que percebe-se à primeira vista um indivíduo, unico. Uma vida individual normalmente consciente. Ora pois que a unidade é apenas uma percepção do senso comum. Cada um de nós somos muito mais que um ser vivo. Somos vários, Ainda mais: somos um sistema formado por muitos seres vivos que vivem conosco desde o dia em que nascemos até o que dia que nos aquietaremos. Além de uma quase incontável quantidade de células de cada parte de nosso corpo, carregamos conosco uma quantidade ainda maior de seres vivos, sejam esses bactérias, vírus, fungos, vermes e outros tantas criaturinhas que muitas vezes nos permitem viver adaptados à condições desfavoráveis do ambiente que nos rodeia. Por que então falar em ser se somos um sistema que na maior parte da vida vive harmoniosamente. Servimos e somos servidos e vamos levando a vida. Mas não estamos sós. Vidas nos acompanham não nos esqueçamos nunca. A vida por si só é maior que nossa própria vida. Seguimos nessa aspiral. Sim! asprial! Ciclos, se bem observados, não existem, pois se assim o fosse estaríamos sempre voltando ao mesmo lugar e momento. As aparências nos enganam. Como uma mola, continuamos aparentemente passando pelas mesmas experiências. Mas elas sempre serão novas. Cada momento é um momento, não importa o quão seja parecido com outro que já passamos.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Caixeiro Viajante, o problema.

Quando de minha mocidade nunca havia imaginado me tornar praticamente um caixeiro viajante. Desses mesmo que percorrem distâncias imensas pra levar produtos a diversos pontos de uma região; cabem parenteses aqui sobre que o produto no meu caso é o saber-fazer determinadas tarefas e o que eu vendo de certa forma é o conhecimento.
Quando se visita diversas cidades em um mesmo estado a primeira coisa que se percebe é que cada cidade é possui seu proprio universo de particularidades.
São singularides no modo de vestir, falar, comer, etc.
Ao viajar pelas estradas desse estado me vejo como alguem que olha na tela do cinema paisagens que se modificam a cada instante. A minha tela é a janela por vezes do automovel outras vezes do ônibus. Ora campos verdejantes, ora pedras que camufalan a vida que hiberna firme em talos compridos de vegetação aparentemente morta. A cana e a seca. Contrastes da mesma coisa: A vida teimosa e persistente.
Observo. Observo pessoas com seus gostos, jeitos, paixões...
O ponto comum para as pessoas em todos esse lugares é a vontade de conquistar. Uns dinheiro, outros fama, outros amor, outros admiração, companhia. O tesouro está no outro. O dinheiro compra pra gente o que é do outro e a gente admira. A fama advem exatamente do que o outro ve em nós e nao o que vemos em nós mesmos. A companhia somente de nossa consciência não é suciente. Está só é está sem valor. É essa dependência de nosso universo pessoal tem de outros universos pessoais, com seus proprios valores, que nos faz participantes de um universo mais amplo que é a vida. A busca e o encontro de nossos valores pessoais dentro do universo de valores das outras pessoas que nos faz então indivíduos felizes.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Aprender

IMHO - em minha humilde opiniao - acho que nascemos com capacidades
de movimento.
Ao movimento aqui me refiro a ida e vinda de informacoes
movimento nos dois sentidos(sujeito <-> ambiente=toda a informacao que o cerca)
perceber.
interagir.
fazer parte dessse sistema(a acao e reacao, tambem)
no fundo, ou em sintese, nao somos mais que informacoes contruidas a partir de modelos que recebemos, percebemos e modificamos

sábado, novembro 14, 2009

Twittando

Afinal o que é esse tal de twitter?
Voltando ao blog após uma ausencia desde janeiro. Viagens, Viagens.
Pretendo ficar mais presente no blog. Quanto ao Obama está evoluindo, mas ainda continua mais promessa que outra coisa. Quem sabe em 2010 se materialize alguma de suas intenções ...

domingo, janeiro 18, 2009

Obama!

Até que em fim a era Bush chega ao fim. Tudo mudará nos EUA e no mundo.
Mudará? Quem pode afirmar isso?
Obama é de outro mundo? Ele é criado sob a mesma educação e cultura que tantos outros condutores da política mundial. Por que ele faria tudo mudar como tantos sonham e tem expectativas? Como os EUA veem o mundo é como o Obama o verá.
Ele poderá ser a grande susrpesa ou grande decepção desse fim de década para toda a gente que ainda tem esperanças que os problemas do mundo possam ser resolvidos com a política.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Conceito? Há?

