A origem da palvara tá na origem de tudo. Movere. Palavra latina para movimento. Motivo é o que faz mover, simplificando. Porém cuidado com as simplificações. Elas podem nos trair. Mas é o que mais está aparecendo na tv ultimamente; os comerciais tentam mostrar o que faz mover a nós e todas as outras pessoas. O motivo para possuir isso ou aquilo. O motivo para buscar isso ou aquilo.
Não passa de uma tentativa de implantar em nós vontade, desejo pelo que não precisamos. Motivação é o principal argumento do marketing. A psicologia é baseada nisso. O que faz com que uma pessoa se comporte desse ou daquele modo. Ou o que fará com que as pessoas comportarem-se assim ou assado.
Várias são as teorias e a mais amplamente utilizada na prática da psicologia: o condicionamento.
Behaviorismo propôs um modelo baseado em que o resultado influencia diretamente a repetição de uma ação.
Se o resultado de uma ação agrada essa ação passa a ser habitual. Ou seja , nesse caso despreza-se o conceito de instinto interior do individuo, suas emoções e desejos. Continua ...
Esse Blog objetiva apenas juntar retalhos de reflexões pessoais do autor sobre assuntos os mais diversos. Não tendo caráter científico, pode vir a conter incoerências. As informações deverão ser corrigidas logo que sejam percebidos erros; Quanto às ideias, podem ser sempre repensadas.
sábado, maio 19, 2012
sábado, abril 07, 2012
HIPOCRISIA
Depois de refletir sobre a corrente de pensamento do politicamente correto, dei-me de cara com o inevitável senso de hipocrisia.
Keith Stanovich fez um estudo mais aprofundado sobre a hipocrisia. De acordo com o seu pensamento, existem dois tipos de pessoas que não são hipócritas: uma minúscula e talvez inexistente minoria de pessoas que é tão "santa"(pura) que não se entrega aos seus mais básicos instintos e o outro grupo de pessoas que procuram não viver os princípios da moralidade e da virtude.
La Rochefoucauld, moralista, em meados do século XVII cita a essência do comportamento hipócrita como "a homenagem que o vício presta a virtude".
A palavra tem origem nos teatros da Grécia antiga. Máscaras diferentes usadas de acordo com o personagem que atores representavam, escondendo a realidade atrás da aparência.
Em minha opinião ninguém pode ser considerado hipócrita em sua essência, pois de algum modo, e em algum momento viverá a realidade do seu ser. Em outras palavras ninguém finge ser o que não é eternamente. Porém,
como disse o duque De LaRochefoucauld, muitas qualidades(falsas virtudes) são movidas pelo egoismo que faz nascer a hipocrisia, na tentativa de tomar para si mesmo atenção e por conseguinte aceitação. Seu alerta: falsas virtudes são inerentes de todo ser humano.
A maioria das pessoas, segundo esse raciocínio então, alternam entre os estados de realidade e hipocrisia.
Ser ou não ser, eis a questão.
Keith Stanovich fez um estudo mais aprofundado sobre a hipocrisia. De acordo com o seu pensamento, existem dois tipos de pessoas que não são hipócritas: uma minúscula e talvez inexistente minoria de pessoas que é tão "santa"(pura) que não se entrega aos seus mais básicos instintos e o outro grupo de pessoas que procuram não viver os princípios da moralidade e da virtude.
La Rochefoucauld, moralista, em meados do século XVII cita a essência do comportamento hipócrita como "a homenagem que o vício presta a virtude".
A palavra tem origem nos teatros da Grécia antiga. Máscaras diferentes usadas de acordo com o personagem que atores representavam, escondendo a realidade atrás da aparência.
Em minha opinião ninguém pode ser considerado hipócrita em sua essência, pois de algum modo, e em algum momento viverá a realidade do seu ser. Em outras palavras ninguém finge ser o que não é eternamente. Porém,
como disse o duque De LaRochefoucauld, muitas qualidades(falsas virtudes) são movidas pelo egoismo que faz nascer a hipocrisia, na tentativa de tomar para si mesmo atenção e por conseguinte aceitação. Seu alerta: falsas virtudes são inerentes de todo ser humano.
A maioria das pessoas, segundo esse raciocínio então, alternam entre os estados de realidade e hipocrisia.
Ser ou não ser, eis a questão.
sábado, março 24, 2012
Interpretação
Diz-nos a wikipédia que Interpretação é uma ação que consiste em estabelecer, simultânea ou consecutivamente, comunicação verbal ou não verbal entre duas entidades que não usem o mesmo código.
