Esse Blog objetiva apenas juntar retalhos de reflexões pessoais do autor sobre assuntos os mais diversos. Não tendo caráter científico, pode vir a conter incoerências. As informações deverão ser corrigidas logo que sejam percebidos erros; Quanto às ideias, podem ser sempre repensadas.
terça-feira, agosto 25, 2015
Medíocre
“Os sábios buscam a verdade, os medíocres gostam de fatos, os cretinos falam de si”.(Aristóteles III a.C.)
domingo, agosto 23, 2015
O Bom Ladrão
Trecho do Sermão escrito em 1655, por Padre Antônio Vieira, proferido perante D. João XIV e sua corte, aleḿ de ministros, juízes e conselheiros(Lisboa):
"Levarem os reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."
Em outro trecho do mesmo sermão cita passagem histórica ocorrida com Alexandre Magno, O Grande(356 a.C.) :
"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."
Para pensar.
"Levarem os reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."
Em outro trecho do mesmo sermão cita passagem histórica ocorrida com Alexandre Magno, O Grande(356 a.C.) :
"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."
Para pensar.
terça-feira, agosto 11, 2015
Cuspir no prato que comeu - ingratidão
A cada momento na vida ganhamos e perdemos coisas, amigos, amores, etc.
A vida é uma troca; pedaços nossos vão ficando pelo caminho.
Vamos ganhando outros pedaços.
Nesse meio-tempo é bem comum, talvez normal, que na inevitabilidade da perda de algo que gostamos, apreciamos ou necessitamos, tenhamos que, inconscientemente, talvez, depreciar para diminuir o "sofrimento" a que tenhamos que passar.
Perder nunca é bom.
Entendamos que a perda nunca acontece por nossa vontade.
A ação contrária à perda é o descarte, o qual traz satisfação.
Quando somos privados de alguma coisa que possuímos, como que por defesa própria, exaltamos os defeitos daquilo ou daquele, em contraposicao de suas qualidades.
Assim, o que admirávamos, que olhávamos com carinho, agora já não nos agrada mais. Cometemos essa desfaçatez.
Fizemos assim com o amor que nos traiu, com o tv que quebrou, com o emprego que não temos mais, etc.
Desdenhar daquilo que era imprecindível que amávamos de coração, também é cuspir no prato que comeu. É justo jogar tudo pro ar? Apagar boa parte da história? Maldizer ao invés de lembrar com saudade, com bendizeres, do tempo bom que se foi?
Paris, uma noite de agosto de 1977, escreveu Maria Callas:
" Há perdas que não nos deixam nunca, antes nos perseguem pela vida fora, acabando por atropelar-nos em repetida cadência, deixando-nos estatelados no passeio público, ou adentro das nossas portas. Há perdas, feridas, brechas, coisas que nos faltam e que não tivemos nunca, coisas que deveríamos ter tido porque são essenciais, e a sua falta nos deixa de cócoras, e lentamente mata. "
A vida é uma troca; pedaços nossos vão ficando pelo caminho.
Vamos ganhando outros pedaços.
Nesse meio-tempo é bem comum, talvez normal, que na inevitabilidade da perda de algo que gostamos, apreciamos ou necessitamos, tenhamos que, inconscientemente, talvez, depreciar para diminuir o "sofrimento" a que tenhamos que passar.
Perder nunca é bom.
Entendamos que a perda nunca acontece por nossa vontade.
A ação contrária à perda é o descarte, o qual traz satisfação.
Quando somos privados de alguma coisa que possuímos, como que por defesa própria, exaltamos os defeitos daquilo ou daquele, em contraposicao de suas qualidades.
Assim, o que admirávamos, que olhávamos com carinho, agora já não nos agrada mais. Cometemos essa desfaçatez.
Fizemos assim com o amor que nos traiu, com o tv que quebrou, com o emprego que não temos mais, etc.
Desdenhar daquilo que era imprecindível que amávamos de coração, também é cuspir no prato que comeu. É justo jogar tudo pro ar? Apagar boa parte da história? Maldizer ao invés de lembrar com saudade, com bendizeres, do tempo bom que se foi?
Paris, uma noite de agosto de 1977, escreveu Maria Callas:
" Há perdas que não nos deixam nunca, antes nos perseguem pela vida fora, acabando por atropelar-nos em repetida cadência, deixando-nos estatelados no passeio público, ou adentro das nossas portas. Há perdas, feridas, brechas, coisas que nos faltam e que não tivemos nunca, coisas que deveríamos ter tido porque são essenciais, e a sua falta nos deixa de cócoras, e lentamente mata. "
quinta-feira, agosto 06, 2015
Amizade
"Amigos bons são como os sapatos velhos. Nos são bem confortáveis, mais que os novos"
Epicuro que foi considerado por alguns como o filósofo da amizade disse uma certa vez: "De todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a amizade".
De fato, a amizade não nos livra dos infortúnios, das dores e da atribulações da vida. Mas ajuda demais a sairmos inteiros dessas condições desagradáveis da vida. Mas não apenas isso, como quem mais podemos comemorar aquela vitória do time preferido ou de passar no vestibular ou outras tantas situações de alegria e conquistas.
A filosofia exige que pensemos por nós mesmos, mas sem o amigo com quem dialogar como testar nossas descobertas e nossos enganos?
O amigo é que acende a luz de alerta. Nos faz pensar e por vezes nos faz escapar de divagações vazias. Nos provoca. Cuidado com aquele que em tudo concorda com você; Esse pode não ser um bom amigo.
Frase de Confucio: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
Epicuro que foi considerado por alguns como o filósofo da amizade disse uma certa vez: "De todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a amizade".
