Mas para que exista o Saber-Como é importante responder a uma pergunta qual propósito? (Know-why)
Basicamente todos preocupam-se em como fazer uma determinada tarefa ou processo. Mais dúvidas surgem quando nos perguntamos por quê: Por que isso tem que ser feito? Qual o objetivo principal do processo ou ação? Quem é o principal beneficiado? Existe alguma consequência inesperada na conclusão do processo? Quais os reais resultados?
Ideias de Aristóteles influenciaram pensadores por mais de dois mil anos e mantiveram a ideia de que toda a ação possui em sequência uma outra ação posterior(por vir ou devir). O iluminismo contrapõe essa ideia e Espinoza busca estabelecer a origem da causa da ação e, assim, poder compreender exatamente por que tudo acontece da maneira como acontece.
"Não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a
queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por
nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la,
que a julgamos boa". Espinoza
Mas se julgamos o objeto bom por que o desejamos, isso não mudará o fato de sua natureza do seu verdadeiro ser.
Para todo o processo desencadeado existem um fluxo de acontecimentos que devem ser levados em conta. O antes, o durante e o depois.
Temos então que, ao dar início a uma ação, projeto ou atividade, perguntar a nós mesmos qual o propósito para todos envolvidos nesse fluxo de atividades. Precisamos ter a visão do um todo global e não apenas de partes que nos interessam dos acontecimentos.
A atual visão da mecânica quântica nos faz ter a certeza que nada é certo, se não que o que acontece é mesmo fruto de tudo o que aconteceu de acaso e de casual.
Esse Blog objetiva apenas juntar retalhos de reflexões pessoais do autor sobre assuntos os mais diversos. Não tendo caráter científico, pode vir a conter incoerências. As informações deverão ser corrigidas logo que sejam percebidos erros; Quanto às ideias, podem ser sempre repensadas.
quarta-feira, julho 24, 2013
segunda-feira, julho 22, 2013
O poeta é, antes de tudo, filósofo. O filósofo, antes desse, poeta
O filósofo assemelha-se ao poeta; o filosofar e o ato poético têm algo em comum. Disse certa vez São Tomás de Aquino, grande teólogo católico e também respeitável influenciador de praticamente todas as correntes evangélicas.
O ato de filosofar não é o ato de distanciar-se da realidade. Na verdade o filósofo tende a ver além do aparentemente visível ou interpretável no cotidiano.
Ora, já aqui temos algo em comum entre o poeta e o filósofo. Esse também transcende ao mundo do dia a dia.
O mundo da filosofia inspira-se no que o admira, assim como o mundo poético se espanta naquilo que o encanta ou desencanta.
E não é admiração, o encanto ou desencanto, que abala o espectador e o faz parar, observar, pensar e expressar os sentidos?
Mas não são apenas os pensadores que se encantam com o mundo. Esses o fazem com maior maestria. Detalhes não podem fugir aos olhares.
Os poetas o saboreiam de forma ora adocicada, ora amargurada. Porém nunca como se sente à primeira vista.
O poeta e o filósofo não acreditam na perfeição das máquinas. O mundo não pode ser tão previsível como pensamos ou tão imprevisível como cantamos.
O poeta diz: "sabemos o que é o amor". O filósofo diz: "não sabemos o que é o amor".
Viva as semelhanças e as diferenças que tanto nos faz iguais sendo únicos!
Filosofar é como descascar uma cebola. É tentar ver além, camada a camada. E no fim o que resta? lágrimas aos olhos.
O ato de filosofar não é o ato de distanciar-se da realidade. Na verdade o filósofo tende a ver além do aparentemente visível ou interpretável no cotidiano.
Ora, já aqui temos algo em comum entre o poeta e o filósofo. Esse também transcende ao mundo do dia a dia.
O mundo da filosofia inspira-se no que o admira, assim como o mundo poético se espanta naquilo que o encanta ou desencanta.
E não é admiração, o encanto ou desencanto, que abala o espectador e o faz parar, observar, pensar e expressar os sentidos?
Mas não são apenas os pensadores que se encantam com o mundo. Esses o fazem com maior maestria. Detalhes não podem fugir aos olhares.
Os poetas o saboreiam de forma ora adocicada, ora amargurada. Porém nunca como se sente à primeira vista.