O que nos leva ao significado do verbo dessa ação; Interpretar é nada mais que decifrar, dar significado, explicar algo ainda não compreendido ou analisado.
A interpretação é fruto do intéprete e não necessariamente do objeto a ser interpretado, apesar de o segudo não existir sem o primeiro, que é seu fato gerador.
Há ai uma pitadinha de relativismo. As avaliações do objeto, trazem consigo uma carga de padrões originadas nas diversas culturas humanas.
Vejamos um exemplo simples:
Pergunte a um biólogo como ele interpreta o significado para o sexo. Faça mesma pergunta a um padre, a um advogado e a um filósofo, como exemplos.
Certamente teremos respostas carregadas de influências, entre outras, da atividade daquele que analisa a pergunta.
O intérprete de algum tipo de idioma escuta, analisa e entende à sua maneira o que foi dito e expressa consecutivamente a sua interpretação. Será tanto mais fiel a intepretação ao dito original, quanto mais próximo da cultura, dos costumes e do assunto, o intérprete estiver.
O dia-a-dia nada mais é do que uma sequência de acontecimentos sendo vividos e interpretados pela nossa consciência simultaneamente. Um dos motivos pelo qual não sentimos a mesma realidade, mesmo estando próximos um do outro. Veremos sempre cada qual com olhos diferentes, posto que entre o que acontece, o que vemos e a nossa conciência existem "filtros", que são originários da crença diferenciada de cada um dos que testemunham o que vêem naquele mesmo instante. O que queríamos ver, ouvir, sentir influencia de certa forma o que podemos interpretar. Toda realidade é em si um fato obscuro que interpretamos a todo momento e que toma sentindo para cada um de nós após a interpretação. Quando interpretamos de forma similar a outra pessoa estamos ai concordando, tendo a mesma opinião.
Gostamos provisoriamente das pessoas que concordam conosco, mesmo quando estamos errados.
O que nos leva ao significado do verbo dessa ação; Interpretar é nada mais que decifrar, dar significado, explicar algo ainda não compreendido ou analisado.
A interpretação é fruto do intéprete e não necessariamente do objeto a ser interpretado, apesar de o segudo não existir sem o primeiro, que é seu fato gerador.
Há ai uma pitadinha de relativismo. As avaliações do objeto, trazem consigo uma carga de padrões originadas nas diversas culturas humanas.
Vejamos um exemplo simples:
Pergunte a um biólogo como ele interpreta o significado para o sexo. Faça mesma pergunta a um padre, a um advogado e a um filósofo, como exemplos.
Certamente teremos respostas carregadas de influências, entre outras, da atividade daquele que analisa a pergunta.
O intérprete de algum tipo de idioma escuta, analisa e entende à sua maneira o que foi dito e expressa consecutivamente a sua interpretação. Será tanto mais fiel a intepretação ao dito original, quanto mais próximo da cultura, dos costumes e do assunto, o intérprete estiver.
O dia-a-dia nada mais é do que uma sequência de acontecimentos sendo vividos e interpretados pela nossa consciência simultaneamente. Um dos motivos pelo qual não sentimos a mesma realidade, mesmo estando próximos um do outro. Veremos sempre cada qual com olhos diferentes, posto que entre o que acontece, o que vemos e a nossa conciência existem "filtros", que são originários da crença diferenciada de cada um dos que testemunham o que vêem naquele mesmo instante. O que queríamos ver, ouvir, sentir influencia de certa forma o que podemos interpretar. Toda realidade é em si um fato obscuro que interpretamos a todo momento e que toma sentindo para cada um de nós após a interpretação. Quando interpretamos de forma similar a outra pessoa estamos ai concordando, tendo a mesma opinião.
Gostamos provisoriamente das pessoas que concordam conosco, mesmo quando estamos errados.
domingo, março 18, 2012
O silêncio fala mais que mil palavras
Mais do que a ausência de sons e qualquer tipo de ruído, o silêncio aqui referido denota a falta de comunicação de qualquer forma. Um dos inimigos dos solitários, o silêncio apavora a maioria dos seres humanos, aqueles que não gostam de estar sozinhos. Ao escrever aqui estou rompendo o silêncio.
Na verdade, nunca estamos em silêncio perpetuo. O pensar, raciocionar, sonhar, elimina o silêncio.
Então o silêncio não existe. Como falar de algo que não existe? Calar sobre alguma coisa ou assunto também é falar sobre aquilo. Como diz aquele ditado: "quem cala diz que consente".