De fato, a amizade não nos livra dos infortúnios, das dores e da atribulações da vida. Mas ajuda demais a sairmos inteiros dessas condições desagradáveis da vida. Mas não apenas isso, como quem mais podemos comemorar aquela vitória do time preferido ou de passar no vestibular ou outras tantas situações de alegria e conquistas.
A filosofia exige que pensemos por nós mesmos, mas sem o amigo com quem dialogar como testar nossas descobertas e nossos enganos?
O amigo é que acende a luz de alerta. Nos faz pensar e por vezes nos faz escapar de divagações vazias. Nos provoca. Cuidado com aquele que em tudo concorda com você; Esse pode não ser um bom amigo.
Frase de Confucio: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
sábado, julho 04, 2015
A palavra da moda: resiliência
Como toda palavra, seu conceito pode variar de acordo com a área em que ela é utilizada.
Advinda do grego resiliens, é na psicologia que está em mais uso atualmente.
A Resiliência é encarada por muitos como uma capacidade de enfrentar problemas os mais diversos e sair de mente ilesa, como uma panela de pressão prestes a explodir, sem que necessariamente isso aconteça.
Em psicologia é uma teoria recente que demonstra um conjunto de fatores presentes nas pessoas e que tenta explicar como as pessoas tem diferentes limiares de resiliência.
Administrar emoções, controlar impulsos, ser otimista, considerar o ambiente, sentir o que o outro sente, propor ações e executar com eficácia, sair do isolacionismo e em conjunto solucionar problemas da vida, sem medo de ser feliz, constituem, em outras palavras, os pilares da aplicação da resiliência(BARBOSA-PUC -SP).
Talvez essa teoria consiga explicar por que parcelas da população estão mais sensíveis ao estresse, outras parcelas sucumbem aos menores obstáculos, e outras mantem-se firmes nas maiores adversidades.
De qualquer forma, ao meu ver, todos possuem resiliência e essa varia em todas as fases da vida, devido a todo o contexto que nos cerca, sejam fatores emocionais, ambientais, educacionais, familiares, etc;
Diferentemente da física que conceitualmente nos diz que a resiliência é a propriedade de um dado material voltar ou não ao estado normal depois de sofrer estresse por tensão, a resiliência não nos garante que seremos os mesmos após essas tensões. Certo é que a cada momento, se resistimos, somos mudados, adaptamo-nos melhor às situações semelhantes do futuro.
Advinda do grego resiliens, é na psicologia que está em mais uso atualmente.
A Resiliência é encarada por muitos como uma capacidade de enfrentar problemas os mais diversos e sair de mente ilesa, como uma panela de pressão prestes a explodir, sem que necessariamente isso aconteça.
Em psicologia é uma teoria recente que demonstra um conjunto de fatores presentes nas pessoas e que tenta explicar como as pessoas tem diferentes limiares de resiliência.
Administrar emoções, controlar impulsos, ser otimista, considerar o ambiente, sentir o que o outro sente, propor ações e executar com eficácia, sair do isolacionismo e em conjunto solucionar problemas da vida, sem medo de ser feliz, constituem, em outras palavras, os pilares da aplicação da resiliência(BARBOSA-PUC -SP).
Talvez essa teoria consiga explicar por que parcelas da população estão mais sensíveis ao estresse, outras parcelas sucumbem aos menores obstáculos, e outras mantem-se firmes nas maiores adversidades.
De qualquer forma, ao meu ver, todos possuem resiliência e essa varia em todas as fases da vida, devido a todo o contexto que nos cerca, sejam fatores emocionais, ambientais, educacionais, familiares, etc;
Diferentemente da física que conceitualmente nos diz que a resiliência é a propriedade de um dado material voltar ou não ao estado normal depois de sofrer estresse por tensão, a resiliência não nos garante que seremos os mesmos após essas tensões. Certo é que a cada momento, se resistimos, somos mudados, adaptamo-nos melhor às situações semelhantes do futuro.
quarta-feira, abril 29, 2015
O buraco
Estranho falar sobre algo que na verdade aparenta ser a ausência de alguma coisa que deveria preencher outra. Coisa séria na ciência. Estudada na física(mecânica quântica), quando do estudo de estruturas cristalinas para produção de semicondutores(veja: ligações e valência dos elétrons, junções NP, etc), componentes onipresentes em todos os circuitos eletrônicos e informáticos atuais(de celulares ao mais poderosos supercomputadores).
Ainda: na mecânica clássica, Einstein também estudou e teorizou sobre os buracos. Só que estes bem maiores que os dos arranjos de partículas e cristais: Os buracos negros. Esses engolem tudo o que passa nas suas proximidades.
Que coisa interessante é o buraco!
A partir de agora não refiro-me mais ao buraco da ciência. Cito o buraco comum presente sempre em nossas vidas.
Então o buraco nada mais é aquilo que falta ser preenchido por alguma coisa, ou que outrora, se completo, dele retirou-se, vindo assim a ser incompleto, ser buraco.
Então apenas pense:
Viemos de um buraco. Respiramos por buracos. Comemos por buracos. Ouvimos por buracos. Excretamos por buracos. Moramos em buracos. Poeticamente falando, tudo começa e termina em buracos. Sempre caminhamos pra saciar esse buracos.
Eles nos atormentam a cada momento.
A fome é um buraco no estômago.
A sede de conhecimento é nada mais que um buraco na alma.
Procuramos preenchê-los, mas nunca conseguiremos.
Respondemos uma questão nos surge outra.
Tapamos um buraco, mas criamos um outro.
E, no fim, todos caminham para um buraco.
Em tempo:
A incompletude nada mais é que um outro nome para o buraco.