O poeta e o filósofo não acreditam na perfeição das máquinas. O mundo não pode ser tão previsível como pensamos ou tão imprevisível como cantamos.
O poeta diz: "sabemos o que é o amor". O filósofo diz: "não sabemos o que é o amor".
Viva as semelhanças e as diferenças que tanto nos faz iguais sendo únicos!
Filosofar é como descascar uma cebola. É tentar ver além, camada a camada. E no fim o que resta? lágrimas aos olhos.
sábado, julho 20, 2013
Know-how e Know-why
Saber Como e Saber Porquê, termos em inglês que estão por trás do sucesso de muitas empresas e até economias de países.
Um exemplo simples: a indústria aeronáutica possui o Know-how na construção de aeronaves de diversos tamanhos que atendem as especificações exigidas pelo mercado, guardando para si alguns segredos no processo de fabricação;
Uma determinada rede de lojas de lanches possui o Know-how de como fazer e oferecer hamburgers, nem sempre tão saudáveis e de preço não tão baixo. Além disso sabe como promover esses produtos através de um marketing forte em diversos tipos de mídias, o que faz vende-los como água fresca no deserto.
Note que aí aparece um sub-produto paralelo ao que é produzido para a venda: o "saber-fazer".
O saber fazer e bem determinadas(ou todas) etapas de processos de produção, marketing e venda colocam em vantagem empresas e economias que disputam mercados cada vez mais exigentes.
Some-se a isso o fato de que quem sabe o que fez, e como fez, pode usar para seu benefício próprio e de terceiro a que esteja subordinado por lealdade, comércio ou força de lei. Principalmente em áreas estratégicas como as de defesa, economia, privacidade de cidadãos, etc.
Como?
Sim. Os escândalos sucessivos desencadeados pelas revelações de espionagens sobre diversos países , povos e governos por certas potências mundiais sobre e que até então não se tinha conhecimento, abalando o direito a confidencialidade e liberdades individuais de qualquer cidadão. (Ninguém sabia mesmo ou faziam de conta que não sabiam?)
Os países desenvolvedores de todos os meios de comunicação, sejam equipamentos ou sistemas informáticos sabem de uma forma inimaginável como acessar informações a hora que quiserem, por que essas atravessam esses mesmos meios tecnológicos, softwares e protocolos que desenvolveram e padronizaram.
Ações indiscriminadas de espionagem expõe não somente a sociedade civil, mas até informações confidenciais militares e de estratégias econômicas. Todas as empresas que possuem conhecimentos produzidos e adquiridos ao longo de anos de experiências tendem a estar expostas com vazamentos de informações fundamentais.
Fazer o cofre, dá ao fabricante o poder de saber abri-lo com facilidade, sem precisar do segredo e nem de chaves.
De forma semelhante, nas telecomunicações atuais, desenhar os equipamentos e softwares responsáveis pela criptografia(o empacotar e desempacotar de forma sigilosa as informações entre remetente e destinatário, por exemplo), dão a esses a possibilidade de acessar mais facilmente os conteúdos e os assuntos de interesses daqueles a quem interessa a espionagem.
Em outras palavras, e volto a me repetir no que tenho dito sempre: um dos requisitos primordiais para que uma nação seja mais livre é o alcance absoluto dos conhecimentos necessários, principalmente pelo investimento na educação adequada, não somente de dinheiro, mas também de vontade de mudança de estratégias: Saberes locais leva a Tecnologia local.
Nisso nunca fomos tão dependentes como hoje: tecnologia. Temos os robôs nas linhas de produção. mas sabemos como projetá-los? Podemos comprar voos em foguetes para enviar satélites ao espaço. mas ainda não possuímos o Know-how de como faze-los voar sem explodir.
É um longo caminho a ser seguido. A recompensa será a maior independência da indústria nacional.
Lembrei agora de uma cena (dizem que aconteceu de verdade) de um filme na qual acontece uma batalha onde indígenas(peles vermelhas) haviam capturado soldados (homens brancos). O chefe da tribo exigiu um preço a ser pago pelo comandante dos soldados: um canhão que era temido(e admirado) pelo peles vermelhas e que no seu pensar equilibraria a luta com os soldados se viesse a fazer parte de seu próprio arsenal. Prontamente o comandante das forças militares pagou o preço do resgate: entregaram o tal canhão ao indígenas. Um detalhe surpreendente posterior à libertação dos reféns. Eles se deram conta que não sabiam manusea-lo e nem tinham as munições(projéteis) para armar o canhão. Ou seja, essa grande e poderosa arma perdera o seu efeito e não tinha mais serventia alguma. Sem oferecer perigo algum às tropas oficiais do governo.