Então podemos falar figurativamente de vários silêncios; mas nunca do impossível silêncio. É do silêncio que nascem as mais extraordinárias obras da literatura. Os escritores poderiam dizer: o silencio que mais fala é o do papel em branco.
O mais aterrorizante dos silêncios: o da tortutra. O mais nobre: o daqueles que a desafiam e não dizem o que querem ouvir aqueles que a praticam(tortutra). O silêncio forçado das ditaduras. O silêncio do casamento: "... ou cale-se para sempre".
Como o silêncio em verdade não existe, nos sobra o consolo de saber que o único silêncio que resta é o da ideia que ainda virá.
Na verdade, nunca estamos em silêncio perpetuo. O pensar, raciocionar, sonhar, elimina o silêncio.
Então o silêncio não existe. Como falar de algo que não existe? Calar sobre alguma coisa ou assunto também é falar sobre aquilo. Como diz aquele ditado: "quem cala diz que consente".
Então podemos falar figurativamente de vários silêncios; mas nunca do impossível silêncio. É do silêncio que nascem as mais extraordinárias obras da literatura. Os escritores poderiam dizer: o silencio que mais fala é o do papel em branco.
O mais aterrorizante dos silêncios: o da tortutra. O mais nobre: o daqueles que a desafiam e não dizem o que querem ouvir aqueles que a praticam(tortutra). O silêncio forçado das ditaduras. O silêncio do casamento: "... ou cale-se para sempre".
Como o silêncio em verdade não existe, nos sobra o consolo de saber que o único silêncio que resta é o da ideia que ainda virá.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Teoria da janelas quebradas
O limite da tolerância está em delimitar o intolerável.
Em casa, em empresas, em lugares públicos o sentimento de abandono leva a desosrganização e é o ponto fundamental para a completa imersão em mais desorganização, desprezo e abandono, gerando assim um ciclo vicioso.
"Onde passa um boi passa uma boiada" já dizia um velho ditado. É por esse raciocínio de excesso de tolerância que navegavam embarcações que naufragaram.
A vida é um barco.
"Parar de combater o que não se pode mudar", disse o pensador inglês John Locke, sobre a tolerância. O que ele quis dizer com isso é que para a liberdade de convivencia o ser humano deve aceitar que as pessoas, devido às suas origens, cultura e costumes, são diferentes entre si e que o que não se pode mudar nas outras pessoas deve ser tolerado. Mas até que ponto?
O grande mister da tolerância é exatamente saber até onde tolerar.
Pais que toleram pequenas travessuras de filhos serão mais para frente surpreendidos por travessuras cada vez maiores. Podendo, em muitos casos, nascer daí um potencial criminoso.
A teroria das janelas quebradas(James Wilson e George Kelling, 1982), postula que ao aceitarmos um janela quebrada em uma casa, por exemplo, estaremos dando um recado que esse lugar não tem dono ou alguém que se importe com o seu estado de conservação, estimulando, então, vândalos a quebrar mais janelas e com o tempo depredar todo o resto da edificação. Ao substituir a janela logo após sua quebra damos o recado oposto.
domingo, fevereiro 05, 2012
O politicamente correto
A correção política está em voga. Tomando um falatório neutro, relacionado a algum tipo de discriminação, cuidando para não ofender pessoas ou grupos no imaginário de raça ou sexo, é de certa forma compactuar com um eufemismo para o discurso de aceitação.
A troca de termos como velhice para "a boa idade" ou "deficiente" por "portador de necessidades especiais", são exemplos de retórica da política de correção.
Devemos notar que a arte de dizer o politicamente correto não implica necessariamente no pensar de correção politica. Críticos dizem que é mais uma maneira de censura, cerceando a liberdade de expressão. Ter bom senso, avaliar as situações, fazer escolhas coerentes, expressar as idéias que se queira são alguns dos alicerces da razão. Tomar para si como iguais pessoas das mais diversificadas culturas e crenças pode nos colocar em momentos de embaraços.
É um dilema que pessoas passem a ficar "caladas"(não expressarem o que sentem verdadeiramente), posto que a recompensa é não entrar em choque com o que é esperado de suas falas sobre um determinado assunto ou visão, posto que a recompensa é a aceitação por aquele grupo de pessoas que constituem-se suas interlocutoras.
sábado, janeiro 14, 2012
O Deus de Spinoza
O que sabes sobre o Deus de Spinoza?