A adolescência, ao meu ver, é um processo pelo qual passa todo sujeito que influenciado pela mais diversas condições físico-sócio-ambientais, vivenciam mudanças no modo de se relacionar com outros. É neste momento de alterações do corpo e nível do entendimento, que o sujeito procura compreender quem é ele em si e qual o sua função no meio em que vive: desinteressa-se ou interessa-se por problemas de ordem moral e ética e, por vezes, adota ideologias ou não adota nenhuma. Alguém no passado definiu esse momento de adolescência como um tempo de tempestade e estresses. Me pergunto se não há tempestades em outras fases da vida ou também conflitos. A adolescência é então um túnel escuro onde todos tem que passar obrigatoriamente e onde há uma luz no seu fim. Pode-se ou não sair de lá mais adulto, entretanto nunca mais igual a como entrou.

Adolescência

Como uma das etapas marcantes na vida de qualquer pessoa, a adolescência apresentou-se em minha vida como um despertar de responsabilidades de cunho pessoal ou coletivo. Questionamentos e inquietações pelo porquê dos problemas da comunidade,cidade, país e do mundo como um todo. No lado pessoal, senti-me obrigado a ser e agir como os outros de mesma idade. Mas não me via um “igual”. Não me senti um transgressor. Porém não aceitava o que via na sociedade capitalista. Além disso, não gostava dos extremos direitista e esquerdista. Não lembro de gostar de imitar alguém ou algum padrão. Mas procurava uma personalidade própria. Não gostava de modismos. Nem grupos. Cumplicidade e nem segredos. No máximo um ou outro amigo, mas não muito próximo. Odiava cobranças. Sejam essas de cunho social.: ex.:Porque ainda não namorou?! Ainda não teve sua primeira noite com uma mulher?! Acho que isso, pelo menos isso, é padrão ate nos dias de hoje para o garotos. Não concordo então com generalizações de que existem fases na vida em que “coisas” tem que acontecer, apesar de que para maioria “coisas” acontecem numa certa faixa etária.

RELEMBRANÇA

A felicidade, além de dádiva, é uma condiçao que é consquistada a cada minuto de nossas vidas. Que dia a dia sejamos sábios, o suficiente, para alcançar esse grande prêmio que Deus nos concede pela razão de estarmos participando dessa dança que se chama vida!

domingo, março 26, 2006

Uma pergunta: onde estavam os protestantes da Alemanha quando da ascensão do nazismo?

O protestantismo nasceu na Alemanha com Lutero e outros, como reação às atrocidades e venda de indulgências pelo império da igreja na idade média. A Alemanha, até os dias de hoje, conserva-se dividida entre 50% de católicos e 50% de protestantes, se desconsiderarmos outros credos minoritários, agnósticos, ateus, etc.
Sabe-se que na segunda guerra foram perseguidos os judeus, assim como diversas minorias consideradas impuras, como os ciganos e os testemunhas de Jeová.
É sabido que a Igreja Católica Romana apoiara o partido nazista em 1933. Sendo traídos pelos próprios nazistas um ano depois com a proibição das atividades de comunidades católicas.
Sabe-se também que em 1937 os hitleristas procuraram dominar através da associação dos ‘Cristãos Alemães’, nazistas convictos, disposta a ‘acomodar’ as Escrituras ao credo nacional-socialista, expurgando-as de tudo que pudesse recordar o judaísmo, o anti-racismo, etc. Sob a direção de Martin Niemoller (que, em 1937, foi internado num campo de concentração), a maioria dos pastores luteranos protestou.”
Mas nada mais que protestos. Quase nada se tem em informações sobre o papel das comunidades protestantes na Alemanha por aqueles dias.
Onde estavam, então, os auto-proclamados mais esclarecidos e conhecedores da Verdade cristã?
Ei de me inteirar mais sobre esse assunto. O que me parece é que foram eles também dominados pela insensatez que permeia a alma humana quando está pobre e sem sede por liberdade.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Defendendo o realismo

Texto de 02/05/2005

Situação hipotética:

O professor segura uma esfera de chumbo. Há vários fatos a serem percebidos aí. O professor mostra para todos que a esfera tem forma. A esfera ocupa um lugar no espaço, portanto. Ela tem peso. tem cor, por causa da interação da luz sobre sua superfície. Ela pode ser mais ou menos polida ou não, etc. Esses aspectos podem facilmente serem percebidos por todos. Então diz-se que essa esfera é real. Ela existe. Mas ele demonstra que a há mais coisas que poderiam ser percebidas ou conjecturadas sobre a esfera. De que ela é formada? Seria ela feita de uma única substância? Como seria a forma de partes menores dessa esfera se observadas de um microscópio ótico? E como seria ela vista de um microscópio eletrönico se tivéssemos esse à disposição? Poderíamos fazer conjecturas, especulações sobre essa realidade por nós não observada. Criaríamos metáforas. Talvez nos aproximássemos do que realmente seriam as respostas pra tais indagações. Mas isso dependeria do nosso grau de teorização e de disponibilidade de instrumentos cada vez mais precisos para observarmos cada vez melhor a realidade da esfera. Mas a realidade da esfera está lá. Não precisamos inventar essa realidade. Nem, tampouco, diríamos que o conhecimento nasceria na esfera. Mas existiria o conhecimento sobre a esfera, sem a existência da esfera? A teoria leva a mais teoria. Isso sendo fomentado na racionalidade do ser humano, que na sede do querer saber e ter pelo menos um míninmo domínio e explicações para a realidade que o rodeia , e para sua existência, persegue a conhecer a realidade.


Meu jeito de enxergar a realidade

Texto escrito em 02/05/2005

O Realismo prega que a existência da realidade independe da nossa consciência, ou seja, a realidade existe independementemente de ser percebida por nós. O realismo crítico defende além disso, que as afirmações da Ciência, a respeito dessa realidade, são construções da mente humana. Tais construções podem ser encaradas como possuidoras de um caráter metafórico, e portanto, tendo também um elemento subjetivo. O conhecimento não é acabado, definitivo. A verdade percebida não é a verdade absoluta, mas um modelo, uma metáfora que porta semelhanças e diferenças com a realidade. Esse conhecimento é, portanto, provisório e conseqüentemente mutável.
Tomemos como exemplo da realidade existente o fato de que existem planetas extra-solares(exosolares):
Até bem pouco tempo atrás, planetas exosolares eram apenas vislumbrados como possibilidades e probabilidades matemáticas apontavam para que existissem. Foram percebidos recentemente, em cálculos matemáticos feitos por cientistas que observaram irregularidades em movimentos de estrelas não muito distantes de nosso sistema solar. Irregularidades essas que somente poderiam ser explicadas pela presença de algum corpo, até então, invisível diretamente aos instrumentos de pesquisas. Em 30 de Abril último, um desses corpos foi fotografado pela primeira vez, segundo o jornal especializado Astronomy and Astrophysics e com matéria publicada na BBC Brasil.
Conclui-se desse modo que a realidade da existência desse planeta era apenas especulativa mas que tornou-se um fato objetivo mediante uma busca científica intensa para materialização dessa realidade perseguida.
A ciência empreende uma incessante busca cujo objetivo é aproximar-se da realidade absoluta mas entende que há um limite e que não pode alcançar essa meta, o que resultará num extremo ideal que é a verdade objetiva.

O que é ciência?

A minha definição pessoal de ciência:
A palavra ciência vem do latim cientia, derivada de scire, conhecer.

Poderíamos dizer que Ciência é a tentativa ou processo dinâmico de busca do entendimento da verdadeira realidade percebida, por seres conscientes, de forma geral e de maneira sistematizada, mas que normalmente é aplicada sobretudo de modo organizado em experiência sensorial objetivamente verificável, fazendo uso da razão.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Ciência, por quê?

O homem, do nascimento até sua maturidade, passa por etapas semelhantes à história do ser humano na sua evoluçao:
Descobre o que está ao seu redor, que não está sozinho e que há fontes de prazer com os seus sentidos;
É também "apresentado" bem cedo a dor ou a algum tipo de desconforto ou privação;
É submetido aos perigos do ambiente em que vive;
Faz descobertas subjetivas sobre a realidade que o cerca;
Faz experimentações no intuito de testar aquelas pequenas descobertas, que para ele são grandiosas e, assim, descobre ainda mais coisas sobre sua realidade.