Ainda: na mecânica clássica, Einstein também estudou e teorizou sobre os buracos. Só que estes bem maiores que os dos arranjos de partículas e cristais: Os buracos negros. Esses engolem tudo o que passa nas suas proximidades.
Que coisa interessante é o buraco!
A partir de agora não refiro-me mais ao buraco da ciência. Cito o buraco comum presente sempre em nossas vidas.
Então o buraco nada mais é aquilo que falta ser preenchido por alguma coisa, ou que outrora, se completo, dele retirou-se, vindo assim a ser incompleto, ser buraco.
Então apenas pense:
Viemos de um buraco. Respiramos por buracos. Comemos por buracos. Ouvimos por buracos. Excretamos por buracos. Moramos em buracos. Poeticamente falando, tudo começa e termina em buracos. Sempre caminhamos pra saciar esse buracos.
Eles nos atormentam a cada momento.
A fome é um buraco no estômago.
A sede de conhecimento é nada mais que um buraco na alma.
Procuramos preenchê-los, mas nunca conseguiremos.
Respondemos uma questão nos surge outra.
Tapamos um buraco, mas criamos um outro.
E, no fim, todos caminham para um buraco.
Em tempo:
A incompletude nada mais é que um outro nome para o buraco.
segunda-feira, abril 20, 2015
Honestidade
Honestidade vem de Honos(ou honor), palavra grega que está relacionada à dignidade e a honra.
Na mitologia romana era o deus da justiça, honra e cavalaria.
Honestidade é o bem mais precioso(qualidade?) que o ser humano pode possuir ou adquirir.
Honestidade é uma coisa interessante. Todos buscam por ela nos outros;
Seja em familiares, amigos, colegas, mestres, etc. Esquecem de cultiva-la. Ou se a cultivam, a ignoram na primeira oportunidade de ganhar dividendos.
Você perderia o tempo conversando com alguém que você saiba que é desonesto?
Normalmente dizemos nossas verdades e queremos escutar como resposta as outras verdades.
Pontos de vistas podem ser verdadeiros, sendo conflitantes, contraditórios.
Dizem que existe 3 verdades: a nossa, a do outro e a verdade.
Um honesto não usa de malandragem e dissimulações.
Posso dizer até que a honestidade é viver a verdade.
Viver a honestidade de maneira ampla é muito difícil.
O contrário da honestidade é a mentira.
Ninguém gosta de ser enganado. A mágica é a arte da enganação. Mas o mágico, no seu momento de ilusionista, é honesto, pois todos sabem que o que ele faz é ilusão. O aplaudimos. Ele é o mestre da desonestidade. Piscamos os olhos e nos engamos.
Acho que posso, sem medo de errar, dizer que quase ninguém é honesto o tempo todo. Do que falamos, em muita coisa nós acreditamos ser verdade e não são. Outras, gostaríamos que fosse e as dizemos mesmo assim.
Mas, outras tantas sabemos não ser verdade e dizemos para maquiar,embelezar, deixar mais agradável, o que falamos o tempo todo.
Devemos confiar no desonesto, pois sabemos que ele é desonesto.
Mas os que pensamos ser honestos, esses sim nos devem meter medo.
Deles provem surpresas.
Podemos dizer que o humano é como a pedra bruta de onde se extrai a joia rara. Por ser bruta, precisa ser lapidada ou polida. Ou seja, ninguém nasce honesto ou desonesto. Todos são submetidos a processos no que resultarão nisso ou naquilo.
Aqui a frase do poeta romano Juvenal(sec I d.c.):"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio."
Na mitologia romana era o deus da justiça, honra e cavalaria.
Honestidade é o bem mais precioso(qualidade?) que o ser humano pode possuir ou adquirir.
Honestidade é uma coisa interessante. Todos buscam por ela nos outros;
Seja em familiares, amigos, colegas, mestres, etc. Esquecem de cultiva-la. Ou se a cultivam, a ignoram na primeira oportunidade de ganhar dividendos.
Você perderia o tempo conversando com alguém que você saiba que é desonesto?
Normalmente dizemos nossas verdades e queremos escutar como resposta as outras verdades.
Pontos de vistas podem ser verdadeiros, sendo conflitantes, contraditórios.
Dizem que existe 3 verdades: a nossa, a do outro e a verdade.
Um honesto não usa de malandragem e dissimulações.
Posso dizer até que a honestidade é viver a verdade.
Viver a honestidade de maneira ampla é muito difícil.
O contrário da honestidade é a mentira.
Ninguém gosta de ser enganado. A mágica é a arte da enganação. Mas o mágico, no seu momento de ilusionista, é honesto, pois todos sabem que o que ele faz é ilusão. O aplaudimos. Ele é o mestre da desonestidade. Piscamos os olhos e nos engamos.
Acho que posso, sem medo de errar, dizer que quase ninguém é honesto o tempo todo. Do que falamos, em muita coisa nós acreditamos ser verdade e não são. Outras, gostaríamos que fosse e as dizemos mesmo assim.
Mas, outras tantas sabemos não ser verdade e dizemos para maquiar,embelezar, deixar mais agradável, o que falamos o tempo todo.
Devemos confiar no desonesto, pois sabemos que ele é desonesto.
Mas os que pensamos ser honestos, esses sim nos devem meter medo.
Deles provem surpresas.
Podemos dizer que o humano é como a pedra bruta de onde se extrai a joia rara. Por ser bruta, precisa ser lapidada ou polida. Ou seja, ninguém nasce honesto ou desonesto. Todos são submetidos a processos no que resultarão nisso ou naquilo.
Aqui a frase do poeta romano Juvenal(sec I d.c.):"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio."
domingo, fevereiro 08, 2015
O absurdo
A existência do absurdo torna possível a existência das artes.