O Deus que não precisa de templos frios(a imitação de sepulcros caiados) e de adoradores,
posto que a toda a natureza é o seu lar.
O que não precisa de crentes, mas dos que o sintam.
Crença é apenas esperança.
Os sentidos compõem a realidade experimentada.
Parar de viver para a próxima vida.
Aproveitar a essa que tens agora.
Ama mais aos mais próximos
e os distantes também.
Pedir milagres, enquanto tudo que vês é tão milagorso?!
Olhar para si, adorar o ego(vide psicologia), mesmo sendo o outro um belo espelho?
Spinoza não estava errado, tampouco certo.
Apenas viu Deus de um ponto de vista diferente.
Enxergamos somente o que interpretamos.
Foi o que ele conseguiu alcançar com todo o seu entendimento.
domingo, setembro 18, 2011
Mitos e os deuses antigos
Zeus, afrodite posseidon, cupido, chandra, dianius e tantos outros deuses só para citar como exemplo, habitaram a imaginação e a crença de gerações por milhares de anos. Talvez ainda habitem. Seja na Grécia, seja em Roma ou em outras culturas e civilizações, a solidão "espiritual" do ser humano levou indivíduos, e então grupos, das mais diversas classes e culturas a encontrar justificativas, explicações sobre o passado, presente e previsões para futuro. O futuro sempre inquietou nossos antepassados. Nos inquieta até agora. Olhamos para trás, passado, para explicar o que está acontecendo. Vemos o presente para moldar o futuro.
Simbologias, ícones, arquétipos como nomeou Jung, seja o que forem, eles estão presentes dentro de nós não como deuses mas características qualificadoras e quantificadoras, em maior ou menor grau de influência. Cada um deles representa a natureza e seus elementos e também, quando explicitados, a natureza humana. Eles nos regem, influenciam cada minuto de nossa vida. Como uma balança, pesam ora pra um lado, ora para o outro.
Estamos repeletos de deuses em guerra dentro de nós? Não. Cheios de sentimento de todos os tipos, do ódio ao amor passando pela ira, desejo, paixão, etc.
O olhar para dentro pode nos fazer diferentes dos irracionais...
Simbologias, ícones, arquétipos como nomeou Jung, seja o que forem, eles estão presentes dentro de nós não como deuses mas características qualificadoras e quantificadoras, em maior ou menor grau de influência. Cada um deles representa a natureza e seus elementos e também, quando explicitados, a natureza humana. Eles nos regem, influenciam cada minuto de nossa vida. Como uma balança, pesam ora pra um lado, ora para o outro.
Estamos repeletos de deuses em guerra dentro de nós? Não. Cheios de sentimento de todos os tipos, do ódio ao amor passando pela ira, desejo, paixão, etc.
O olhar para dentro pode nos fazer diferentes dos irracionais...
sexta-feira, junho 24, 2011
eu errei? eu não sei? você sabe?
Tese, antítese, síntese.
A dialética é isso. Consiste num ciclo, ou melhor, numa reciclagem de saberes.
A discussão consigo ou com outros tem que estar sempre aberta. O que parece verdade hoje, amanhã poderá ser vista como uma verdade incompleta ou até mesmo completamente errada.
O céu é azul, mas nem em todos os dias o é.
Sábio é identificar as exceções para as regras e utilizá-las em bom proveito.
Muitas vezes será preciso despir-se de velhos conceitos. E todos sabem como é difícil aprender a ficar nú. A grande necessidade de estar vestido, de ter razão, nos leva ao empobrecimento do saber. Conhecer a verdade é encontrar a liberdade no pensamento. No diálogo vence o verídico ou encontraremos a erística.
sexta-feira, junho 03, 2011
Fé sem o mínimo de conhecimento gera preconceito
Bem além do significado da palavra preconceito, juízo preconcebido, esse vocábulo nos diz algo mais sobre a natureza humana. A resistência ao diferente. Seja essa diferença o estereótipo que representa algum grupo de pessoas e comportamentos, cultura, tradição, etc. Crenças anteriormente formadas, sem bases em conhecimentos reais sobre o objeto de repulsa.
Preconceitos são gerados em ideias que não passam pela peneira da verdade. Nem se baseiam em nenhum fato ou argumento válido. O preconeito também pode ser entendido com uma barreira invísível para separar mundos(indivíduos) que aparentam ser diferentes, porém são mais "iguais" do que imaginam ser na realidade.