Fico maravilhado quando paro pra pensar sobre a capacidade de assimilação, memorização e criatividade que tem uma criança seja ela de qual idade for. A criança é uma investigadora. A tudo observa. Quer pegar. Para ela tudo parece ser fonte de prazer. Mas ao mesmo tempo é origem de conhecimento o qual ela precisará cada vez mais ter pra pode ir lidando com as novidades que a cada dia surgem em sua vida. Parece ser muito difícil conceituar inteligência de forma definitiva, porém não devemos negar que qualquer conceito tem que passar pela capacidade principal que faz o ser humano um ser inteligente: a competência em aprender, assimilar o que foi aprendido relacionando-o a outros conhecimentos e em seguida sendo criativo.
É a pergunta que leva o homem até a realidade.
A criança faz perguntas. É a sede do saber. E quando a respostas já não a satisfazem, ela vai em busca de suas prórpias respostas. Talvez aí, começando sua maturidade.
O senso comum está presente na ingenuidade de uma criança. Quando se busca algo além do senso comum aparece aí uma necessidade imperiosa de mais precisão nas informações. Essa necessidade leva-nos ao que chamamos comumente de ciência.
Para estar ciente e não apenas consciente da realidade que o cerca, o homem tende em não aceitar o mundo como ele é apresentado a si por contemporâneos e também por seus antepassados. Se assim não o fosse, não haveria o progresso na aquisição de conhecimento sobre tudo o que existe.
Por que um batom é um batom? Por que a lua tem fases? Por que a mulher tem suas "fases"?
Por que existe o azul, o preto ou todas as outras cores?
Como resolver algo que me aflige. E como ser rápido nisso?
Para cada resposta existe um caminho a percorrer. Nem sempre chegar a conclusões e soluções é fácil.
Se fizermos uma analogia, aquele que busca conheciento é um atleta. Há atletas que não conseguem transpor certas barreiras. Mas há um grupo especial de atletas que consegue vencer as barreiras sem grandes dificuldades. Assim são as pessoas que se dedicam a estudar a realidade que os cerca.
A ciência nasce necessariamente na pergunta e vive da inconformidade da resposta.
Buscar na ciência é tentar responder com a verdade mais precisa.
A ciência é, em sintese, a busca pela resposta.
Há ciência porque queremos a resposta verdadadeira.

sábado, janeiro 21, 2006

Inteligência Artificial

Não. Eu não estou para escrever sobre a inteligência de algo feito pelo homem.
Me refiro a artificialidade do conceito de inteligência normalmente usado no dia-a-dia.
Quando falamos sobre inteligência estamos normalmente nos referindo ao QI. Presume-se que o qanto maior o QI, maior a inteligência.
Quero me focar agora na intligência humana.
Pergunto o que é inteligência?
Antes de responder lembremos de algumas palavras que estão intimamente ligadas à inteligência:
pensamento, concepção, compreensão, discernimento, juízo, raciocínio, talento, apreensão, percepção e conhecimento, entre outras.
Comumente atribuímos a palavra inteligente a alguém que em relação a outras pessoas, ou à nós mesmos, sobressae-se em algum tipo de atividade, tarefa ou trabalho. Alguém que memoriza com grande falicilidade números, nomes, etc, ou que tem facilidades para analogias ou para matemática, litura, escrita, artes, etc, poderia com frequência ser chamada de inteligente.

Mas como pode a inteligência ser medida?
Toda medida é relativa. Não podemos medir algo sem termos uma medida padrão.
Ora, se a inteligência é uma capacidade do ser humano, somos levados a conclusão que teremos que comparar capacidades de uns humanos em relação a outros.
Mas como comparar se cada um de nós somos tão tão diferentes com relação a idade, experiências vividas, conhecimentos científicos, crenças, medos, pré-conceitos, etc?

Partamos da seguinte situação:
Um indivíduo está a caminhar de sua casa no campo ate uma determinada localidade, trajeto que o mesmo nunca fez, e encontram uma bifurcação logo adiante em seu caminho.
Qual o caminho escolher? o da direita ou o da esquerda?
Como utilizar a inteligencia nesse caso?
Numa situação nova onde é exigida uma esolha o ser humano pra o desconnhecido, somos levados procurar na memória por uma situação parecida pra poder reagir a essa nova situação. Recorremos à experiência adquirida. Mas o que nos garante que a escolha ainda assim seja a correta?
As chances de acerto são de 50%. Como ainda assim não há garantias de acerto, tentamos aumentar nossas chances recorrendo à análise de indícios que podem nos levar ao acerto na escolha. Nessa situação, por exemplo, poderíamos observar as marcas no solo feitos por automóveis ou por outras pessoas que poderiam ter passado recentemente e deixado suas marcas ou pegadas.
Havendo essas marcas, concluímos, com a ajuda da lógica, que o caminho para a cidade pode ser aquele que é utilizado com mais frequência e que portanto tem mais marcas.
Porém, ainda assim não temos certeza de acerto. No entanto, teremos que fazer a escolha.
Nós temos a capacidade de reagir a esses desafios do desconhecido usando a memória, coletando informações sobre o momento em que acontece a situação, sobre o que nos cerca