Continua...
Um exemplo simples: a indústria aeronáutica possui o Know-how na construção de aeronaves de diversos tamanhos que atendem as especificações exigidas pelo mercado, guardando para si alguns segredos no processo de fabricação;
Uma determinada rede de lojas de lanches possui o Know-how de como fazer e oferecer hamburgers, nem sempre tão saudáveis e de preço não tão baixo. Além disso sabe como promover esses produtos através de um marketing forte em diversos tipos de mídias, o que faz vende-los como água fresca no deserto.
Note que aí aparece um sub-produto paralelo ao que é produzido para a venda: o "saber-fazer".
O saber fazer e bem determinadas(ou todas) etapas de processos de produção, marketing e venda colocam em vantagem empresas e economias que disputam mercados cada vez mais exigentes.
Some-se a isso o fato de que quem sabe o que fez, e como fez, pode usar para seu benefício próprio e de terceiro a que esteja subordinado por lealdade, comércio ou força de lei. Principalmente em áreas estratégicas como as de defesa, economia, privacidade de cidadãos, etc.
Como?
Sim. Os escândalos sucessivos desencadeados pelas revelações de espionagens sobre diversos países , povos e governos por certas potências mundiais sobre e que até então não se tinha conhecimento, abalando o direito a confidencialidade e liberdades individuais de qualquer cidadão. (Ninguém sabia mesmo ou faziam de conta que não sabiam?)
Os países desenvolvedores de todos os meios de comunicação, sejam equipamentos ou sistemas informáticos sabem de uma forma inimaginável como acessar informações a hora que quiserem, por que essas atravessam esses mesmos meios tecnológicos, softwares e protocolos que desenvolveram e padronizaram.
Ações indiscriminadas de espionagem expõe não somente a sociedade civil, mas até informações confidenciais militares e de estratégias econômicas. Todas as empresas que possuem conhecimentos produzidos e adquiridos ao longo de anos de experiências tendem a estar expostas com vazamentos de informações fundamentais.
Fazer o cofre, dá ao fabricante o poder de saber abri-lo com facilidade, sem precisar do segredo e nem de chaves.
De forma semelhante, nas telecomunicações atuais, desenhar os equipamentos e softwares responsáveis pela criptografia(o empacotar e desempacotar de forma sigilosa as informações entre remetente e destinatário, por exemplo), dão a esses a possibilidade de acessar mais facilmente os conteúdos e os assuntos de interesses daqueles a quem interessa a espionagem.
Em outras palavras, e volto a me repetir no que tenho dito sempre: um dos requisitos primordiais para que uma nação seja mais livre é o alcance absoluto dos conhecimentos necessários, principalmente pelo investimento na educação adequada, não somente de dinheiro, mas também de vontade de mudança de estratégias: Saberes locais leva a Tecnologia local.
Nisso nunca fomos tão dependentes como hoje: tecnologia. Temos os robôs nas linhas de produção. mas sabemos como projetá-los? Podemos comprar voos em foguetes para enviar satélites ao espaço. mas ainda não possuímos o Know-how de como faze-los voar sem explodir.
É um longo caminho a ser seguido. A recompensa será a maior independência da indústria nacional.
Lembrei agora de uma cena (dizem que aconteceu de verdade) de um filme na qual acontece uma batalha onde indígenas(peles vermelhas) haviam capturado soldados (homens brancos). O chefe da tribo exigiu um preço a ser pago pelo comandante dos soldados: um canhão que era temido(e admirado) pelo peles vermelhas e que no seu pensar equilibraria a luta com os soldados se viesse a fazer parte de seu próprio arsenal. Prontamente o comandante das forças militares pagou o preço do resgate: entregaram o tal canhão ao indígenas. Um detalhe surpreendente posterior à libertação dos reféns. Eles se deram conta que não sabiam manusea-lo e nem tinham as munições(projéteis) para armar o canhão. Ou seja, essa grande e poderosa arma perdera o seu efeito e não tinha mais serventia alguma. Sem oferecer perigo algum às tropas oficiais do governo.