Preconceitos são gerados em ideias que não passam pela peneira da verdade. Nem se baseiam em nenhum fato ou argumento válido. O preconeito também pode ser entendido com uma barreira invísível para separar mundos(indivíduos) que aparentam ser diferentes, porém são mais "iguais" do que imaginam ser na realidade.
quarta-feira, maio 18, 2011
No inverno se vê o céu ...
Crença e conhecimento é dualidade da essência da existência humana.
Conhecer é começar a dar crédito ao que percebemos com os nossos sentidos. Mas também muito além deles.
Não há crença sem um mínimo de conhecimento ou saber sem uma pitada de fé.
A verdade é como uma cebola. Possui diversas camadas, que pouco a pouco, com a maturidade que podemos adquirir na busca incessante pela verdade, poderemos descascar.
Objeto, observador, percepção, interpretação, crença e conhecimento, são os elementos ou dimensões básicas da realidade.
Os dois primeiros elementos estão no princípio da produção da realidade percebida.
Não há objeto sem observador e nem observador sem o objeto a ser "visualizado".
Então a ciência é produzida pelo observador ou ela existe antes mesmo da existência do observador, com a existência apenas do objeto? Algo existe sem ser observado?
É da relação entre o observador e o objeto que nasce a Ciência. Porém, essa relação está impregnada de interferência dos outros elementos que constituem essa relação a que chamaremos a partir de agora de Experiência.
Amplamente dependente da nossa percepção de existência do objeto, as informações coletadas são interpretadas de acordo com a crença de que o que é "visto" é o que é real.
sexta-feira, abril 29, 2011
A "parábola" do senhorio
Certa vez uma homem, comerciante, fora abordado diversas vezes por um líder de uma comunidade religiosa que anunciava as maravilhas do reino dos Céus. Não se cansava de falar das promessas de Deus para os homens e de como estava preparado o Céu pra toda aquele que acreditasse nessas promessas. Dizia que a casa de Deus é para todos que tem fé.
O homem ouvia educadamente o que o aquele religioso dizia. Servia de um bom ouvinte. Até que um dia rompeu o silêncio e fez a seguinte pergunta:
O senhor possui algum bem material, imóvel, carro etc?
O religioso respondeu que sim. Nos anos que pregava naquela igreja, da qual fazia parte, ganhou dinheiro suficiente para comprar vários imóveis e que estavam alugados.
O comerciante então perguntou por que ele não dava aqueles imóveis aos irmãos mais necessitados de sua igreja já que ele não precisava mais de que uma casa pra morar.
Ele disse que não daria aquilo que conquistou com tanto esforço e trabalho.
Disse o comerciante: pois então como ofereces o que é de Deus de graça se não consegues te desapegar dos teus bens materias e não ajudas a quem precisa mesmo sendo teus irmãos na fé, como podes oferecer o Reino dos Céus de graça aos que tu não conheces?
É fácil oferecer o que é dos outros de graça, difícil é dar o que se precisa a quem se precisa, tirando do que é "nosso"...
sexta-feira, abril 22, 2011
Nuvens de probabilidade
Probabilidade. Palavra bonita, não?
Parece palavra difícil, entretanto nada mais é do que a chance de algum evento acontecer. Vem do latim: "probare", que significa testar, provar; A vida decorre disso: probabilidades. Podes substituir essa palavra por outras: sorte, azar, risco, etc. Somente dependendo do contexto em que é usada.
Cientistas tentam estabelecer fórmulas matemáticas para quantificar o quão grande é a chance de um evento acontecer. Surgem teorias. Cada nova mais precisa que a outra... Até que apareceu a Mecânica Quântica. Essa joga por terra a certeza que se tinha do desenrolar dos eventos. A confiabilidade das previsões de acontecimentos possíveis se relacionam com a certeza nos diversos eventos anteriores ao qual se esta testando e medindo nas consequências daquele evento e chegar a conclusão que tenha sentido a partir das probabilidades calculadas. No âmago da matéria existe um universo onde as coisas se desenrolam estranhamente. Um mundo de aleatoriedade. Nunca se sabe quando vai acontecer. Se sabe que vai. Se souber onde não se sabe o quanto;
Mas por que falar sobre o que é tão diminuto? Por que são os átomos com suas partes(partículas), que formam tudo. Do DNA a uma parede de concreto, De um avião ao pingo de chuva. E é falando sobre DNA, a informação da vida, de como é formada, constituída, de como se mantém e de como ela se preserva.
Uma leve brisa causada pelo bater de asas de uma borboleta no Japão é capaz de causar uma tempestade no outro lado do mundo; Frase muito conhecida daqueles que assistiram o filme que fala sobre a teoria do caos. O chamado efeito borboleta. Nada mais ilustrativo e mais verdadeiro.