Sabe-se de antemão que os dois caminhos levam ao mesmo destino, porém a topografia por onde passa cada uma das estradas difere entre si. Nessa há um rio que deverá ser transposto à nado.
Na outra estarda há uma planície num deserto, porém esse caminho é o mais longo.

sábado, dezembro 31, 2005

Felicidade


Eu pensei que já soubesse o que é felicidade. Que espanto não foi o meu ao pesquisar na enciclopédia o termo felicidade e encontrar além do habitual significado de alegria ou sentimento de prazer, um outro que nos remete aos princípios da civilização, mais precisamente na mitologia romana. Essa nos conta que a felicidade é uma divindade alegórica, representada na figura de uma rainha em seu trono, tendo um caduceu(um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas. É um antigo símbolo, cuja imagem pode ser vista na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as tábuas de pedra denominadas, na Índia, nagakals. Também é um símbolo moderno das ciências médicas e contábeis.) em uma das mãos e cornucópia (abundância dos anteriores) na outra.
Vejo nessa simbologia romana algo que muitos buscam em suas vidas até os dias de hoje.

Essa tal felicidade que, para os antigos romanos era representada pelo trono ocupado por alguém que ostentava em suas mãos os símbolos de tudo que buscamos, seriam: saúde, posses(inclusive dinheiro e poder) e a abundância desses.


Na Grécia antiga, a Demócrito de Ábdera, que só começou a ser conhecido em Atenas com Aristóteles, ocorreu o conceito de felicidade como paz da alma. O abderitano usa principalmente o termo paz interior, mas também as expressões imperturbabilidade, serenidade, impassibilidade, harmonia, equilíbrio, bem estar, calma (do mar). É possível recuar até os pitagóricos aos quais eram comuns as noções de harmonia e equilíbrio.


Então vemos que o conceito de felicidade modifica-se de acordo com o freguês. Mas podemos ver o ponto comum que é com o preencher das aspirações e necessidades que somos levados ao caminho para a felicidade.

Pesquisando encontrei um citação significativa de Jean-Jacques Rousseau:
"Tudo muda à nossa volta. Nós próprios também mudamos e ninguém pode estar certo de amar amanhã aquilo que hoje ama. É por isso que todos os nossos projectos de felicidade nesta vida são quimeras."

A felicidade pra mim é imperceptível externamente. Ela está dentro do coração(sentido figurado) do ser humano. Podemos ou não, ver sinais de sua presença. Sorrisos que podem demonstrar alegria ou contentamento, o modo de falar, o olhar de quem a efetivou, a postura, a vontade de viver, etc.
Projetar para o futuro felicidade é loucura, como diz Rousseau, mas ainda não há nada melhor que ser feliz.
Há felicidades momentâneas e coletivas, como na conqusita de uma Copa do Mundo ou do fim de uma guerra. O que era tristeza ou apreensão torna-se o mais puro e espôntaneos dos sentimentos.

Rápida e intensa como o sexo(ou esse faz parte dela?), a felicidade passa, mas a nossa busca por mais felicidade é que nos prende à vida.
A felicidade perpétua não parece estar guardada para os pobres iludidos mortais.

Na atualidade (ou isso já acontecia antes?), a felicidade é utilizada para legitimar todas as nossas ações.
Até parece que em seu nome é justo trangredir todas as normas e regras que permitem a harmonia da convivência entre os indíviduos. A felicidade individual nunca deveria sobrepujar a felicidade coletiva.
Há uma máxima que é muito ouvida por todos os cantos:"Se você é feliz, tudo bem..."


Arthur Schopenhauer escreveu:
"...
ter em si mesmo o bastante para não precisar da sociedade já é uma grande felicidade, porque quase todo o sofrimento provém justamente da sociedade, e a tranquilidade espiritual, que, depois da saúde, constitui o elemento mais essencial da nossa felicidade ..."