Por que arte nos chama atenção?
Alberto Camus nos intriga sobre o sentido da vida moderna. Na repetição de tarefas, que nos prende ao absurdo, como no "mito de Sísifo".
Esse mito conta que Sísifo foi alguém que vivia a vida ao máximo, odiava a morte, porém desafiou os deuses e por isso foi condenado a executar uma tarefa repetitiva sem fim. Seu trabalho: empurrar uma pedra enorme até o alto de uma montanha, porém antes de concluir a tarefa, a pedra rolava novamente para a base da montanha. Sísifo então deveria voltar a empurrar a pedra para o topo da montanha.
O destino de um homem preso à tarefa de Sísifo não é menos absurda que a de outro qualquer, porém revela-se trágica quando esse indivíduo ganha esporadicamente lampejos de consciência sobre sua realidade.
Cada um de nós constrói a vida baseada na esperança do amanhã. Mas o amanhã nos aproxima da morte.
Nos esquecemos de viver o agora, enquanto empurrando a pedra.
Sem as artes, o mundo fica órfão da humanidade e torna-se estranho.
A arte representa a paixão, produzida pela liberdade de constatar que a vida é absurda e sem sentido.
Não há outro modo de vida feliz se não o de viver pela paixão pelo agora.
Por que arte nos chama atenção?
Alberto Camus nos intriga sobre o sentido da vida moderna. Na repetição de tarefas, que nos prende ao absurdo, como no "mito de Sísifo".
Esse mito conta que Sísifo foi alguém que vivia a vida ao máximo, odiava a morte, porém desafiou os deuses e por isso foi condenado a executar uma tarefa repetitiva sem fim. Seu trabalho: empurrar uma pedra enorme até o alto de uma montanha, porém antes de concluir a tarefa, a pedra rolava novamente para a base da montanha. Sísifo então deveria voltar a empurrar a pedra para o topo da montanha.
O destino de um homem preso à tarefa de Sísifo não é menos absurda que a de outro qualquer, porém revela-se trágica quando esse indivíduo ganha esporadicamente lampejos de consciência sobre sua realidade.
Cada um de nós constrói a vida baseada na esperança do amanhã. Mas o amanhã nos aproxima da morte.
Nos esquecemos de viver o agora, enquanto empurrando a pedra.
Sem as artes, o mundo fica órfão da humanidade e torna-se estranho.
A arte representa a paixão, produzida pela liberdade de constatar que a vida é absurda e sem sentido.
Não há outro modo de vida feliz se não o de viver pela paixão pelo agora.
domingo, outubro 26, 2014
Conhecimento e Direito Autoral
Cognoscente, Cognoscível, Cognoscere:
Aquele que aprende, o que "está" ao alcance e possível aprender e o ato daquele que aprende, respectivamente.
Essas três palavras latinas resumem o que faz-se a base necessária para produção de conhecimento.
Eu disse resumem, mas estou sendo exagerado, pois a produção de conhecimento carece muito mais do que apenas isso. Na verdade, o conhecimento na prática é o desenrolar da história do homem como ser possuidor de razão. Não quero ver o conhecimento como algo estático que poderemos alcançar se nos esforçarmos.
Nós somos o próprio trem. O conhecimento está mais para os trilhos que nós percorremos, hipoteticamente, que a máquina em movimento. Esses trilhos foram construídos ao logo dos tempos.
Quero deixar claro com isso que acredito não existir conhecimento isolado de todo o resto. Ninguém vive só a vida inteira. Portanto, aprendemos muito com aqueles que nos deram sustento enquanto dependíamos das mais básicas necessidades. Das atividades mais simples às mais complicadas, o conhecimento "renasce" de conhecimento anterior. Ninguém abandona por completo o que sabe ou o que acredita para aprender ou passar a acreditar completamente em algo novo.
Isso leva-me a concluir que não podemos ser donos do conhecimento e esse não deve ser considerado propriedade de alguém ou de alguma instituição. Podemos acumular informações sobre modos, meios, tecnologias, mas não podemos comportar em algum lugar todo conhecimento do mundo. Cada um de nós produz conhecimento, cada qual a sua maneira. Nossas próprias experiências de vida são tão importantes quanto todos os livros do mundo. Elas também nos inspiram, fazem acender aquela luz, dão aquele estálo, fazem nascer novas ideias que parecem vir do nada.
Produzir conhecimento não é fazer nascer conhecimento. É transformar o conhecimento que já existe.
Então como não sou dono do conhecimento que recebi, posso ser dono do conhecimento que produzi?
Não há nada mais universal que o conhecimento.
A vida é uma casa feita com tijolos da verdade, paredes feitas de conhecimento e cujas as ideias a mantém firme.
Aquele que aprende, o que "está" ao alcance e possível aprender e o ato daquele que aprende, respectivamente.
Essas três palavras latinas resumem o que faz-se a base necessária para produção de conhecimento.
Eu disse resumem, mas estou sendo exagerado, pois a produção de conhecimento carece muito mais do que apenas isso. Na verdade, o conhecimento na prática é o desenrolar da história do homem como ser possuidor de razão. Não quero ver o conhecimento como algo estático que poderemos alcançar se nos esforçarmos.
Nós somos o próprio trem. O conhecimento está mais para os trilhos que nós percorremos, hipoteticamente, que a máquina em movimento. Esses trilhos foram construídos ao logo dos tempos.
Quero deixar claro com isso que acredito não existir conhecimento isolado de todo o resto. Ninguém vive só a vida inteira. Portanto, aprendemos muito com aqueles que nos deram sustento enquanto dependíamos das mais básicas necessidades. Das atividades mais simples às mais complicadas, o conhecimento "renasce" de conhecimento anterior. Ninguém abandona por completo o que sabe ou o que acredita para aprender ou passar a acreditar completamente em algo novo.