Um evento praticamente inesperado(terremoto), como num jogo de dominós, causa um maremoto(tsunami), o qual além de todo o estrago e mortes, danifica um usina nuclear no Japão, a qual vaza para o meio ambiente resíduos radiativos que na verdade nada mais são que uma nuvem de probabilidades. Cada átomo do vazamento com sua "vontade" própria, desintegrando-se ao seu bel prazer, aleatoriamente. Radiação nada mais é do que partículas que são emitidas de dentro do núcleo de átomos instáveis. São esses átomos que trabalham pra gente nas usianas nucleares. Juntam-se uma quantidade suficiente desses produtos, seja urânio, plutônio, etc. e converte-se o calor produzido em movimento nas turbinas. Ora, pois, uma única particula carregada dessas choca-se com a estrutura do DNA de uma determinada célula de um indivíduo e causa a confusão nas informações sobre a constituição dessa célula. Desencadeando problemas para o funcionamento dessa célula e, como consequencia, desse organismo. Podendo até gerar tumores cancerígenos. Uma verdadeira tempestade na vida de uma pessoa, mesmo que esta esteja do outro lado do mundo. Nuvens de poeira radioativa, água contaminada com compostos radioativos, não somem da natureza. Eles estarão ai vagando por todo o tempo. Mas isso tudo depende da sorte, da aleatoriedade, das probabilidades. Perceba que não se fala do número de pessoas que desenvolverão câncer nas áreas afetadas. Isso depende da probabilidade. Do acaso.
Depois de Fukushima, certamente, está mais perigoso viver no planeta Terra.
Parece palavra difícil, entretanto nada mais é do que a chance de algum evento acontecer. Vem do latim: "probare", que significa testar, provar; A vida decorre disso: probabilidades. Podes substituir essa palavra por outras: sorte, azar, risco, etc. Somente dependendo do contexto em que é usada.
Cientistas tentam estabelecer fórmulas matemáticas para quantificar o quão grande é a chance de um evento acontecer. Surgem teorias. Cada nova mais precisa que a outra... Até que apareceu a Mecânica Quântica. Essa joga por terra a certeza que se tinha do desenrolar dos eventos. A confiabilidade das previsões de acontecimentos possíveis se relacionam com a certeza nos diversos eventos anteriores ao qual se esta testando e medindo nas consequências daquele evento e chegar a conclusão que tenha sentido a partir das probabilidades calculadas. No âmago da matéria existe um universo onde as coisas se desenrolam estranhamente. Um mundo de aleatoriedade. Nunca se sabe quando vai acontecer. Se sabe que vai. Se souber onde não se sabe o quanto;
Mas por que falar sobre o que é tão diminuto? Por que são os átomos com suas partes(partículas), que formam tudo. Do DNA a uma parede de concreto, De um avião ao pingo de chuva. E é falando sobre DNA, a informação da vida, de como é formada, constituída, de como se mantém e de como ela se preserva.
Uma leve brisa causada pelo bater de asas de uma borboleta no Japão é capaz de causar uma tempestade no outro lado do mundo; Frase muito conhecida daqueles que assistiram o filme que fala sobre a teoria do caos. O chamado efeito borboleta. Nada mais ilustrativo e mais verdadeiro.
Um evento praticamente inesperado(terremoto), como num jogo de dominós, causa um maremoto(tsunami), o qual além de todo o estrago e mortes, danifica um usina nuclear no Japão, a qual vaza para o meio ambiente resíduos radiativos que na verdade nada mais são que uma nuvem de probabilidades. Cada átomo do vazamento com sua "vontade" própria, desintegrando-se ao seu bel prazer, aleatoriamente. Radiação nada mais é do que partículas que são emitidas de dentro do núcleo de átomos instáveis. São esses átomos que trabalham pra gente nas usianas nucleares. Juntam-se uma quantidade suficiente desses produtos, seja urânio, plutônio, etc. e converte-se o calor produzido em movimento nas turbinas. Ora, pois, uma única particula carregada dessas choca-se com a estrutura do DNA de uma determinada célula de um indivíduo e causa a confusão nas informações sobre a constituição dessa célula. Desencadeando problemas para o funcionamento dessa célula e, como consequencia, desse organismo. Podendo até gerar tumores cancerígenos. Uma verdadeira tempestade na vida de uma pessoa, mesmo que esta esteja do outro lado do mundo. Nuvens de poeira radioativa, água contaminada com compostos radioativos, não somem da natureza. Eles estarão ai vagando por todo o tempo. Mas isso tudo depende da sorte, da aleatoriedade, das probabilidades. Perceba que não se fala do número de pessoas que desenvolverão câncer nas áreas afetadas. Isso depende da probabilidade. Do acaso.