Muito pelo contrário dele, penso que a felicidade depende também da convivência do indivíduo com os seus pares.
Poderia um indivíduo ser feliz em absoluta solidão?
Sozinho o ser humano encontra-se vivo, mas não vive.
Compartilhar, trocar, receber, doar são ações que inexistem na ausência de outro semelhante.
Quando alguém toma algum objeto, bem ou pertence, de alguém não é exatamente o objeto que ela quer tomar para si, mas a sua aparente felicidade representada naquele objeto, a qual ele sente que lhe está em falta.
Seria o ladrão realmente feliz?
O ladrão vai em busca do ouro de tolo. Esse nenhuma valia terá para ele. Esse ouro é a água que não sacia.
Possivelmente constatar-se-á nele uma aparente contentação que, no entanto, não tarda a desaparecer.
Já aquele do qual foi subtraído o objeto, não perderá a sua felicidade, mesmo que esse bem venha a fazer falta. Pelo contrário, essa falta será o motivador para ir em busca da substituição do bem perdido, batalhanado e conseqüentemente podendo conquistar até mais do que o precisa, o que trará para si mais felicidade.

Nenhum objeto material porta a felicidade.
Então, o que é e onde está a felicidade?
Não há frase que resuma a felicidade.
A mim parece que a felicidade consiste exatamente em haver algo desejado e degraus pra galgar e
a possibilidade de atingir esse objetivo desejado quando do fim dessa empreitada.
Vencer pequenas batalhas parecem trazer mais felicidade que vencer uma grande guerra e não ter mais pelo que batalhar.

É feliz aquele que transofrma sua realidade da forma que deseja e faz, também, feliz os que o circundam.
Ou seja, aquele que transforma a sua própria realidade tornando a si e outrem feliz e permite que os próximos a si também transformem as suas realidades da forma que desejarem fazendo outros felizes, e assim por diante, será feliz.
Novamente: a felicidade de um depende da felicidade dos outros.
Caminhar em sentido oposto a isso é procurar ser infeliz e fazer infelicidade.
A felicidade depende da entropia. Porém, essa é uma outra forma de verificar isso.
Outra: felicidade é procurar o difícil, pois o fácil já está nas mãos.
O trabalho deveria atribuir mais valor
ao indivíduo que ao que ele produz.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

A vida é uma órbita

Se fosse uma carta, queria começar essas palavras com o tradicional "Querida ..." mas mesmo em carta(que ninguém manda mais) ou e-mail, as vezes gosto de fugir do modelo previamente estabelecido. É como se eu tentasse ir contra o sentido da correnteza. Toda a gente gosta de brincar de escrever o destino. Mas nem mesmo sei se ele está escrito e, se está, resta alguma linha que podemos acrecentar nele.
O certo é que o destino prega-nos peças aqui e acolá.
Em matemática chama-se tangente a uma linha, normalmente reta que toca uma circunferência em um só ponto.
Em astronomia existem corpos que orbitam o sol, possivelmente tamb[em outras estrelas, chamados de cometas. Esses passam periodicamente próximos ao astro rei e mantêm-se perto sem tocá-lo por algum tempo de sua órbita. Mas esse tempo de aproximação é , normalmente, muito curto. Normalmente dias ou poucos meses até que sua órbita o leve pra bem longe. Sua órbita na maioria das vezes o traz de volta muito tempo, anos décadas ou até séculos, depois. Tudo depende da órbita(caminho) que esse é levado a perfazer em torno daquele.

Comparo o nosso encontro com outras pessoas durante a vida, com as coisas da matemática ou astronomia. Diferentemente da tangente que vem do infinito e toca a circunferência, seguindo infinito adiante, a órbita do cometa, sem tocar, segue o percurso de uma elipse, que ora o deixo bem próximo, ora bem distante do sol. Nem tanto a tangente, mais ao cometa que por pouco tempo pôde admirar o sol, mesmo quando esse o aquece, derrete, tira um pouco do seu ser(massa) e acrescenta mais calor a esse. Logo após, o cometa já não será tão frio.
O cometa segue, mesmo que modificado. Entretanto, já não é mais o mesmo cometa!
Somos como o cometa ou como o sol, depois do contato, ou proximidade com outras pessoas, já não somos mais os mesmos.
Cruzamo-nos nessa existência como o caminho percorrido por um cometa ou até como tangente da matemática, que chega a contactar a circunferência. Contudo, logo seguirão cada um o seu rumo. Levamos deles coisas que não esquecemos, outras que nem percebemos. Talvez veremos a vida de uma forma diferente. Melhor?
Quiçás, seja esse o sentimento de que falam os poetas, que poderemos sentir com esse tipo de aproximação.
Podemos nos arrepender de desejar certas coisas. Mas, a mim parece que não há porque arrependermo-nos de amar.