Continua...
sexta-feira, julho 12, 2013
A caminhada dos mortos(The Walking Dead)
Foi impossível para mim não traçar semelhanças da série mundialmente famosa The Walking Dead com as caminhadas em forma de manifestações de indignação da população de muitas cidades brasileiras.
Explico:
TWD é uma estória de um grupo de pessoas tentando sobreviver em mundo pós-apocalíptico cheio de outras pessoas que se tornaram zumbis ou "cabeças ocas" como as vezes também são chamados os "vivos" depois de mortos e ressuscitados. Esses caminham aparentemente sem motivo e destino determinado, sendo atraídos apenas pelo cheiro de algo vivo que possa ser digerido, como animais ou pessoas.
Ora, e qual a relação com os protestos que semanas atrás eclodiram em muitas cidades brasileiras?
O Brasil está numa condição atual bem melhor que muitos países ditos desenvolvidos que amargam níveis de desempregos nunca por esses experimentados. Como já disse o anterior presidente, o país nunca esteve numa situação tão boa. Claro que poderia estar bem melhor. Óbvio que a elevação de preços dos alimentos e outros produtos influenciam negativamente a percepção de que as coisas não estão tão boas como parecem. Some-se a isso os mandos e desmandos da classe política atual, desconectada dos anseios da população em geral por serviços públicos melhores e leis que não favoreçam aos que cometam crimes contra os cofres públicos e até outros crimes que cerceiam o direito de ir, vir e se divertir em espaços públicos ou privados. Mas acredite: já tivemos bem pior situação. E, mesmo naquelas situações só comparadas a momentos de países em guerra com inflação que chegou perto dos 100% a semana, a nação assistia a tudo sem manifestos. Ouviam apenas resmungos sussurrados de pessoas aos seus íntimos ao olharem as prateleiras dos supermercados com mercadorias diariamente remarcadas. Eu vi isso acontecer. A quantidade de tributos incorporados ao preço dos produtos e serviços era e é ainda muito grande. Porém, a inflação servia de tributo maior por causa da indexação formal e informal da economia. Não era somente por 20 centavos que protestaram os que caminharam nas ruas e avenindas das cidades brasileiras. Mas por quais motivos mais era? Contra: a corrupção, inflação em ascensão, excesso de impostos, imprensa parcial, descaso com o sistema público de saúde, etc. A favor: da qualidade nos serviços públicos, dos menores preços dos transportes ou até passe livre, menor carga tributária, etc. Essas somente para citar alguns dos anseios de cada cidadão brasileiro.
Mas "peraí". Onde está a novidade? Não é sempre isso mesmo que os políticos profissionais prometem todas as vezes ao povo com o intuito de elegerem-se para os cargos que hoje ocupam?
Existe aí uma percepção de que esse políticos não representam essas massas que saíram às ruas.
Mas, se não esses, quem os representará? As massas sem líderes são como os zumbis de The Walking Dead. Andam. Tem necessidades (no caso desses, comer gente viva). Entretanto, não sabem bem pra onde vão ou como exatamente obter isso. Cabeças ocas que não pensam bem ou não medem as consequências a médio e longo prazo dos seus desejos, que pensam que as coisas são mais simples que de fato o são, tornam-se alvos fáceis de quem quer exterminá-los ou conduzi-los pra onde o quiserem. Até mesmo para o abismo.
Como uma pessoa que quer adquirir um bem que não está bem ao alcance do seu poder de compra, mas que sem medir a consequência do que seja pagar isso por um longo período e em quantidades de parcelas a perder de vista, colocando a economia pessoal em sérios apuros, todos podem estar pedindo coisas que a mãe pátria pode não estar pronta pra nos dar nesse imediatamente; Nada vem de graça. Isso é uma lei imutável. Em geral, se alguém nos dá gratuitamente algo, isso uma dia já teve ou o terá um preço mesmo que disfarçado.
Não vejo, a um médio e longo prazo, um país melhor se não for feito o investimento em educação necessário ao desenvolvimento sustentável e a aquisição de tecnologia e know-how(o saber fazer) próprios de brasileiros.
Contra ou a favor das caminhadas?