Depois de Fukushima, certamente, está mais perigoso viver no planeta Terra.
Nos resta a certeza do imprevisível.
quinta-feira, abril 07, 2011
Sete de abril de 2011
Os simplistas dizem: Existem os normais e os "loucos".
--Loucos: portadores de perfil psicopatológicos
Não há teorias inquestionáveis sobre o que diferencia uns dos outros.
Como um pêndulo, oscilam entre as duas classes em intervalos de tempos, apesar de nem sempre em espaços de tempo precisos como esse. Ora estão de um lado, ora no centro e ora d'outro lado da realidade.
Desequilíbrio, intenção ou a soma dos dois. O que move os normais? E o que move os "loucos"?
Prazer. Muito possivelmente.
Pare e procure pensar em uma pessoa qualquer que você conheça. Você, com outras pessoas a consideram normal.
Como é a rotina diária dessa pessoa? Quais os objetivos dessa pessoa. Ela bebe? fuma? Vai ao shopping ou comércio e compra normalmente coisas que não precisa. Passa horas em frente a um tv ou computador? Sente-se sozinha mesmo quando pessoas estão ao seu entorno? executa tarefas repetitivas diariamente?
Saiba que os considerados normais e também "loucos" agem, na maior parte do tempo, de forma semelhante.
Achar um "louco" em meio a multidão pode ser uma tarefa difícil. Eles existem em numero muito reduzido. Quando aparecem a imprensa causa alarde.
Há estudos que demonstram a estranha coincidência que aponta como traços de psicopatologia tres fatores:
-Crueldade principalmente com animais.
-Piromania que o faz sentir prazer em atear fogo.
-na infãncia, e até mais de 5 anos de idade enurese que o leva a urinar na cama , seguida, normalmente, uma rejeição por algum ente querido que o despreza por esse comportamento normalmente involuntário.
domingo, fevereiro 06, 2011
Os opostos nao se atraem ...
Virtude e vício: a verdadeira batalha dentro da mente do homem.
Margareth Mead disse: “A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”.
Eu digo que a virtude, até certo ponto, é o que nos mantém vivos. O vicio aos poucos é o que nos mata.
É na mente do homem, mais precisamente dentro do seu cérebro que acontecem as mais fantásticas trocas químicas que são responsáveis pelo que sentimos. O cerne de nossa existência como humanos passa por lá. Dor e prazer.
Todos escolhem um dos dois pra começar. Trabalhar é um oficio e representa a dor que mais tarde culminará com o prazer da vitória pelo esforços empreendidos. O vício, por outro lado, está relacionado com a idéia de perda, derrota, queda denotada socialmente pela exclusão do indivíduo viciado devido às limitações a que se impôs em consequencia do vício. Ninguém busca se não algo que o satisfaça. A busca é incessante pelo prazer em suas várias facetas.
É a busca pela recompensa. Simples assim. Quem ama quer ser amado.O prazer substitui a dor.
A quem diga que somente há cura para um vício com outro vício. Há os que digam que todos somos, em diferentes graus, viciados em alguma coisa... Então os opostos não se atraem, se anulam; Prazer pra acabar com a dor. A dor para trazer a vitória... Um aparente ciclo que nunca se acaba ...
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Corpo humano: mais um sistema complexo de vidas
Ao olhar para alguém, exceto no caso de irmãos siameses, a primeira coisa que percebe-se à primeira vista um indivíduo, unico. Uma vida individual normalmente consciente. Ora pois que a unidade é apenas uma percepção do senso comum. Cada um de nós somos muito mais que um ser vivo. Somos vários, Ainda mais: somos um sistema formado por muitos seres vivos que vivem conosco desde o dia em que nascemos até o que dia que nos aquietaremos. Além de uma quase incontável quantidade de células de cada parte de nosso corpo, carregamos conosco uma quantidade ainda maior de seres vivos, sejam esses bactérias, vírus, fungos, vermes e outros tantas criaturinhas que muitas vezes nos permitem viver adaptados à condições desfavoráveis do ambiente que nos rodeia. Por que então falar em ser se somos um sistema que na maior parte da vida vive harmoniosamente. Servimos e somos servidos e vamos levando a vida. Mas não estamos sós. Vidas nos acompanham não nos esqueçamos nunca. A vida por si só é maior que nossa própria vida. Seguimos nessa aspiral. Sim! asprial! Ciclos, se bem observados, não existem, pois se assim o fosse estaríamos sempre voltando ao mesmo lugar e momento. As aparências nos enganam. Como uma mola, continuamos aparentemente passando pelas mesmas experiências. Mas elas sempre serão novas. Cada momento é um momento, não importa o quão seja parecido com outro que já passamos.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Caixeiro Viajante, o problema.