Isso leva-me a concluir que não podemos ser donos do conhecimento e esse não deve ser considerado propriedade de alguém ou de alguma instituição. Podemos acumular informações sobre modos, meios, tecnologias, mas não podemos comportar em algum lugar todo conhecimento do mundo. Cada um de nós produz conhecimento, cada qual a sua maneira. Nossas próprias experiências de vida são tão importantes quanto todos os livros do mundo. Elas também nos inspiram, fazem acender aquela luz, dão aquele estálo, fazem nascer novas ideias que parecem vir do nada.
Produzir conhecimento não é fazer nascer conhecimento. É transformar o conhecimento que já existe.
Então como não sou dono do conhecimento que recebi, posso ser dono do conhecimento que produzi?
Não há nada mais universal que o conhecimento.
A vida é uma casa feita com tijolos da verdade, paredes feitas de conhecimento e cujas as ideias a mantém firme.
terça-feira, outubro 21, 2014
Ética ou a falta dela
A ética como os gregos conceituavam é promovida pela razão, diferenciando-se dos costumes que são recebidos involuntariamente, assim como são também os hábitos e as tradições.
Parecida com as leis, posto que muitas dessas foram originadas nas discussões sobre a ética que os grupos sociais que as estabeleceram travaram, a ética dessas diferencia-se pelo fato de não poder ser obrigatório o seu cumprimento. Às leis podem escapar assuntos contemplados pela ética ou não.
De onde podemos concluir que costumes, tradições, hábitos, etc. podem ser lícitos, porém ser antiéticos para sociedade que os estabeleceu. Assim como procedimentos éticos podem não estar respaldados pelas leis dessa mesma sociedade.
Pode-se estudar de inúmeras formas a ética do ponto de vista filosófico. O que não é plauzível dizer é que alguém não possui ética.
Ou seja, cada qual possui a sua ética, mesmo que seja um ética boa ou que seja uma ruim; Mas todos possuem ética.
Quem tem juízo tem ética.
Parecida com as leis, posto que muitas dessas foram originadas nas discussões sobre a ética que os grupos sociais que as estabeleceram travaram, a ética dessas diferencia-se pelo fato de não poder ser obrigatório o seu cumprimento. Às leis podem escapar assuntos contemplados pela ética ou não.
De onde podemos concluir que costumes, tradições, hábitos, etc. podem ser lícitos, porém ser antiéticos para sociedade que os estabeleceu. Assim como procedimentos éticos podem não estar respaldados pelas leis dessa mesma sociedade.
Pode-se estudar de inúmeras formas a ética do ponto de vista filosófico. O que não é plauzível dizer é que alguém não possui ética.
Ou seja, cada qual possui a sua ética, mesmo que seja um ética boa ou que seja uma ruim; Mas todos possuem ética.
Quem tem juízo tem ética.
sexta-feira, outubro 10, 2014
A vida caminha contra a causalidade. Nada mais.
A realidade é esquisita. A ela pertencem dois reinos: o do acaso e o da causalidade.
O acaso: Algo acontece sem que exista evento anterior que o cause.
Como pode alguma coisa acontecer com ausência de causa?
Esse é o acaso.
Atualmente diz-se isso do decaimento radioativo, emissão de um fóton por elétron energizado e outros fenômenos estudados pela mecânica quântica.
Em nenhum momento podemos prever quando e de que maneira poderão ocorrer.
Qualquer evento o qual, se repetidas as condições iniciais, produz sempre efeitos diferentes e imprevisíveis é considerado um acaso perfeito.
A Causalidade: "Se não A então não B".
Um evento somente ocorre se um evento anterior tenha sido causador.
A cadeira de madeira tem como causa o carpinteiro. A luz do sol tem como causa o Sol.
Deterministas buscam na lógica o entendimento de tudo que acontece. A compreensão do relacionamento entre eventos do passado, no presente e do futuro, determina o que se chama de inteligência.
Então o Acaso e Causalidade andam de mãos dadas atualmente. Mãos emaranhadas por assim dizer.
O acaso: Algo acontece sem que exista evento anterior que o cause.
Como pode alguma coisa acontecer com ausência de causa?
Esse é o acaso.
Atualmente diz-se isso do decaimento radioativo, emissão de um fóton por elétron energizado e outros fenômenos estudados pela mecânica quântica.
Em nenhum momento podemos prever quando e de que maneira poderão ocorrer.
Qualquer evento o qual, se repetidas as condições iniciais, produz sempre efeitos diferentes e imprevisíveis é considerado um acaso perfeito.
A Causalidade: "Se não A então não B".
Um evento somente ocorre se um evento anterior tenha sido causador.
A cadeira de madeira tem como causa o carpinteiro. A luz do sol tem como causa o Sol.
Deterministas buscam na lógica o entendimento de tudo que acontece. A compreensão do relacionamento entre eventos do passado, no presente e do futuro, determina o que se chama de inteligência.
Então o Acaso e Causalidade andam de mãos dadas atualmente. Mãos emaranhadas por assim dizer.
terça-feira, outubro 07, 2014
Partidas Dobradas
Luca Pacioli, monge e matemático italiano(século XV), pai da contabilidade moderna, quem sabe, inspirou (três séculos mais tarde) Antoine Lavoisier ao qual se credita a frase poética: "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
Aqueles que estudaram um pouco a contabilidade conhecem bem o método das duplas entradas, mais conhecida como Partidas Dobradas. Esse método diz que em toda transação que uma empresa faz ela apenas está modificando seu patrimônio. Ou seja, se algo vai, um outro algo vem em compensação.