Nem isso, nem aquilo. Muito pelo contrário.
Sou a favor de sabermos pra onde estamos indo.
Foi impossível para mim não traçar semelhanças da série mundialmente famosa The Walking Dead com as caminhadas em forma de manifestações de indignação da população de muitas cidades brasileiras.
Explico:
TWD é uma estória de um grupo de pessoas tentando sobreviver em mundo pós-apocalíptico cheio de outras pessoas que se tornaram zumbis ou "cabeças ocas" como as vezes também são chamados os "vivos" depois de mortos e ressuscitados. Esses caminham aparentemente sem motivo e destino determinado, sendo atraídos apenas pelo cheiro de algo vivo que possa ser digerido, como animais ou pessoas.
Ora, e qual a relação com os protestos que semanas atrás eclodiram em muitas cidades brasileiras?
O Brasil está numa condição atual bem melhor que muitos países ditos desenvolvidos que amargam níveis de desempregos nunca por esses experimentados. Como já disse o anterior presidente, o país nunca esteve numa situação tão boa. Claro que poderia estar bem melhor. Óbvio que a elevação de preços dos alimentos e outros produtos influenciam negativamente a percepção de que as coisas não estão tão boas como parecem. Some-se a isso os mandos e desmandos da classe política atual, desconectada dos anseios da população em geral por serviços públicos melhores e leis que não favoreçam aos que cometam crimes contra os cofres públicos e até outros crimes que cerceiam o direito de ir, vir e se divertir em espaços públicos ou privados. Mas acredite: já tivemos bem pior situação. E, mesmo naquelas situações só comparadas a momentos de países em guerra com inflação que chegou perto dos 100% a semana, a nação assistia a tudo sem manifestos. Ouviam apenas resmungos sussurrados de pessoas aos seus íntimos ao olharem as prateleiras dos supermercados com mercadorias diariamente remarcadas. Eu vi isso acontecer. A quantidade de tributos incorporados ao preço dos produtos e serviços era e é ainda muito grande. Porém, a inflação servia de tributo maior por causa da indexação formal e informal da economia. Não era somente por 20 centavos que protestaram os que caminharam nas ruas e avenindas das cidades brasileiras. Mas por quais motivos mais era? Contra: a corrupção, inflação em ascensão, excesso de impostos, imprensa parcial, descaso com o sistema público de saúde, etc. A favor: da qualidade nos serviços públicos, dos menores preços dos transportes ou até passe livre, menor carga tributária, etc. Essas somente para citar alguns dos anseios de cada cidadão brasileiro.
Mas "peraí". Onde está a novidade? Não é sempre isso mesmo que os políticos profissionais prometem todas as vezes ao povo com o intuito de elegerem-se para os cargos que hoje ocupam?
Existe aí uma percepção de que esse políticos não representam essas massas que saíram às ruas.
Mas, se não esses, quem os representará? As massas sem líderes são como os zumbis de The Walking Dead. Andam. Tem necessidades (no caso desses, comer gente viva). Entretanto, não sabem bem pra onde vão ou como exatamente obter isso. Cabeças ocas que não pensam bem ou não medem as consequências a médio e longo prazo dos seus desejos, que pensam que as coisas são mais simples que de fato o são, tornam-se alvos fáceis de quem quer exterminá-los ou conduzi-los pra onde o quiserem. Até mesmo para o abismo.
Como uma pessoa que quer adquirir um bem que não está bem ao alcance do seu poder de compra, mas que sem medir a consequência do que seja pagar isso por um longo período e em quantidades de parcelas a perder de vista, colocando a economia pessoal em sérios apuros, todos podem estar pedindo coisas que a mãe pátria pode não estar pronta pra nos dar nesse imediatamente; Nada vem de graça. Isso é uma lei imutável. Em geral, se alguém nos dá gratuitamente algo, isso uma dia já teve ou o terá um preço mesmo que disfarçado.
Não vejo, a um médio e longo prazo, um país melhor se não for feito o investimento em educação necessário ao desenvolvimento sustentável e a aquisição de tecnologia e know-how(o saber fazer) próprios de brasileiros.
Contra ou a favor das caminhadas?
Nem isso, nem aquilo. Muito pelo contrário.
Sou a favor de sabermos pra onde estamos indo.
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