Situação hipotética:
O professor segura uma esfera de chumbo. Há vários fatos a serem percebidos aí. O professor mostra para todos que a esfera tem forma. A esfera ocupa um lugar no espaço, portanto. Ela tem peso. tem cor, por causa da interação da luz sobre sua superfície. Ela pode ser mais ou menos polida ou não, etc. Esses aspectos podem facilmente serem percebidos por todos. Então diz-se que essa esfera é real. Ela existe. Mas ele demonstra que a há mais coisas que poderiam ser percebidas ou conjecturadas sobre a esfera. De que ela é formada? Seria ela feita de uma única substância? Como seria a forma de partes menores dessa esfera se observadas de um microscópio ótico? E como seria ela vista de um microscópio eletrönico se tivéssemos esse à disposição? Poderíamos fazer conjecturas, especulações sobre essa realidade por nós não observada. Criaríamos metáforas. Talvez nos aproximássemos do que realmente seriam as respostas pra tais indagações. Mas isso dependeria do nosso grau de teorização e de disponibilidade de instrumentos cada vez mais precisos para observarmos cada vez melhor a realidade da esfera. Mas a realidade da esfera está lá. Não precisamos inventar essa realidade. Nem, tampouco, diríamos que o conhecimento nasceria na esfera. Mas existiria o conhecimento sobre a esfera, sem a existência da esfera? A teoria leva a mais teoria. Isso sendo fomentado na racionalidade do ser humano, que na sede do querer saber e ter pelo menos um míninmo domínio e explicações para a realidade que o rodeia , e para sua existência, persegue a conhecer a realidade.