O que é a felicidade se não é fazer alguém feliz?
Não está aí a retribuição?
Não existe felicidade egoísta.
Se quem amamos também nos ama, como no Lego, o encaixe está perfeito.
Pelo pouco que experimentei, penso que a arte de viver tranqüilo está em compreendermos que nem tudo está sob o nosso controle.
Compreender a imperfeição das pessoas e a nossa, saber que somos cada um tomados por desejos e tentações, vontades de experimentar o que nunca foi a nós permitido.

Então quando a vida segue seu rumo, matenhamos a motivação para perseguir o que desejarmos e sonharmos.
Nós não somos obrigados a sermos os melhores, como pregam os capitalistas. Então, não nos cobremos o impossível, não obstante, temos que fazer o melhor que pudermos.
Se somos faxineiros, que tal procurarmos deixar tudo limpinho? Na área da justiça, obrigação de procurar a verdade. A isso chamam dedicação.
Ou seja, fazer bem feito e com consciência tranqüila.

Carinho, esperança, compreensão, paciência, etc. Coisas que o amor pode nos fornecer. Temos que cultivar isso. Não podemos buscar as coisas desse mundo como o principal obejtivo. Fama, dinheiro, sucesso profissional, etc, são importantes, mas não nos farão mais felizes se já não formos. Será que essas coisas valem a felicidade pessoal?
Valem a felicidade dos filhos?
Valem nossa prórpia felicidade?
Temos que buscar essas coisas mas para o engrandecimento de toda a criação e, conseqüentemente, do nosso ser.
Temos que ser nós mesmos.
Não devemos viver de interpretar papéis na vida. Se já nos é tão difícil ser nós mesmos, ser um outro diferente, do jeito que as pessoas querem que sejamos, ainda dá mais trabalho e nos anula.

Não nos desviemos das sabedorias que aprendemos na vida. Procuremos a verdade. Cada qual deve saber muito bem onde a procurar.

Não percamos a simpliciade de criança, mesmo que o mundo a queira mudar. Mesmo que todos desejem nos embriagar com fantasias, não podemos perder a nossa essência. Tomemos cuidado, pois, com as ilusões.
Dependendo do caminho que sigamos, quem sabe seremos o cometa voltando pra admirar o astro rei, ou a rainha...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

As diferenças entre amor e paixão

A maioria das pessoas, pelo que tenho notado, sabem bem que paixão e amor são coisas completamente distintas.
A mim não cabe a tarefa de especificar ou quantificar essa diferença.
Quero apenas tentar traçar as mais notáveis características que marcam essa diferença.
Para que o que eu disserte tenha sentido, admitiremos, em princípio, que a paixão e o amor existem.

A palavra paixão vem do termo latino passione, que queria dizer sofrimento.
Na wikipedia encontramos a definição de Paixão como um sentimento de ampliação patológica do amor. Na paixão, o enamorado projeta a sua personalidade no ser amado e se perde nele, como se aquele fosse um pedaço seu que foi embora. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É um sentimento doloroso e patológico, porque , via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Sendo assim, a palavra paixão nos lembra martírio, o que, em suma, não parece ser uma boa ou saudável coisa.

Ao amor dá-se, desde a grécia antiga, um significado mais nobre. Ao chamar o amor de ágape(há outras palavras no grego para amor), os gregos referiam-se a um sentimento desprovido de interesse do tipo que se tem, ou se deve ter, por outra pessoa, seja pessoa amiga ou inimiga.
Comparo a uma rua de mão única.
O amor, nesse sentido, é uma ligação só de ida do presente com o futuro.
A paixão é uma rua de mão dupla: O apaixonado emite e recebe de volta o reflexo do que projetou e vê apenas o que quer ver naquela pessoa. Por isso, nesse caso, o outro nos parece perfeito.
A paixão nesse sentido é uma ligação com o presente e apenas com o presente. Ao apaixonado o que importa é o agora.

O amor é o "ser-se feliz" em outra pessoa. É ser feliz quando a outra é feliz.
O apaixonado que ser feliz e o objeto de sua felicidade é o outro.

A paixão aparece rápida como o raio que corta o céu. Na paixão o outro não pode falhar. Ele é e deve cotinuar perfeito.
O amor é construído aos poucos e continua crescendo mesmo quando os outros falhem. Há um nível de tolerância admirável.

A paixão pode ser um meio de uma pessoa conseguir algum objetivo da outra pessoa como segurança, carinho, sexo, etc
Na paixão pode-se usar o artifício de máscaras (papéis) pra que se agrade sempre o outro e não o decepcione nunca.
No amor há autênticidade, não há medo de mostrar a imperfeição.