Exemplifico: Uma empresa ao adquirir um bem à vista(ferramenta, por exemplo) usa dinheiro do seu caixa escrevendo essa saída de espécie em uma conta(caixa) e a entrada do valor daquele bem(ferramenta) numa outra conta (bem imobilizado). Então fica assim: conta caixa sai $10,00(lança-se um débito) e em contrapartida entra na conta do imobilizado $10,00 (lança-se um crédito). Os débitos e créditos em suma se anulam.
Ora, na natureza também é assim. Não podemos criar água, se não modificar a organização das coisas, como nesse caso moléculas de oxigênio e hidrogênio, unindo-as formando moléculas de água. Dessa forma também intuiu Einstein com sua E=mc² (Energia é igual ao produto da velocidade da luz ao quadrado pela massa). Essa equação resumindo nos diz que a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Não há perda. A mecânica quântica não nos diz algo diferente. Ou seja, tudo o que existe se conserva.
Isso mesmo "contabilmente" falando o universo é, em suma, o que sempre foi. Apenas moveu-se, modificou-se.
Agora me diga, não parece partidas dobradas a seguinte frase:
"A soma das massas dos reagentes é igual a soma das massas dos produtos"?
É aquela mesma frase anterior não tão poética assim.
Aqueles que estudaram um pouco a contabilidade conhecem bem o método das duplas entradas, mais conhecida como Partidas Dobradas. Esse método diz que em toda transação que uma empresa faz ela apenas está modificando seu patrimônio. Ou seja, se algo vai, um outro algo vem em compensação.
Exemplifico: Uma empresa ao adquirir um bem à vista(ferramenta, por exemplo) usa dinheiro do seu caixa escrevendo essa saída de espécie em uma conta(caixa) e a entrada do valor daquele bem(ferramenta) numa outra conta (bem imobilizado). Então fica assim: conta caixa sai $10,00(lança-se um débito) e em contrapartida entra na conta do imobilizado $10,00 (lança-se um crédito). Os débitos e créditos em suma se anulam.
Ora, na natureza também é assim. Não podemos criar água, se não modificar a organização das coisas, como nesse caso moléculas de oxigênio e hidrogênio, unindo-as formando moléculas de água. Dessa forma também intuiu Einstein com sua E=mc² (Energia é igual ao produto da velocidade da luz ao quadrado pela massa). Essa equação resumindo nos diz que a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Não há perda. A mecânica quântica não nos diz algo diferente. Ou seja, tudo o que existe se conserva.
Isso mesmo "contabilmente" falando o universo é, em suma, o que sempre foi. Apenas moveu-se, modificou-se.
Agora me diga, não parece partidas dobradas a seguinte frase:
"A soma das massas dos reagentes é igual a soma das massas dos produtos"?
É aquela mesma frase anterior não tão poética assim.
segunda-feira, setembro 22, 2014
sábado, setembro 20, 2014
Possuir ou tomar conta
Meu ou seu? de quem?
“É meu aquilo a que estou ligado e que seu uso por parte de outrem sem meu consentimento me prejudicaria.” (KANT, 2003, p.91)
Como a filosofia de Immanuel Kant nos diz, a posse não está resumida para as coisas físicas, mas também a coisas que não estão em nosso poder. Assim é explicada a ofensa que sentimos ao vermos outrem usar algo nosso sem nosso consentimento.
Ora, para evitar ofensa fez-se necessária a construção de uma sociedade que em sua organização esteja a base de regulação do uso das coisas, em que cada um reconheça a titularidade de cada coisa de forma recíproca. Logo, deve-se encontrar uma regra geral e universal traduzindo essa relação em condição civil.
O conflito nasce do desejo de posse da coisa que a nós não pertence e resulta na contrariedade do direito de posse daquele que a possui por direito.
Imagine agora um indivíduo ao qual é dada a tarefa de possuir um objeto com a condição de que essa posse exista até o momento em que o verdadeiro proprietário venha a tomar posse em definitivo. Ou seja, estará incumbida essa pessoa de tomar conta, seja guardando ou utilizando, porém mantendo a integridade daquele objeto, até que possa haver a passagem em definitiva do poder de usufruir daquele objeto. A melhor política nesse caso é cuidar para que seja preservada a integridade já que aquilo a que nos referimos é individualmente nosso apenas pelo tempo que passará sob nossa guarda. Terei, então, sob minha responsabilidade, todo o cuidado para manter a sua íntegra de existência.
“É meu aquilo a que estou ligado e que seu uso por parte de outrem sem meu consentimento me prejudicaria.” (KANT, 2003, p.91)
Como a filosofia de Immanuel Kant nos diz, a posse não está resumida para as coisas físicas, mas também a coisas que não estão em nosso poder. Assim é explicada a ofensa que sentimos ao vermos outrem usar algo nosso sem nosso consentimento.
Ora, para evitar ofensa fez-se necessária a construção de uma sociedade que em sua organização esteja a base de regulação do uso das coisas, em que cada um reconheça a titularidade de cada coisa de forma recíproca. Logo, deve-se encontrar uma regra geral e universal traduzindo essa relação em condição civil.
O conflito nasce do desejo de posse da coisa que a nós não pertence e resulta na contrariedade do direito de posse daquele que a possui por direito.