Quando de minha mocidade nunca havia imaginado me tornar praticamente um caixeiro viajante. Desses mesmo que percorrem distâncias imensas pra levar produtos a diversos pontos de uma região; cabem parenteses aqui sobre que o produto no meu caso é o saber-fazer determinadas tarefas e o que eu vendo de certa forma é o conhecimento.
Quando se visita diversas cidades em um mesmo estado a primeira coisa que se percebe é que cada cidade é possui seu proprio universo de particularidades.
São singularides no modo de vestir, falar, comer, etc.
Ao viajar pelas estradas desse estado me vejo como alguem que olha na tela do cinema paisagens que se modificam a cada instante. A minha tela é a janela por vezes do automovel outras vezes do ônibus. Ora campos verdejantes, ora pedras que camufalan a vida que hiberna firme em talos compridos de vegetação aparentemente morta. A cana e a seca. Contrastes da mesma coisa: A vida teimosa e persistente.
Observo. Observo pessoas com seus gostos, jeitos, paixões...
O ponto comum para as pessoas em todos esse lugares é a vontade de conquistar. Uns dinheiro, outros fama, outros amor, outros admiração, companhia. O tesouro está no outro. O dinheiro compra pra gente o que é do outro e a gente admira. A fama advem exatamente do que o outro ve em nós e nao o que vemos em nós mesmos. A companhia somente de nossa consciência não é suciente. Está só é está sem valor. É essa dependência de nosso universo pessoal tem de outros universos pessoais, com seus proprios valores, que nos faz participantes de um universo mais amplo que é a vida. A busca e o encontro de nossos valores pessoais dentro do universo de valores das outras pessoas que nos faz então indivíduos felizes.
Quando se visita diversas cidades em um mesmo estado a primeira coisa que se percebe é que cada cidade é possui seu proprio universo de particularidades.
São singularides no modo de vestir, falar, comer, etc.
Ao viajar pelas estradas desse estado me vejo como alguem que olha na tela do cinema paisagens que se modificam a cada instante. A minha tela é a janela por vezes do automovel outras vezes do ônibus. Ora campos verdejantes, ora pedras que camufalan a vida que hiberna firme em talos compridos de vegetação aparentemente morta. A cana e a seca. Contrastes da mesma coisa: A vida teimosa e persistente.
Observo. Observo pessoas com seus gostos, jeitos, paixões...
O ponto comum para as pessoas em todos esse lugares é a vontade de conquistar. Uns dinheiro, outros fama, outros amor, outros admiração, companhia. O tesouro está no outro. O dinheiro compra pra gente o que é do outro e a gente admira. A fama advem exatamente do que o outro ve em nós e nao o que vemos em nós mesmos. A companhia somente de nossa consciência não é suciente. Está só é está sem valor. É essa dependência de nosso universo pessoal tem de outros universos pessoais, com seus proprios valores, que nos faz participantes de um universo mais amplo que é a vida. A busca e o encontro de nossos valores pessoais dentro do universo de valores das outras pessoas que nos faz então indivíduos felizes.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Aprender
IMHO - em minha humilde opiniao - acho que nascemos com capacidades
de movimento.
Ao movimento aqui me refiro a ida e vinda de informacoes
movimento nos dois sentidos(sujeito <-> ambiente=toda a informacao que o cerca)
perceber.
interagir.
fazer parte dessse sistema(a acao e reacao, tambem)
no fundo, ou em sintese, nao somos mais que informacoes contruidas a partir de modelos que recebemos, percebemos e modificamos
de movimento.
Ao movimento aqui me refiro a ida e vinda de informacoes
movimento nos dois sentidos(sujeito <-> ambiente=toda a informacao que o cerca)
perceber.
interagir.
fazer parte dessse sistema(a acao e reacao, tambem)
no fundo, ou em sintese, nao somos mais que informacoes contruidas a partir de modelos que recebemos, percebemos e modificamos
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