Na paixão nem sempre as afinidades são fortes e definitivas.
Para quem ama, o relacionamento como um todo é mais importante que particularidades da relação como o sexo, saúde ou finanças, etc.

segunda-feira, novembro 28, 2005

O que quer realmente a mulher?

Reproduzo aqui um mito da idade média, que até hoje eu não conhecia, mas que a mim aparece como realidade que eu já havia percebido há algum tempo.
Recontada por Robert Johnson em seu livro Feminilidade, Perdida e Reconquistada. A questão central é a pergunta : o que realmente quer uma mulher?

" Arthur quando jovem foi apanhado caçando ilicitamente nas florestas do reino vizinho, sendo aprisionado pelo rei. Ele podia ter sido morto imediatamente, pois este era o castigo por transgredir as leis de propriedade e de posse. Mas o rei vizinho, comovido pela juventude e simpatia do rapaz, ofereceu-lhe a liberdade com a condição de que encontrasse a resposta para uma pergunta muito difícil no prazo de um ano. A pergunta: Que realmente quer a mulher? Isto atordoaria o mais sábio dos homens e parecia insuperável para o jovem. Era melhor, porém, ser enforcado, e assim Arthur voltou para casa e se pôs a perguntar a todos que encontrava no caminho. Prostituta e freira, princesa e rainha, sábio e bobo da corte, todos foram inquiridos, mas ninguém conseguiu dar uma resposta convincente. Cada um deles avisou, no entanto, que havia uma pessoa que saberia a resposta, a velha bruxa. O custo seria muito alto,pois era proverbial no reino que a velha bruxa cobrava preços exorbitantes por seus serviços.

Chegou o último dia do ano e Arthur finalmente viu-se obrigado a consultar a velha. Ela concordou em fornecer a resposta satisfatória, mas o preço deveria ser discutido primeiro. E o seu preço era casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da Távola Redonda e o amigo íntimo de Arthur. O jovem fitou a velha bruxa horrorizado : ela era horrorosa, tinha um dente só, cheirava tão mal que enojaria até um bode, emitia sons obscenos e era corcunda. Enfim, a criatura mais detestável que já vira. Arthur tremeu diante da perspectiva de pedir a seu grande amigo que assumisse este terrível fardo por ele. Mas Gawain, ao saber do trato, assegurou a Arthur que isto não era pedir demais para salvar a vida de seu companheiro e ainda preservar a Távola Redonda.

O casamento foi anunciado e a velha bruxa revelou sua sabedoria infernal : "Sabe o que realmente quer a mulher ? Ela quer ser senhora de sua própria vida! Todos reconheceram na hora a grande sabedoria feminina e o Rei Arthur estava salvo. Ao ouvir a resposta, o soberano vizinho sem hesitar concedeu-lhe a liberdade.

Mas e o casamento? ! A corte toda presente, e ninguém estava mais dividido entre o alívio e a tristeza que Arthur. Gawain portou-se com cortesia, delicadeza e respeito. A velha bruxa exibia o seu pior comportamento, devorava a comida do seu prato com as mãos, emitia horrendos grunhidos e cheiros pavorosos. Até então a corte de Arthur jamais se havia sujeitado a tamanha tensão. A cortesia prevaleceu e o casamento se realizou.

Puxaremos uma cortina de prudência sobre a noite de núpcias, com exceção de um momento espantoso. Quando Gawain, preparado para o leito nupcial, esperava sua noiva, ela apareceu na forma da moça mais linda que um homem pudesse desejar! Gawain estupefato perguntou o que tinha acontecido. A moça respondeu que como Gawain a tinha tratado com gentileza, ela lhe mostraria sua aparência horrenda durante a metade do tempo e sua aparência graciosa na outra metade : qual delas ele escolhia para o dia e qual para a noite? Que pergunta mais cruel a ser colocada para um homem! Gawain fez os cálculos rapidamente. Será que ele queria uma linda jovem para mostrar durante o dia , quase todos os seus amigos a veriam, e uma bruxa horrenda à noite na privacidade do seu quarto, ou queria uma bruxa durante o dia e linda nos momentos íntimos? O nobre Gawain respondeu que preferia que sua noiva escolhesse por si mesma. Com isto, ela anunciou que seria a bela donzela para ele tanto durante o dia como de noite, já que ele demonstrara respeito por ela e concedera-lhe soberania sobre sua própria vida."