Imagine agora um indivíduo ao qual é dada a tarefa de possuir um objeto com a condição de que essa posse exista até o momento em que o verdadeiro proprietário venha a tomar posse em definitivo. Ou seja, estará incumbida essa pessoa de tomar conta, seja guardando ou utilizando, porém mantendo a integridade daquele objeto, até que possa haver a passagem em definitiva do poder de usufruir daquele objeto. A melhor política nesse caso é cuidar para que seja preservada a integridade já que aquilo a que nos referimos é individualmente nosso apenas pelo tempo que passará sob nossa guarda. Terei, então, sob minha responsabilidade, todo o cuidado para manter a sua íntegra de existência.
segunda-feira, setembro 15, 2014
Liberdade
O dicionário nos diz que liberdade significa o direito de agir por seu livre arbítrio, de acordo com sua própria vontade, desde que não prejudique outras pessoas. A filosofia nos diz que liberdade é ter independência, ser espontâneo.
A liberdade parece ser utópica, ou seja, uma ideia que somente existe em nossa imaginação.
Se ser livre é mover a si com sua própria vontade, e se nada além provoca o movimento do ser livre pra que lado ele mover-se-ia? Como na prática o ser é movido pelo que o cerca: seja pelo que ele vê, sente, ouve ou deseja e todo e qualquer estímulo externo colabora pra o desejo, então a liberdade depende desses estímulos sensitivos. A priori o ser vai sendo formado imerso com o que o influencia no seu tempo de vida. Nasce indefeso e incapaz de escolher, defender-se, suprir-se, mover-se; Pergunto: o ser não nasce livre? Seria a liberdade adquirida com a maturidade? com o conhecimento? com a experiência? Então a liberdade é influenciável?
Se é influenciável, não é liberdade...
A liberdade parece ser utópica, ou seja, uma ideia que somente existe em nossa imaginação.
Se ser livre é mover a si com sua própria vontade, e se nada além provoca o movimento do ser livre pra que lado ele mover-se-ia? Como na prática o ser é movido pelo que o cerca: seja pelo que ele vê, sente, ouve ou deseja e todo e qualquer estímulo externo colabora pra o desejo, então a liberdade depende desses estímulos sensitivos. A priori o ser vai sendo formado imerso com o que o influencia no seu tempo de vida. Nasce indefeso e incapaz de escolher, defender-se, suprir-se, mover-se; Pergunto: o ser não nasce livre? Seria a liberdade adquirida com a maturidade? com o conhecimento? com a experiência? Então a liberdade é influenciável?
Se é influenciável, não é liberdade...
segunda-feira, julho 28, 2014
Há uns que vivem. Outros batem palmas.
É inegável, desde Platão até os pensadores de hoje que a pergunta que nunca falta a melhor das filosofias é Como devem viver nós e nossos filhos?
Como no teatro podemos ser espectadores ou participes do ato; podemos agir como atores coadjuvantes ou principais. é nossa escolha individual.
Lembrando que mesmo colado ao assento, assistindo no conforto de nossa posição, somos, de alguma forma, tocados pelo que vemos, ouvimos e sentimos. Não tem como estar distantes do que acontece a nossa frente. Diigo que, querendo ou não, terminamos por participar também. Ora, não é o ato feito pra que alguém o aprecie?
O cenário está ai armado. Se é que participamos involuntariamente, por que não nos tornarmos ativos e tomar partido no que define o que fomos, somos e seremos daqui em diante?
Como no teatro podemos ser espectadores ou participes do ato; podemos agir como atores coadjuvantes ou principais. é nossa escolha individual.
Lembrando que mesmo colado ao assento, assistindo no conforto de nossa posição, somos, de alguma forma, tocados pelo que vemos, ouvimos e sentimos. Não tem como estar distantes do que acontece a nossa frente. Diigo que, querendo ou não, terminamos por participar também. Ora, não é o ato feito pra que alguém o aprecie?
O cenário está ai armado. Se é que participamos involuntariamente, por que não nos tornarmos ativos e tomar partido no que define o que fomos, somos e seremos daqui em diante?
sábado, junho 21, 2014
O império da lei
Democrata é o povo que governa a si mesmo. Nesse caso, os políticos são indivíduos do povo que exercem em nome desse o poder de estado, pois o estado é uma figura apenas jurídica. Esses criam leis que fixam limites para serem obedecidos por eles mesmos e o estado. Ou seja, sendo impostos limites e regras, o poder não é ilimitado, isto é, não é absoluto, bem o contrário do caso das monarquias absolutistas, por exemplo.
Simplificando o que não dá pra simplificar: o estado democrata, o de direito, significa o império da lei. Atualmente estados democráticos existem com a presença de 3 instâncias fundamentais: Lesgislativo, que cria as leis(constituição), Judiciário que fiscaliza a aplicação das leis e o executivo que exerce o poder do estado de direito. Então seria assim: o povo indica representantes que vão ser sua voz no poder legislativo. O poder legislativo traça as "regras do jogo" e todos acordão respeitarem os limites do direito de cada um indivíduo ou do estado. O judiciário deve ser o fiel da balança, possuindo poder para fiscalizar a correta observância dessas regras, para que estado, e também o cidadão como indivíduo, não ultrapasse o limite dos direitos e poderes constituídos e cada qual cumpra os seus deveres.
Simplificando o que não dá pra simplificar: o estado democrata, o de direito, significa o império da lei. Atualmente estados democráticos existem com a presença de 3 instâncias fundamentais: Lesgislativo, que cria as leis(constituição), Judiciário que fiscaliza a aplicação das leis e o executivo que exerce o poder do estado de direito. Então seria assim: o povo indica representantes que vão ser sua voz no poder legislativo. O poder legislativo traça as "regras do jogo" e todos acordão respeitarem os limites do direito de cada um indivíduo ou do estado. O judiciário deve ser o fiel da balança, possuindo poder para fiscalizar a correta observância dessas regras, para que estado, e também o cidadão como indivíduo, não ultrapasse o limite dos direitos e poderes constituídos e cada qual cumpra os seus deveres.
domingo, junho 15, 2014
Política
Aristóteles já falava sobre política. Das polis, que eram cidades-estado organizadas pelos gregos, derivam os nomes política(politiké) e cidadãos(politikos). Ele intitulara o seu livro como Politeia.
Do ponto de vista prático, política é a busca do poder pela relação dos "entrementes"(meios) e não pelos fins(finalidades). A política é realmente percebida no sentido da existência da dualidade amigo-inimigo; Ajudar os amigos, afastar a si dos inimigos.
Há quem diga que política é a convivência entre os diferentes, já que os homens não são iguais em pensamento, virtudes, ética, desejos, etc.
Política, então, não é justiça. Deveria ser tolerância. Penso que a política é, em ultima análise, a ciência da convivência e do convencimento e quase sempre usada para manter o status quo de quem está no poder.
Para mim, independente da razão, existem dois lados(polos): o que governa e o que quer substituir o governo. Outra definição que cairia bem para a política é: ciência para adquirir e manter poder sobre o povo e o que ele produz.
Do ponto de vista prático, política é a busca do poder pela relação dos "entrementes"(meios) e não pelos fins(finalidades). A política é realmente percebida no sentido da existência da dualidade amigo-inimigo; Ajudar os amigos, afastar a si dos inimigos.
Há quem diga que política é a convivência entre os diferentes, já que os homens não são iguais em pensamento, virtudes, ética, desejos, etc.
Política, então, não é justiça. Deveria ser tolerância. Penso que a política é, em ultima análise, a ciência da convivência e do convencimento e quase sempre usada para manter o status quo de quem está no poder.
Para mim, independente da razão, existem dois lados(polos): o que governa e o que quer substituir o governo. Outra definição que cairia bem para a política é: ciência para adquirir e manter poder sobre o povo e o que ele produz.
domingo, junho 08, 2014
Felicidade
Mais uma vez aqui cito Spinoza:
“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela por refrearmos as paixões, mas ao contrário, gozamos dela por podermos refrear as paixões”.
Conceituar felicidade é tão simples e ao mesmo tempo complexo como conceituar a vida.
Seria a felicidade o estado de saúde plena da mente e do corpo?
Teria a felicidade relação direta com o estado de satisfação pessoal?
A felicidade é a paz?
A nossa felicidade depende da felicidade de outras pessoas?
Tantas outras perguntas vão surgir cada vez que tentemos entender a felicidade.
Pensadores ao longo do tempo tentaram, de forma sempre incompleta, definir a felicidade, com a finalidade principal de alcançarmos esse sentimento tão importante. Tanto que parecer ser mais fácil identificarmos a sua ausência de que propriamente a sua presença.
Vejamos o que disseram alguns pensadores:
"A felicidade solitária não é felicidade."
Eu sou do time das pessoas que acreditam mesmo que não existe a felicidade plena.
Penso que a felicidade é incompatível com as faltas de saúde, liberdade, consciência.
A felicidade a cima de tudo é uma preciosidade. Quem a possui está rico.
Felicidade? Melhor comprar com conta gotas!
A antítese da felicidade: a depressão profunda.
A felicidade é pisar numa pedra e descobrir que era um brilhante.
Não creio que o escravo seja feliz. Mas a felicidade dele pode morar na perseverança da idéia de ser livre um dia.
A felicidade do doente está na possibilidade da cura, e não propriamente na saúde.
A felicidade do sábio está em descobrir o que é mentira, mais que em buscar a verdade.
“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela por refrearmos as paixões, mas ao contrário, gozamos dela por podermos refrear as paixões”.
Conceituar felicidade é tão simples e ao mesmo tempo complexo como conceituar a vida.
Seria a felicidade o estado de saúde plena da mente e do corpo?
Teria a felicidade relação direta com o estado de satisfação pessoal?
A felicidade é a paz?
A nossa felicidade depende da felicidade de outras pessoas?
Tantas outras perguntas vão surgir cada vez que tentemos entender a felicidade.
Pensadores ao longo do tempo tentaram, de forma sempre incompleta, definir a felicidade, com a finalidade principal de alcançarmos esse sentimento tão importante. Tanto que parecer ser mais fácil identificarmos a sua ausência de que propriamente a sua presença.
Vejamos o que disseram alguns pensadores:
"A felicidade solitária não é felicidade."
- - Boris Pasternak
- - Anton Tchekhov
-
"Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias."
- - Jean de La Bruyère
"Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho"
-Buda
-
"Nunca se é tão feliz nem tão infeliz como se imagina."
- - François La Rochefoucauld
Penso que a felicidade é incompatível com as faltas de saúde, liberdade, consciência.
A felicidade a cima de tudo é uma preciosidade. Quem a possui está rico.
Felicidade? Melhor comprar com conta gotas!
A antítese da felicidade: a depressão profunda.
A felicidade é pisar numa pedra e descobrir que era um brilhante.
Não creio que o escravo seja feliz. Mas a felicidade dele pode morar na perseverança da idéia de ser livre um dia.
A felicidade do doente está na possibilidade da cura, e não propriamente na saúde.
A felicidade do sábio está em descobrir o que é mentira, mais que em buscar a verdade.
segunda-feira, novembro 11, 2013
O amor, a tolerância e o ódio
Como Spinoza pronunciou:
O Ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Também: O Amor é a alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Já a Tolerância é um oposição ao ódio, ou seja, contraria a causa que produz uma tristeza e que nos afasta do sentimento do amor, porém sem ainda ser amor por si só.
O Ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Também: O Amor é a alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior.
Já a Tolerância é um oposição ao ódio, ou seja, contraria a causa que produz uma tristeza e que nos afasta do sentimento do amor, porém sem ainda ser amor por si só.
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